<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057</id><updated>2012-01-25T11:10:28.554-02:00</updated><title type='text'>AJD-SC</title><subtitle type='html'>O Núcleo Catarinense da Associação Juízes para a Democracia tem por objetivo observar e aplicar em nosso Estado os preceitos desta Associação, que tem por finalidades estatutárias a defesa intransigente dos valores próprios do Estado Democrático de Direito, a defesa abrangente da dignidade da pessoa humana, a democratização interna do Judiciário e o resgate do serviço público (como serviço ao público) inerente ao exercício do poder, que deve se pautar pela total transparência.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ajd-sc.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>88</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-8132304179031681911</id><published>2012-01-25T11:09:00.005-02:00</published><updated>2012-01-25T11:10:28.567-02:00</updated><title type='text'>Entre a Luz e a Sombra, por João Marcos Buch*</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;Humano, demasiado humano. O premiado documentário “Entre a Luz e a Sombra”, de Luciana Burlamaqui a respeito da vida da atriz Sophia Bisilliat, da dupla de rap 509-E formada por Dexter e Afro-X e de um juiz que acredita em meios dignos de ressocialização, cujos destinos se cruzaram no complexo do Carandiru por cerca de sete anos, traz ao espectador sentimentos confusos e raciocínios truncados. Não é fácil pensar e ver alguns palmos à frente do nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme em sua cruel realidade nos faz lembrar dos fundamentos históricos da violência e da natureza humana. Aponta os fatores da caminhada do crime urbano, dentre eles os sociais, neoliberais, da indústria do consumo, da privação de oportunidades, afeto, educação e trabalho dignos. Ao mesmo tempo, mostra a desgraça de um estado ausente em direitos individuais e sociais e presente no chicote da pena. O pior é que o Carandiru, muito embora implodido há uns pares de anos, continua existindo por todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Joinville, por exemplo, ainda que o Estado tente empurrar para debaixo do tapete o medieval Presídio Regional, lá está ele, vivo, pulsando, uma verdadeira panela de pressão. Por anos a fio, nossos governantes vêm tentando ignorar a superlotação e aumento da população carcerária, que na última década dobrou e em Joinville: passou de cerca de 500 para mil detentos. Basta uma simples visita ao Presídio Regional para perceber a falta de saneamento básico, com esgotos que transbordam; a alimentação inadequada, despida das mais básicas regras nutricionais; a negação de produtos de higiene pessoal, com detentos dependendo de familiares e favores internos para obtenção de um simples xampu ou uma pasta de dente; a carência de servidores devidamente valorizados, sem estrutura material ou amparo psicológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta tudo e falta, principalmente, respeito, respeito com o ser humano, especialmente com aquele já historicamente ignorado e usado como massa de manobra e consumo. Então, quando algo dá errado, quando na falta do Estado legal o paralegal se instala e rebeliões acontecem, as autoridades aparecem, lançam acusações e propalam planos de duvidosa execução. E a sociedade descrente e mal informada varre para debaixo do tapete novamente esta parte de seu corpo, na esperança medrosa de que as coisas se acalmem. Ledo engano. “Entre a Luz e a Sombra” coloca alguma lógica em tudo isso e mostra a irracionalidade ignorante do sistema penitenciário e as políticas públicas pouco sérias a respeito, que só fazem alimentar essa tragédia social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiçá nossos governantes também assistam ao documentário. Melhor, quiçá destinem uma pequena parte de seu tempo para olhar o problema com honra e coragem. Então, assim como Nietzsche fez há mais de 130 anos, reconheceriam nossa natureza humana, demasiada humana, e com humildade e ética tentariam de vez trabalhar na construção de uma sociedade mais solidária e justa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;*juiz de direito, membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;Fonte: Jornal A Notícia de 24/01/2012 (http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3640831.xml&amp;amp;template=4187.dwt&amp;amp;edition=18848&amp;amp;section=892)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-8132304179031681911?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8132304179031681911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8132304179031681911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2012/01/entre-luz-e-sombra-por-joao-marcos-buch.html' title='Entre a Luz e a Sombra, por João Marcos Buch*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-4519028266220945963</id><published>2012-01-17T10:42:00.001-02:00</published><updated>2012-01-17T10:42:46.923-02:00</updated><title type='text'>Investigações criminais, por Iolmar Alves Baltazar*</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Investigações policiais importantes têm sido anuladas pelo Judiciário, a exemplo da Operação Satiagraha, gerando sensação de impunidade. Recentemente, rumorosa denúncia contra o ex-governador Leonel Pavan foi rejeitada. Em 20 de dezembro, ao conceder habeas corpus ao coronel Djalma Beltrami, acusado de receber propina de traficantes de São Gonçalo (RJ), o desembargador Paulo Rangel registrou perplexamente que “investigação não é brinquedo de polícia”. &lt;br /&gt;O sistema jurídico brasileiro, desde 1988, está estruturado sob um regime republicano e democrático, calcado em garantias constitucionais. No entanto, ainda convivemos com renitentes procedimentos e práticas criminais inquisitoriais que produzem dissonâncias insanáveis no plano da validade das provas produzidas. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Jorge Mussi, quando da invalidação da operação Castelo de Areia, assentou que “essa volúpia desenfreada de se construir arremedos de prova acaba por ferir de morte a Constituição”. Logo, são inservíveis denúncias anônimas, escutas ilegais, torturas, invasões de domicílio e quaisquer abusos de autoridade. Para o combate da criminalidade, forçoso concluir que os fins não justificam os meios, sob o risco de revivermos barbáries contra a humanidade. &lt;br /&gt;Parece ser chegada a hora de abandonarmos o agônico inquérito policial (existente em poucos países) e pensarmos na figura do promotor investigador, adotada com sucesso por países europeus, sendo um retrocesso, portanto, a chamada PEC da Corrupção. &lt;br /&gt;Se a Constituição assegura um sistema acusatório, instrução em contraditório, defesa aberta e debate público, o objeto da investigação deve ser previamente definido e afirmado e, enquanto não provado, o acusado presumido inocente. Talvez o grande equívoco resida no fato de a polícia exercer suas funções em constante ambiguidade, ao praticar atos discricionários, mas vinculada pela legalidade da persecução criminal. (p.3)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;*Juiz de Direito e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fonte: Jornal de Santa Catarina de 14/01/2012 (http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,182,3631021,18770)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-4519028266220945963?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4519028266220945963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4519028266220945963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2012/01/investigacoes-criminais-por-iolmar.html' title='Investigações criminais, por Iolmar Alves Baltazar*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-4940078974844189314</id><published>2011-12-15T15:23:00.000-02:00</published><updated>2011-12-15T15:23:43.182-02:00</updated><title type='text'>Cumpra-se, por Alessandro da Silva*</title><content type='html'>&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.04cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.04cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.04cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.04cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Nodia 14 de dezembro terminou o prazo concedido pela CorteInteramericana de Direitos Humanos para que seja cumprida parte dasentença que condenou o Brasil pelas graves violações de direitoshumanos cometidas durante o combate à Guerrilha do Araguaia. Dentreas determinações estão a publicação da decisão em jornal degrande circulação, a indenização aos familiares da vítimas, adevolução dos restos mortais dos desaparecidos e aresponsabilização criminal dos culpados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.04cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Ésabido que a decisão da OEA vai de encontro ao &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;acórdãodo Supremo Tribunal Federal, que julgou válida a Lei de Anistia.Ocorre que não é momento para discutirmos qual das duas decisões éa mais adequada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Umavez que aderiu à Convenção Americana sobre Direitos Humanos, oBrasil  reconheceu como obrigatória, nos termos de seu art. 62, ajurisdição dessa Corte. O art. 68 da Convenção dispõe que osEstados signatários “comprometem-se a cumprir a decisão da Corteem todo caso em que forem partes”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Portanto,cabe ao Estado Brasileiro cumprir a decisão da Corte, pois éprincípio fundamental do Estado de Direito o respeito absoluto àjurisdição dos tribunais internacionais, quando essa jurisdiçãofoi oficialmente reconhecida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Atéagora o cumprimento tem sido feito de forma burocrática, dissimuladae parcial, sendo que não há demonstração de que será cumprida aparte relativa à responsabilização dos agentes estatais quecometeram os crimes de lesa-humanidade, conduta que constituirágrave afronta à ordem jurídica internacional.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Comobem destacou o relator da sentença, juiz Roberto de FigueiredoCaldas, “&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;preciso mostrar que a Justiça age de forma igualitária na puniçãode quem quer que pratique graves crimes contra a humanidade, de modoque a imperatividade do Direito e da Justiça sirvam sempre paramostrar que práticas tão cruéis e desumanas jamais podem serepetir, jamais serão esquecidas e a qualquer tempo serão punidas”.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;* &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Juiz do Trabalho,membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&amp;nbsp;Fonte: Diário CAtarinense de 15/12/2011 &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-4940078974844189314?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4940078974844189314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4940078974844189314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/12/cumpra-se-por-alessandro-da-silva.html' title='Cumpra-se, por Alessandro da Silva*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-3129076437317844461</id><published>2011-12-14T11:16:00.000-02:00</published><updated>2011-12-14T11:16:02.955-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://coletivomemoriaverdadejusticasc.files.wordpress.com/2011/12/cartaz2.jpg?w=640" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://coletivomemoriaverdadejusticasc.files.wordpress.com/2011/12/cartaz2.jpg?w=640" width="452" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-3129076437317844461?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3129076437317844461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3129076437317844461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/12/blog-post.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-6093360108829080663</id><published>2011-11-09T15:13:00.002-02:00</published><updated>2011-11-09T15:13:39.951-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;NOTA PÚBLICA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A ESSENCIALIDADE DA DEFENSORIA PÚBLICA PARA O ACESSO À JUSTIÇA E A NECESSIDADE SOCIAL DO SEU FORTALECIMENTO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA (AJD), entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem por finalidade estatutária o respeito absoluto e incondicional aos valores próprios do Estado Democrático de Direito e a promoção e a defesa dos princípios da democracia pluralista, bem como a difusão da cultura jurídica democrática, pugna pela criação de defensorias públicas em todos os Estados da federação e perante todas as instâncias judiciais, como forma de garantir a acessibilidade à Justiça, consciente de que o Poder Judiciário só poderá efetivamente servir à sociedade se a ele todos tiverem acesso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Assim, por atuar na defesa dos direitos na perspectiva da emancipação social dos desfavorecidos, a AJD participa do movimento para a criação da Defensoria Pública em todo o país, defendendo também o seu fortalecimento, o que entende ser imprescindível para atender ao objetivo de legitimar cada vez mais a atuação desse órgão viabilizador do acesso à Justiça, consagrado na Constituição da República como direito fundamental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça, no Estado da Bahia, por exemplo, estariam vagos 65% (sessenta e cinco por cento) dos cargos de Defensor Público. Desta forma, a instituição estaria presente em apenas cerca de 7% (sete por cento) dos Municípios baianos, atendendo cada Defensor Público uma população&amp;nbsp;alvo de mais de setenta mil pessoas. Trata-se de uma situação muito aquém do mínimo necessário para assegurar o ingresso efetivo na sociedade daqueles necessitados que mais precisam de amparo, consistindo essa realidade em explícita violação do princípio da dignidade da pessoa humana.&amp;nbsp;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nesse sentido, a AJD manifesta publicamente seu apoio ao movimento que no Estado da Bahia defende o fortalecimento da Defensoria Pública, apoio extensivo a todos os movimentos similares existentes em outras unidades da federação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Brasil, São Paulo, 7 de novembro de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Mais informações: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;José Henrique Rodrigues Torres, Juiz de Direito em Campinas - SP, Presidente do Conselho Executivo da Associação Juízes para Democracia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(Fones: &lt;span&gt;19-9174-7568 &lt;/span&gt;e 19-236-8222) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-6093360108829080663?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6093360108829080663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6093360108829080663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/11/nota-publica-essencialidade-da.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-1104354730278684160</id><published>2011-11-08T16:58:00.000-02:00</published><updated>2011-11-08T16:58:49.076-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Manifesto do &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Coletivo Catarinense pela Memória, Verdade e Justiça - SC&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #44916c;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #44916c;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #44916c;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Trebuchet MS; font-size: small;"&gt;Desde a década de 70, familiares catarinenses procuram informações sobre seus dos mortos e desaparecidos políticos. Famílias de Timbó, Criciúma, Porto União, Balneário Camboriu, Joaçaba vivem a angústia e a esperança de um dia, saber o que aconteceu e possam velar e enterrar com dignidade, seus mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma causa que interessa a toda a sociedade e não apenas aos familiares e ex-presos políticos, pois a ditadura militar que perdurou em nosso país de 1964 até 1985, ofendeu e prejudicou todos os que lutam por um mundo justo e acreditam na democracia como a melhor forma de governar. Este é um assunto presente em todos os países que buscam consolidar suas democracias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, reuniram-se em Florianópolis, dia 18 de julho, p.p, familiares, dirigentes sindicais, parlamentares, representantes da sociedade civil e militantes pelos direitos humanos e criaram o COLETIVO MEMÓRIA VERDADE E JUSTIÇA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo precisa dar uma resposta a essas famílias, a todos os presos, banidos, torturados, exilados e sobreviventes da ditadura militar, reconhecer publicamente as arbitrariedades e os crimes cometidos, e pedir perdão aos que sofreram.&lt;br /&gt;A luta pelo Estado de Direito torna-se cada vez mais necessária, pois ainda hoje vemos prisões e assassinatos praticados por agentes do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos a formar a Memória Nacional sobre a resistência à ditadura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta de criação da Comissão da Verdade nos dá esperança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos uma Comissão da Verdade independente;&lt;br /&gt;Queremos a abertura de todos os acervos documentais produzidos naquele período.&lt;br /&gt;Queremos o cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso da Guerrilha do Araguaia;&lt;br /&gt;Queremos a verdade e queremos justiça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O BRASIL merece entrar numa era de democracia e prosperidade. Para tanto precisa conhecer e reconciliar-se com seu passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que jamais se esqueça!&lt;br /&gt;Pra que nunca mais aconteça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florianópolis, 23 de agosto de 2011&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 1px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-1104354730278684160?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1104354730278684160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1104354730278684160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/11/manifesto-do-coletivo-catarinense-pela.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-4475135923121837805</id><published>2011-11-04T21:49:00.002-02:00</published><updated>2011-11-04T21:49:45.469-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;ECA– para uma discussão séria, por João Marcos Buch *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Com certa apreensão, tive conhecimento pelos meios de comunicação que o deputado estadual Valmir Comin tomou a palavra no Parlamento barriga-verde para, segundo a imprensa, entre outras considerações, dizer que “criminosos menores carregam o Estatuto da Criança e do Adolescente debaixo do braço como lastro de seus crimes”. A apreensão não se deve à discussão em si, que precisa ser realizada. A apreensão é com o desvio de foco do problema, bem como o peso das palavras quando lançadas por um representante do povo. É claro que o assunto é palpitante, mas é fundamental que seja colocado com responsabilidade.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;É incompreensível, se realmente as palavras foram ditas pelo deputado, que parlamentar alheio a isto tudo não compreenda que a violência vem sendo há tempos estudada e passa por vários fatores, individuais e sociais, psicológicos e patológicos, e resulta em várias teorias, da anomia e subculturas delitivas à estigmatização e ao controle ideológico. Demonstram os estudos que no País, adolescentes envolvidos em atos infracionais em geral já foram suficientemente estigmatizados pela estampa da miséria educacional e social, com a marca violenta do abandono.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Talvez a discussão em seara penal deva ser mais voltada aos atos de corrupção e fraude, onde valores incalculáveis são suprimidos do erário público, em detrimento de hordas populacionais carentes. Além disso, a ciência penal, numa sociedade de risco, precisa afirmar sua identidade garantista, por meio de uma política criminal orientada em direitos fundamentais, previstos na Constituição. Política criminal que não seja mera caixa de ressonância e não ceda às pressões da política eleitoreira e da paranoia pública. Discuta-se, assim, a violência. Porém, que a discussão seja feita com seriedade e razão. E se discurso deva haver, que se o faça com base científica.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;A construção da personalidade e o caráter ético das pessoas não passa pelo chicote da pena, mas sim pela educação e afeto, bem como pela oportunidade de construção de futuro digno. Os jovens do País estão enfrentando a desgraça de ver sonhos desmoronarem, um a um, na medida em que vão ficando mais velhos. Estigmatizar um adolescente envolvido em atos infracionais, criminalizando-o mais do que já foi como supostamente quer o deputado, é atestar a ineficiência do Estado e a iniquidade do sistema. É ignorar a história. Nosso legislador, em sua missão constitucional, tem o dever de saber disso.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;*Juiz de direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Joinville/SC, membro do Conselho de Administração da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jornal A Notícia de 29/11/2011 (http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3544202.xml&amp;amp;template=4187.dwt&amp;amp;edition=18255&amp;amp;section=892)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-4475135923121837805?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4475135923121837805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4475135923121837805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/11/para-uma-discussao-seria-por-joao.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-3669199980828743460</id><published>2011-10-14T14:57:00.000-03:00</published><updated>2011-10-14T14:57:05.522-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center" class="FormaLivreA" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA/AJD&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="FormaLivreA" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="FormaLivreA" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;NOTA PÚBLICA SOBRE O PROJETO DE LEI DO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="FormaLivreA" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;NOVO CÓDIGO FLORESTAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA - AJD&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;,entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem porfinalidade trabalhar pelo império dos valores próprios do EstadoDemocrático de Direito e pela promoção e a defesa dos princípios dademocracia pluralista, a propósito do PLC 30/2011, em trâmite no SenadoFederal (PL 1876/99, aprovado na Câmara), vem a público manifestar oseguinte:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Atutela (“PRESERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO”) do meio ambiente e dos “processosecológicos essenciais” e a provisão de manejos ecologicamentesustentáveis são deveres incondicionais do Poder Público pordeterminação expressa da Constituição Federal, a teor do disposto emseu artigo 225. E um meio ambiente ecologicamente equilibrado é, pordisposição constitucional, essencial à sadia qualidade de vida daspresentes e futuras gerações, motivo pelo qual induvidosa a condição deDIREITO FUNDAMENTAL da tutela socioambiental, instrumento que é deefetividade da DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, sendo essa, por sua vez,fundamento da República Federativa do Brasil (art. 1, III da CF/88).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Épor isso que Constituição brasileira exige estudos prévios de impactoambiental para qualquer obra ou atividade potencialmente causadora designificativa degradação ambiental, o que implica, inexoravelmente, amesma exigência quando se trata da alteração de toda uma legislaçãoprotecionista das florestas brasileiras. Contudo, esse estudo,oficialmente, não existe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Oque existe é a tentativa desesperada da comunidade científica em serouvida para tentar impedir a aprovação do PLC 30/2011, que acarretará(a) riscos à própria continuidade da Floresta Amazônica, que teminfluência na regulação do clima e na preservação dos recursos hídricosde todo o país,&amp;nbsp; (b) a extinção de mais de 100 mil espécies em risco deextinção e de biomas inteiros, (c) a escassez dos recursos hídricos,(d) a desertificação, (e) a potencialização das enchentes e (f)desmoronamentos em áreas urbanas. Além disso, a aprovação desse projetoimplicará a&amp;nbsp; impossibilidade do cumprimento da obrigação internacionalque o Brasil JÁ ASSUMIU, na COP15 de Copenhagen, de redução de emissãode CO2 na atmosfera.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Essas conclusões vêm dos estudos do grupo de trabalho formado pela &lt;b&gt;SBPC &lt;/b&gt;- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e &lt;b&gt;ABC &lt;/b&gt;- Academia Brasileira de Ciência&lt;a href="imap://3111@qmail.trt12.gov.br:143/fetch%3EUID%3E.INBOX%3E17162#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,das cartas publicadas por cientistas, em julho e setembro de 2010, naRevista Science (“Legislação brasileira: retrocesso em velocidademáxima?” e “Perda de Biodiversidade sem volta”), e, ainda, doComunicado n. 96 do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada daSecretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Federal &lt;a href="imap://3111@qmail.trt12.gov.br:143/fetch%3EUID%3E.INBOX%3E17162#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Eos cientistas também garantem que, paralelamente aos impactos&amp;nbsp; insanosdo PLC 30/2011, os recursos naturais de que (ainda) dispomos têm grandevalor econômico, havendo inúmeras alternativas sustentáveis - e aindamais rentáveis - à sua exploração, bastando, para isso, a implementaçãode políticas públicas de manejo sustentável, notadamente junto àagricultura familiar, tal como determina a Constituição Federal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Alémdisso, esses cientistas garantem, ainda, que a produção alimentíciabrasileira só estará, de fato, ameaçada, se os recursos a elaimprescindíveis (solo, água, clima, biodiversidade) não forempreservados. Ou alguém duvida de que sem água e solos férteis faltaráalimentos ao ser humano?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Nãohá tempo para prosseguir com esse sistema de produção agropecuária quese desenvolve às custas das máquinas, dos venenos e, notadamente, dadegradação ambiental.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A hora de refletirmos é agora!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A hora de ouvirmos as advertências alarmantes da ciência é agora!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A &lt;b&gt;AJD&lt;/b&gt; diz &lt;b&gt;NÃO&lt;/b&gt;ao PLC 30/2011, por sua patente inconstitucionalidade material, à luzdos dados científicos desvelados, e protesta por sua rejeição, ou, porora, ao menos, que o Senado Federal conceda à ciência o prazosolicitado (mínimo de dois anos) para elaboração aprofundada de estudostécnicos de impactos ambientais, que sirvam de subsídios técnicos epúblicos às alterações legislativas pretendidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="FormaLivreA" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 8pt;"&gt;&lt;a href="http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/arquivo_294.pdf"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: windowtext;"&gt;http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/arquivo_294.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: windowtext; font-size: 8pt;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: windowtext; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 8pt;"&gt;&amp;nbsp; http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=8810&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-3669199980828743460?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3669199980828743460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3669199980828743460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/10/associacao-juizes-para-democraciaajd.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-2968437342651507688</id><published>2011-09-28T12:29:00.000-03:00</published><updated>2011-09-28T12:29:06.123-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;NOTA PÚBLICA DA ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA/AJD&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;SOBRE A COMPETÊNCIA DISCIPLINAR DO CNJ&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;A &lt;b&gt;ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA - AJD&lt;/b&gt;, entidade não governamental e sem fins corporativos, que &lt;span&gt;tem por finalidade trabalhar pelo império dos valores próprios do Estado Democrático de Direito e pela promoção e a defesa dos princípios da democracia pluralista, &lt;/span&gt;a propósito da tramitação da ADIN n.º 4.638 perante o Supremo Tribunal Federal (STF), que discute a Resolução n.º 135 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), vem a público manifestar o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;A competência disciplinar do CNJ, relativamente aos membros do Poder Judiciário, está prevista no art. 103-B, § 4.º, incisos III e V da Constituição Federal, e constitui uma salutar conquista da sociedade civil para efetivar o Princípio Republicano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Os mecanismos de controle da moralidade administrativa e da exação funcional dos magistrados em geral garantem legitimidade social ao Poder Judiciário e a independência judicial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Na cultura política brasileira há longa e nefasta tradição de impunidade dos agentes políticos do estado, dentre os quais estão metidos a rol os membros do Poder Judiciário, notadamente os desembargadores dos tribunais estaduais e federais, e ministros dos superiores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Reações coorporativas, animadas por interesses particulares, e manifestações das cúpulas dos tribunais, que a pretexto da preservação de suas atribuições, objetivam garantir seus poderes arbitrários, não podem prevalecer sobre o relevante papel desempenhado pelo CNJ na apuração de desvios de conduta funcional e responsabilização dos magistrados faltosos com seus deveres de probidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Toda e qualquer alegação de falta de lei para dispor sobre matéria disciplinar deve ser encarada sob a ótica da omissão do próprio STF em encaminhar ao Congresso Nacional o projeto do Estatuto da Magistratura, providência atrasada, injustificadamente, por mais de vinte e dois anos, e que obriga a sociedade a conviver com uma lei de regência do Poder Judiciário promulgada pela ditadura militar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Por tais razões, a AJD espera que o STF pondere sobre os interesses em questão e coloque-se à altura dos desafios que a realidade lhe impõe e das expectativas sociais em torno de tão relevante tema, valendo-se da oportunidade para romper com posições conservadoras e anacrônicas em relação à estrutura e funcionamento do Poder Judiciário, que tanto tem concorrido para o mau funcionamento e descrédito do serviço público judicial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Mais informações: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;José Henrique Rodrigues Torres, juiz de direito em Campinas/SP, presidente do Conselho Executivo da Associação Juízes para Democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;(fones: 19-9174.7568 e 19-236.8222) &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-2968437342651507688?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2968437342651507688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2968437342651507688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/09/nota-publica-da-associacao-juizes-para.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-3802006720401651994</id><published>2011-09-19T14:13:00.001-03:00</published><updated>2011-09-19T14:14:30.862-03:00</updated><title type='text'>Campo de concentração de Sachsenhausen, por João Marcos Buch*</title><content type='html'>Caminhar por onde já foi um campo de concentração cala a alma. No caso, a  caminhada foi no campo de concentração de Sachsenhausen, nos arredores  da pulsante, histórica, moderna, cultural e apaixonante Berlim.  Inicialmente usado para presos políticos e depois como campo de  concentração nazista, conhecê-lo faz um curioso sentimento de solidão  invadir o corpo, numa onda incontrolável, seguida de raios lancinantes  de pensamentos. Por quê? É a pergunta que se refaz a cada passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada por trem na aprazível cidadela de Oraniemburg, onde o campo  fica, é recheada de ansiedade. Desce-se do trem e percorrem-se os dois  quilômetros que levam por vielas até o campo. Transpassam-se os portões  com a famosa frase “Arbeit Macht Frei”(o trabalho liberta) e então  tem-se uma pequena ideia do que o nazismo significou. Uma leve ideia,  porque o choque quem sente realmente é o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa vibração inexplicável, o corpo escuta a linguagem dos milhares de  vítimas, presos judeus, presos ciganos, presos por crime de  comportamento antissocial – sabe-se lá o que seja isto –, presos em  razão da homossexualidade, presos por alguma doença ou deficiência, tudo  que Hitler e o nazismo resolveram categorizar numa lógica falsa e  monstruosa como sub-raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, sente-se o grito sufocado de desespero diante da  injustiça, diante das insanas experiências eugênicas, da morte, do  genocídio. Daí o sentimento de solidão. É feroz a percepção da crueldade  que o homem e um Estado podem cometer. Feroz também o desespero de nada  poder fazer, paralisado que se fica diante do tempo. Não há mais como  agir. O tempo avançou, chegou até hoje, até agora, impedindo que se  volte àquele momento da história, não como um herói – heróis foram as  vítimas e quem lutou para salvá-las – mas como simples indivíduo que  pudesse encontrar cada um e olhar junto a face do terror. Gritar que ali  também estava, junto chorar, junto sentir o medo. Dar um abraço de vida  e junto seguir, para todo o sempre, ainda que para enfrentar a  injustiça da morte. Mas o tempo não permitiu, cheguei tarde, cheguei  fraco, humilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem não é o lobo do homem, recuso-me a acreditar. No campo, entre os  visitantes havia muitos, muitos jovens, alemães, ingleses, espanhóis,  de todo o mundo. Por certo, eles também viram que o homem pode ser o  lobo do homem. Mas espero que esses lindos jovens tenham sentido como eu  a solidão na alma diante do horror e da dor que foi tudo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero mais: que acima de tudo aprendam que outro caminho é possível,  que o homem pode ser, isto sim, a paz do homem, a felicidade do homem, a  humanidade do homem. E que perdoem, que nos perdoem, que se perdoem.  Mas não esqueçam, jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Juiz de direito, membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: A Notícia - 13 de setembro de 2011. | N° 1250&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-3802006720401651994?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3802006720401651994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3802006720401651994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/09/campo-de-concentracao-de-sachsenhausen.html' title='Campo de concentração de Sachsenhausen, por João Marcos Buch*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-3434276884030664769</id><published>2011-09-02T12:49:00.002-03:00</published><updated>2011-09-02T12:51:40.203-03:00</updated><title type='text'>Licitações sustentáveis, por Iolmar A. Baltazar *</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Há muito, cientistas vêm alertando para uma crise ambiental, ao ponto de  Eugene Odum comparar o homem a um parasita, com pouca atenção pela  saúde de seu hospedeiro, isto é, o sistema de sustentação da sua vida.  Somente a sustentabilidade poderá minimizar o processo de degradação.  Disso resulta a importância das recentes disposições legais sobre  licitações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; A administração pública consome parcela considerável do Produto Interno  Bruto (PIB) anual em produtos e serviços, razão por que deve exercer de  forma responsável o seu poder de compra, mediante a inserção de aspectos  socioambientais em editais de licitações, convites e critérios de  julgamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; A seleção da proposta mais vantajosa e a concorrência dos interessados  em igualdade de condições não bastam mais para que sejam atendidos os  objetivos das licitações. A legislação passou a prever a promoção do  desenvolvimento sustentável (artigo 3º da Lei 8.666/93) e, a partir de  janeiro de 2012, exigirá a regularidade das relações trabalhistas como  requisito de habilitação, a ser atestada por meio de certidão negativa  (Lei 12.440/11).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; O inciso XII do artigo 6º da Lei 12.187/09 (Política Nacional sobre  Mudança do Clima) prevê o estabelecimento de critérios de preferência  nas licitações para as propostas que proporcionem maior economia de  recursos naturais, redução da emissão de gases de efeito estufa e de  resíduos. Em Santa Catarina, a Política Estadual sobre Mudanças  Climáticas e Desenvolvimento Sustentável (Lei 14.829/09) estabelece que  as licitações devem incluir critérios ambientais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; Se a sustentabilidade, nas suas dimensões ambiental, social e econômica,  já deve ser considerada nas fases interna e externa das licitações de  órgãos e entidades da administração pública direta e indireta, é chegado  o momento de os tribunais de Contas passarem a observar as licitações  sustentáveis sob a perspectiva do controle externo do gestor público.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; * Juiz de Direito e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Fonte: Diário Catarinense de 01/09/2011&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-3434276884030664769?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3434276884030664769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3434276884030664769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/09/licitacoes-sustentaveis-por-iolmar.html' title='Licitações sustentáveis, por Iolmar A. Baltazar *'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-3261817913207726775</id><published>2011-09-02T12:42:00.000-03:00</published><updated>2011-09-02T12:43:32.144-03:00</updated><title type='text'>NOTA PÚBLICA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;As entidades  abaixo nomeadas, comprometidas com a consolidação do Estado Democrático de  Direito e com a defesa dos Direitos Humanos, vêm a público repudiar a afirmação  do Comandante da PM de Balneário Camboriú, Tenente Coronel Renato José Thiesen,  veiculada em 27 de agosto de 2011 no jornal DIARINHO, no sentido de que  "marginal bom é marginal morto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A infeliz manifestação, sem embargo da  liberdade de pensamento, torna-se ainda mais grave em se considerando a posição  de comando de seu autor, já que pode ser interpretada como uma autorização ou  incitação à violência por parte de seus comandados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Estado  Democrático de Direito, quem vive como "marginal", à margem, está a merecer  inclusão social e ressocialização, e não execução sumária. O devido processo  legal não contempla o extermínio como tática de imposição do medo e controle do  grupo social excluído, sob pena de genocídio. A atuação policialesca e  militarizada somente serve a regimes totalitários, diferentemente de uma ordem  democrática fundada na prevenção, na polícia ostensiva, não letal e  pacificadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem deve zelar pela Segurança Pública não pode fomentar  violência. Contenção não significa arbitrariedade e muito menos abuso de poder.  Reprimir é conter e não violentar. Fora da lei, todos são  criminosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cidadão ou Comandante da PM, espera-se o mínimo de  respeito à Constituição da República Federativa do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associação  Juízes para a Democracia - Núcleo Catarinense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão de Direitos  Humanos da OAB/SC - Balneário Camboriú&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-3261817913207726775?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3261817913207726775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3261817913207726775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/09/nota-publica.html' title='NOTA PÚBLICA'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-7392175195692068527</id><published>2011-08-23T11:10:00.000-03:00</published><updated>2011-08-23T11:12:13.054-03:00</updated><title type='text'>Defensoria Pública em Santa Catarina: o desafio da consolidação do Estado Democrático de Direito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Alessandro da Silva*&lt;/div&gt;&lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;A Constituição Federal de 1988 refundou o Estado Brasileiro a partir de bases democráticas. A função jurisdicional foi uma das que mais recebeu atenção, com significativas modificações, o que revelou a intenção do constituinte de fortalecer o Estado Democrático de Direito.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; O Poder Judiciário foi transformado com ampliação de sua estrutura material e de pessoal, modificação da organização institucional e criação de mecanismos e instrumentos que visaram ampliar o acesso à Justiça e permitir a solução justa das lides, em prazo razoável.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; O Ministério Público também foi objeto de completa remodelação, pois deixou de ser arrolado como órgão do Poder Executivo, para figurar em um capítulo à parte daqueles destinados aos demais Poderes, como função essencial à justiça.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Segundo Sepúlveda Pertence&lt;sup&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;&lt;a name="131de0c9bcda83ca_sdfootnote1anc" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=ohhl4rw8mbn4#131de0c9bcda83ca_sdfootnote1sym"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;, o Ministério Público foi:&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;desvinculado do seu compromisso original com defesa judicial do Erário e a defesa dos atos governamentais aos laços de confiança do Executivo, está agora cercado de contraforte de independência e autonomia que o credenciam ao efetivo desempenho de uma magistratura ativa de defesa impessoal da ordem jurídica democrática, dos direitos coletivos e dos direitos da cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a name="131de0c9bcda83ca_3I"&gt;&lt;/a&gt; Em explícita oposição ao período autoritário que a antecedeu, a Constituição Federal de 1988 declarou expressamente a existência de direitos sociais e individuais, como liberdade, igualdade, saúde, educação, moradia e segurança. Também estabeleceu como objetivos fundamentais da República a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, sem pobreza e livre de preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Preocupada não apenas em estabelecer uma declaração formal de direitos, a Constituição também previu uma série de medidas que buscaram dar efetividade a eles, como a ampliação do acesso à justiça.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Mas não bastava garantir o mero acesso à via judiciária, já previsto nas Constituições anteriores, a Carta Cidadã buscou estabelecer o direito de acesso a uma ordem jurídica justa, que segundo Kazuo Watanabe&lt;sup&gt;&lt;a name="131de0c9bcda83ca_sdfootnote2anc" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=ohhl4rw8mbn4#131de0c9bcda83ca_sdfootnote2sym"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; compreende:&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;1) o direito a informação e perfeito conhecimento do direito substancial e à organização de pesquisa permanente a cargo de especialistas e orientada à aferição constante da adequação entre a ordem jurídica e a realidade socioeconômica do País; 2) direito de acesso à justiça adequadamente organizada e formada por juízes inseridos na realidade social e comprometidos com o objetivo de realização da ordem jurídica justa; 3) direito a preordenação dos instrumentos processuais capazes de promover a efetiva tutela de direitos; 4) direito à remoção de todos os obstáculos que se anteponham ao acesso efetivo à Justiça com tais características.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Percebe-se que, além do acesso ao Judiciário, nesse novo modelo há destaque para a educação que visa dar conhecimento acerca dos próprios direitos e para o respeito aos direitos dos outros. Assim, o acesso à justiça pode ser encarado como o requisito fundamental - o mais básico dos direitos humanos - de um sistema jurídico moderno e igualitário que pretenda garantir e não apenas proclamar os direitos de todos&lt;sup&gt;&lt;a name="131de0c9bcda83ca_sdfootnote3anc" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=ohhl4rw8mbn4#131de0c9bcda83ca_sdfootnote3sym"&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Dessa forma, o acesso à ordem jurídica justa deve alcançar todos os cidadãos e não somente àqueles que podem pagar por orientação jurídica ou para o ajuizamento de ações, visto que cabe ao Estado prestar “assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos” (art. 5º, LXXIV, da CF).&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Para que o Estado pudesse cumprir com esse objetivo, a Constituição inovou ao criar a Defensoria Pública, “instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5º, LXXIV” (art. 134).&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Percebe-se que o modelo de assistência jurídica aos necessitados por meio da Defensoria Pública é parte de um processo de afirmação da cidadania e consolidação da democracia, estabelecido na Constituição Federal de 1988.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; A adoção desse sistema foi objeto de profunda discussão durante a constituinte, tendo em vista a existência de outros modelos, como a defensoria dativa, no qual advogados indicados pela OAB prestam assistência judiciária. Portanto, não cabe mais questionar se a opção pela Defensoria Pública foi ou não a mais adequada.  &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Como era de se esperar em um Estado Democrático de Direito, esse foi o caminho seguido pela imensa maioria dos entes federados da nossa República, com a nada honrosa exceção de Santa Catarina, único que ainda não instituiu a Defensoria Pública.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Dentre outros argumentos menos consideráveis, o principal sustenta que o sistema de defensoria dativa cumpriria de maneira mais eficaz o dever de prestar assistência jurídica aos necessitados.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; O argumento é claramente equivocado, já que a Defensoria Pública vai além da mera atuação em processo judicial e também abrange o papel preventivo, de orientação e educação. Como instituição goza de autonomia funcional e administrativa, o que lhe permite inclusive atuar em face do poder público.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Já a defensoria dativa é uma atividade pulverizada, sem uma diretriz de atuação definida, que se limita à assistência judiciária, pois os advogados somente recebem seus honorários do Estado se ajuizarem uma ação.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; De todo modo, essa discussão não tem sentido, pois se cada cidadão puder descumprir a Constituição com o singelo argumento de que tem uma solução melhor do que a por ela adotada, nosso Estado Democrático de Direito estará com os dias contados. A prevalecer a posição catarinense, logo teremos que admitir, por exemplo, que outro Estado possa extinguir o Ministério Público e transferir suas funções para os procuradores do estado.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Ora, a escolha pelo modelo de Defensoria Pública já foi feita pela Constituição e cabe aos Estados cumprir o que ela estabeleceu!&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;O fato é que &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;em nosso estado até as pedras sabem que a grande resistência, até agora bem sucedida,  à criação da Defensoria Pública, se dá pela cúpula local da OAB. A defensoria dativa é utilizada em grande medida como um meio de subsistência para advogados em início de carreira e sua manutenção serve de plataforma eleitoral nas eleições da seccional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;O sistema também abastece os cofres da entidade, que fica com dez por cento de todos os valores pagos pelo Estado &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;como honorários aos defensores dativos. São cerca de três milhões de reais anuais destinados à OAB a &lt;/span&gt;título de indenização pelas despesas com administração da defensoria dativa. Dinheiro público, cuja utilização não está sujeita a nenhum tipo de controle externo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Essa postura pequena, de um corporativismo mesquinho, contrária a explícitas manifestações de presidentes do Conselho Federal&lt;sup&gt;&lt;a name="131de0c9bcda83ca_sdfootnote4anc" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=ohhl4rw8mbn4#131de0c9bcda83ca_sdfootnote4sym"&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, mancha a atuação da seccional da OAB em Santa Catarina e é incompatível com a grandeza dos posicionamentos que, ao longo da história, essa instituição assumiu.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Essa conduta vai de encontro à postura de várias entidades com a quais a OAB, em regra, anda de braços dados na defesa das boas causas, pois a sociedade catarinense se organizou e apresentou na Assembleia Legislativa um projeto de lei de iniciativa popular, com 48 mil assinaturas, para criação da Defensoria Pública.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Além disso, tramitam no Supremo Tribunal Federal duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade que têm por objeto o sistema de defensoria dativa adotado em Santa Catarina, sendo que na de número 3892 o Procurador Geral da República apresentou parecer no qual afirma que:&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;A olhos vistos, no Estado de Santa Catarina se ignora o modelo constitucional de instituição autônoma funcional e administrativamente para a Defensoria Pública. Em suma, o Estado absolve-se, pelo sistema normativo que adota, do dever de prestar assistência jurídica aos necessitados, remetendo tal papel a organismo estranho ao corpo estatal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; A obstinação de Santa Catarina em permanecer na ilegalidade faz lembrar a conhecida anedota da &lt;span lang="pt-PT"&gt;família que foi assistir a parada militar em que o rapaz desfilava. Quando o seu regimento passava, o pai não se conteve de orgulho e exclamou: “Puxa, no meio de tanta gente, o nosso filho é o único com o passo certo!”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;Também revela o tamanho do desafio que &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;temos pela frente para criar e consolidar instituições que são essenciais à afirmação do Estado Democrático de Direito, em meio à resistência daqueles que, na expressão de Raymundo Faoro, ex-presidente do Conselho Federal da OAB, insistem em se considerar donos do poder&lt;/span&gt;&lt;sup&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;a name="131de0c9bcda83ca_sdfootnote5anc" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=ohhl4rw8mbn4#131de0c9bcda83ca_sdfootnote5sym"&gt;&lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY" lang="pt-PT"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; * Juiz do Trabalho em Santa Catarina, membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/p&gt;&lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 4cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div&gt; 	&lt;p&gt;&lt;a name="131de0c9bcda83ca_sdfootnote1sym" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=ohhl4rw8mbn4#131de0c9bcda83ca_sdfootnote1anc"&gt;1&lt;/a&gt; 	Apud MORAES, Alexandre de. &lt;i&gt;Direito constitucional. &lt;/i&gt;23. ed. 	São Paulo: Atlas, 2008. p. 602.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt; 	&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;a name="131de0c9bcda83ca_sdfootnote2sym" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=ohhl4rw8mbn4#131de0c9bcda83ca_sdfootnote2anc"&gt;2&lt;/a&gt; 	WATANABE, Kazuo. &lt;i&gt;Acesso à justiça e sociedade moderna&lt;/i&gt;. São 	Paulo: RT, 1988. p. 128.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt; 	&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;a name="131de0c9bcda83ca_sdfootnote3sym" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=ohhl4rw8mbn4#131de0c9bcda83ca_sdfootnote3anc"&gt;3&lt;/a&gt; 	CAPPELLETTI, Mauro; GARTH, Bryant. &lt;i&gt;Acesso à justiça&lt;/i&gt;. 	Tradução Ellen Gracie Northfleet. Porto Alegre: Sergio Antônio 	Fabris, 2002. p. 11-12.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt; 	&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;a name="131de0c9bcda83ca_sdfootnote4sym" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=ohhl4rw8mbn4#131de0c9bcda83ca_sdfootnote4anc"&gt;4&lt;/a&gt; 	Brasília, 17/11/2004 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados 	do Brasil, Roberto Busato, defendeu hoje (17) a concessão de maior 	autonomia à Defensoria Pública, um dos itens da Reforma do 	Judiciário previstos para serem votados logo mais pelo Senado 	Federal. “A autonomia funcional e administrativa para a defensoria 	pública é perfeitamente cabível. Mais do que cabível, é 	necessária”, afirmou Busato, certo do avanço do Senado também 	neste campo. (...) &lt;i&gt;In &lt;/i&gt;“Busato defende maior autonomia para 	Defensoria Pública”. &lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=3180" target="_blank"&gt;http://www.oab.org.br/noticia.&lt;wbr&gt;asp?id=3180&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt; 	.&lt;/p&gt; 	&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Brasília, 25/02/2007 – 	(...) Na ocasião, Brito também lembrou que é do Estado a tarefa 	de garantir o acesso à Justiça e, por meio das defensorias 	públicas, assegurar assistência aos mais necessitados. E garantiu 	que a OAB cobrará esses compromissos. &lt;i&gt;In &lt;/i&gt;“Defensores 	Públicos agradecem apoio de Cezar Britto”. 	&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=9086" target="_blank"&gt;http://www.oab.org.br/noticia.&lt;wbr&gt;asp?id=9086&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt; 	.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt; 	&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;a name="131de0c9bcda83ca_sdfootnote5sym" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;view=bsp&amp;amp;ver=ohhl4rw8mbn4#131de0c9bcda83ca_sdfootnote5anc"&gt;5&lt;/a&gt; 	Cf. FAORO, Raymundo. &lt;i&gt;Os donos do poder. &lt;/i&gt;Formação do 	patronato político brasileiro. 3. ed. Rio de Janeiro: Globo, 2001.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-7392175195692068527?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7392175195692068527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7392175195692068527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/08/defensoria-publica-em-santa-catarina-o.html' title='Defensoria Pública em Santa Catarina: o desafio da consolidação do Estado Democrático de Direito'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-2615522602408452820</id><published>2011-07-19T22:52:00.001-03:00</published><updated>2011-07-19T22:52:59.780-03:00</updated><title type='text'>Estamos sós, por Felipe Cardoso Moreira de Oliveira*</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Recentemente, os governadores de Goiás e do Paraná sancionaram leis  que criaram a Defensoria Pública. Assim, Santa Catarina assume a  posição, nada invejável, de ser o único estado da federação em que tal  instrumento de exercício da cidadania e da democracia não é oferecido à  sociedade. A Constituição Federal estabelece, no artigo 134, que a  Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do  Estado e que terá por objetivo satisfazer a garantia constitucional  estabelecida no inciso LXXIV do art. 5º, que atribui ao Estado  brasileiro a obrigação de prestar assistência jurídica gratuita aos  necessitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, em Santa Catarina, o atendimento a tal  parcela da comunidade é promovido por defensores dativos (advogados  parcamente remunerados pelo Estado, quando o são, e destituídos da  estrutura necessária para provir os carentes da melhor defesa possível  de seus direitos) e pelos escritórios modelos das faculdades de Direito,  onde estudantes prestam o atendimento sob a orientação de professores. A  defesa de direitos dos cidadãos não pode ser por regra um ato de  caridade. O serviço gratuito, por advogado ou por escritórios modelos,  pode existir; porém, de forma suplementar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da população  carcerária, 95% são pobres e, em parcela significativa dos casos, a  garantia constitucional de uma defesa ampla e efetiva não foi  concretizada. Grande parte destes, certamente, teria a melhor proteção  de seus direitos no seio da Defensoria Pública. Assim, cumpre ao Estado  de Santa Catarina a criação e o aparelhamento imediato de uma Defensoria  Pública capaz de suprir os anseios da população carente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há justiça sem democracia, não há democracia sem defensoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;small style="font-family: georgia;" class="tipo-a"&gt;*Advogado e professor universitário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Diário Catarinense de 13/07/2011 (http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3386650.xml&amp;amp;template=3898.dwt&amp;amp;edition=17519&amp;amp;section=131)&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-2615522602408452820?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2615522602408452820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2615522602408452820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/07/estamos-sos-por-felipe-cardoso-moreira.html' title='Estamos sós, por Felipe Cardoso Moreira de Oliveira*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-185492616307103185</id><published>2011-07-01T20:33:00.002-03:00</published><updated>2011-07-01T20:36:00.414-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=9c39d67a34&amp;amp;view=att&amp;amp;th=130e60ab5a74a61a&amp;amp;attid=0.2&amp;amp;disp=inline&amp;amp;realattid=52a6eccc6122dba2_0.6&amp;amp;zw"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 445px; height: 315px;" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=9c39d67a34&amp;amp;view=att&amp;amp;th=130e60ab5a74a61a&amp;amp;attid=0.2&amp;amp;disp=inline&amp;amp;realattid=52a6eccc6122dba2_0.6&amp;amp;zw" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-185492616307103185?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/185492616307103185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/185492616307103185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/07/blog-post.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-688502813330397276</id><published>2011-06-28T10:43:00.000-03:00</published><updated>2011-06-28T10:44:22.052-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="margin-right: -0.2cm; margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-right: -0.2cm; margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-right: -0.2cm; margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;COMISSÃO DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS DE AMPARO À FAMÍLIA E À MULHER&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;O Presidente da assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;&lt;b&gt;Deputado Gelson Merísio , &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;o Presidente da Comissão de Constituição e Justiça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;&lt;b&gt;Deputado Romildo Titon, &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;e a Presidenta da Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais, de Amparo à Família e à Mulher&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;&lt;b&gt;Deputada Luciane Carminatti&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;convidam para a audiência pública &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt;  “&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;&lt;b&gt;A Defensoria Pública em Santa Catarina” &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;font-size:100%;" &gt;a realizar-se no dia doze de julho de dois mil e onze, às nove horas, no     Plenário Osni Régis, na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-688502813330397276?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/688502813330397276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/688502813330397276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/06/assembleia-legislativa-do-estado-de.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-620555767191778232</id><published>2011-06-22T12:26:00.001-03:00</published><updated>2011-06-22T12:28:10.306-03:00</updated><title type='text'>Drogas: a liberdade da discussão, por João Marcos Buch*</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;O speak corner do Hyde Park em Londres continua a pleno vapor e os movimentos nos países árabes estão conseguindo derrubar regimes absolutistas na praça. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal, em 15/6/2011 reafirmou a garantia de liberdade de expressão, tendo como objeto de discussão a realização da “marcha da maconha”. Bom que assim foi. No julgamento, o ministro Celso de Mello observou que a “marcha é um movimento social espontâneo que reivindica, por meio da livre manifestação do pensamento, a possibilidade da discussão democrática do modelo proibicionista (do consumo de drogas) e dos efeitos que (esse modelo) produziu em termos de incremento da violência.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Pois bem, que sirva a lição ao debate, sem tabus. O flagelo das drogas é caso de saúde pública, com consequências na violência urbana. De maneira alguma seu uso pode ser incentivado ou seu combate, relegado. Porém, é preciso pensar mais. A proibição do uso de drogas tem origem moral, com a qual se aceitaram drogas como álcool e cigarro e se rejeitaram outras como a maconha. E se escolheu combater as drogas pela política de segurança pública. O usuário continua sendo tratado como criminoso e a repressão ao traficante aumentou, levando ao cárcere milhares de pessoas. Porém, os grandes traficantes não são presos e tampouco descapitalizados, porque possuem poder e estrutura que os deixam fora do alcance das investigações. Por outro lado, nos Estados Unidos, um dos países mais implacáveis na lei penal contra as drogas, o paradoxo é que lá está a população que mais a consome no planeta. O tráfico de drogas movimenta cerca de 500 bilhões de dólares ao ano. Sustenta ele a indústria do armamento, justificando bilionários investimentos. Provoca ele a nefasta corrupção e, finalmente, gera mais violência. Portanto, o modelo adotado é contraditório, sem lógica, sequer econômica. O investimento no combate só está fazendo fomentar o tráfico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Cabe, assim, discutir a descriminalização do uso de droga, num diálogo franco e aberto. Será que a descriminalização pulverizaria a distribuição e retiraria o poder do traficante e o seu capital de mando e corrupção? Será que a própria indústria armamentista não se tornaria obsoleta no ocidente? Será que a violência não reduziria? Será que a política de combate às drogas ajustar-se-ia mais na saúde pública e na educação do que no chicote da pena? E uma política global de redução de danos? Enfim, é preciso ensinar nossos jovens que a droga não é caminho para a felicidade. Que cresçam sabendo que o prazer do indivíduo está nele mesmo, na arte, no esporte, no amor. Não será pelas duras penas que aprenderão, absolutamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;*Juiz de direito e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jornal A Notícia de 21/06/2011 (http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3358900.xml&amp;amp;template=4187.dwt&amp;amp;edition=17368&amp;amp;section=892)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-620555767191778232?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/620555767191778232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/620555767191778232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/06/drogas-liberdade-da-discussao-por-joao.html' title='Drogas: a liberdade da discussão, por João Marcos Buch*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-1836346040904968722</id><published>2011-06-06T10:47:00.001-03:00</published><updated>2011-06-08T20:04:30.782-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-PRPz6ovdfmo/Tezapoel1AI/AAAAAAAAAGg/2X7i94OpCJs/s1600/news_01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 340px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-PRPz6ovdfmo/Tezapoel1AI/AAAAAAAAAGg/2X7i94OpCJs/s400/news_01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615103244199384066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-O76DA8LYov4/TezapebrlHI/AAAAAAAAAGY/GmDZHJIyYDQ/s1600/news_02.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 215px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-O76DA8LYov4/TezapebrlHI/AAAAAAAAAGY/GmDZHJIyYDQ/s400/news_02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615103241502823538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-1836346040904968722?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1836346040904968722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1836346040904968722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/06/blog-post.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-PRPz6ovdfmo/Tezapoel1AI/AAAAAAAAAGg/2X7i94OpCJs/s72-c/news_01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-6909859062749512444</id><published>2011-06-01T13:09:00.002-03:00</published><updated>2011-06-01T13:16:08.863-03:00</updated><title type='text'>SC: juíza nega pedido de deputado e autoriza Marcha da Maconha</title><content type='html'>&lt;div class="page fontsize p1 printing"&gt; 								&lt;dl class="author"&gt;&lt;dt&gt; Fabrício Escandiuzzi&lt;/dt&gt;&lt;dt&gt;Direto de Florianópolis &lt;/dt&gt;&lt;/dl&gt; 							&lt;/div&gt;  							&lt;div class="page fontsize p1 printing" id="SearchKey_Text1"&gt; 								 &lt;p&gt;A Justiça de Santa Catarina negou nesta quinta-feira o pedido do  deputado estadual Ismael do Santos (DEM) para proibir a realização da  Marcha da Maconha, marcada para o próximo sábado em Florianópolis. Ele  havia entrado com uma medida cautelar para tentar suspender o evento.  Para o político, os participantes estariam "cometendo um crime" ao  supostamente fazerem apologia ao uso da maconha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Coordenador da comissão parlamentar de combate às drogas da  Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Santos é um crítico contumaz  da marcha. "Em Santa Catarina, os organizadores pretendem trazer  consumidores e simpatizantes das drogas de diversas cidades,  disseminando a ideologia pro consumo de entorpecentes pelo interior do  Estado", afirmou o deputado, criticando o local escolhido pelo  movimento: a avenida Beira-Mar Norte. "O espaço é frequentado por  dezenas de crianças que não podem ficar expostas ao consumo e à apologia  dessa droga com efeitos comprovadamente nefastos à saúde e à  sociedade".&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em decisão divulgada hoje, a juíza Maria Paula Kern negou a liminar e  autorizou a realização da Marcha da Maconha. O texto "Repressão à  Marcha da Maconha é nostalgia da ditadura", publicado pelo jurista  Marcelo Semer na quarta-feira, no &lt;b&gt;Terra Magazine&lt;/b&gt;, foi usado pela  magistrada catarinense para justificar a decisão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em sua sentença, a magistrada transcreveu o material para afirmar que  a questão da descriminalização do uso da planta vem sendo motivo de  debates em vários países: "As redes sociais aproximam as pessoas de tal  forma que não estão mais sendo necessárias lideranças para convocar ou  promover manifestações, suprindo, para o bem ou para o mal, uma enorme  crise do sistema representativo, que atinge governos e oposições", cita a  sentença. "Dá para pensar na nostalgia dos anos de chumbo? Não há  espaço nesse admirável mundo novo para uma democracia que interdite o  debate, um Estado que decida apenas ouvindo suas elites, uma política  que sirva para o enriquecimento de seus burocratas, e juízes que se  estabelecem como censores".&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao final da transcrição do material, Maria Paula Kern negou o pedido  feito pelo deputado para tentar proibir a marcha. "Desnecessárias outras  considerações. Não há possibilidade de suprimento das falhas apontadas e  o feito está, de qualquer forma, fadado à extinção, por impossibilidade  jurídica do pedido", concluiu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Além da marcha, os organizadores do movimento promovem na sexta-feira  o Seminário da Maconha, nas dependências da Universidade Federal de  Santa Catarina (UFSC).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A polêmica das proibições das edições da Marcha da Maconha ganhou  força após o evento terminar em confusão em São Paulo, no último sábado.  Um dia antes da data marcada para a marcha, a Justiça havia proibido  sua realização, mas os manifestantes se reuniram no vão livre do Museu  de Arte de São Paulo (Masp) para um ato pela liberdade de expressão.  Quando o grupo saiu pela avenida Paulista, a polícia interveio com  bombas de efeito moral e balas de borracha. Seis pessoas foram detidas e  depois liberadas. Uma sindicância foi aberta para apurar se houve abuso  por parte da Polícia Militar.&lt;/p&gt;Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5152081-EI8139,00-SC+juiza+nega+pedido+de+deputado+e+autoriza+Marcha+da+Maconha.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Abaixo a íntegra da decisão:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.0  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;b&gt;Autos n° 023.11.026976-7 &lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;b&gt;Ação: Cautelar Inominada/atípica/Cautelar &lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;b&gt;Requerente:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Ismael dos Santos e outros  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;b&gt;Requerido:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Marcha da Maconha Brasil  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;p class="western" align="LEFT"&gt;&lt;i&gt;"Eu não espero pelo 										dia em que todos os homens concordem&lt;br /&gt;Apenas sei de 										diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final 										&lt;br /&gt;Alguma coisa está fora da ordem&lt;br /&gt;Fora da nova ordem 										mundial"&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"&gt;&lt;i&gt;(Caetano Veloso)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;Vistos, etc...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ismael dos Santos, Centro Terapêutico Vida - CTV, e JC â€“ Associação Brasileira de Combate às Drogas, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;qualificado à fl. 02, ajuizaram, por meio de procurador, a presente ação que denominam de "Medida Cautelar Inominada" em face de Marcha da Maconha Brasil, também qualificada. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pretendem a concessão de liminar para a suspensão de evento nesta Capital, determinando-se medidas para a não realização da denominada "Marcha da Maconha", nesta cidade, sob pena de crime de desobediência. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não indicam ação principal e pedem a citação genérica e editalícia dos responsáveis pelo sítio da rede mundial de computadores denominado &lt;a href="http://www.marchadamaconha.org/" target="_blank"&gt;www.marchadamaconha.org&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É o relatório.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Decido:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Impõe-se o indeferimento da inicial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dentre os defeitos que a contaminam, já de início urge lembrar que para se estar em juízo é necessário ter existência jurídica, o que não ocorre em relação à denominada ré. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É cediço, outrossim, que não há lugar no ordenamento jurídico pátrio para cautelares satisfativas. Característica intrínseca ao processo cautelar é a sua instrumentalidade (acessoriedade). Isto é, trata-se de um mecanismo processual que visa resguardar o resultado útil de futura ação de conhecimento ou de execução. É o instrumento de outro instrumento. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No caso dos autos, verifico o nítido caráter satisfativo da pretensão, que consiste pura e simplesmente que seja obstado o evento atacado. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vale anotar, também, que os autores partem da premissa de que na aventada marcha ocorrerá ilícito penal, e fere a razoabilidade admitir como cabível o manejo de ação cautelar cível para obstar a prática de um crime que, em tese, se imagina possa acontecer. Ora, a prática de crime deve ser obstada e punida na esfera penal, ofendendo ao bom senso que, usando o mesmo raciocínio da inicial se admita uma cautelar cível, por exemplo, para proibir furtos em uma determinada região. Os argumentos a esse título trazidos à fl. 08 se sustentam em conjecturas do que poderia acontecer, e não justificam pedido que, no estado atual dos fatos, nada mais faz do que tentar obstar manifestação de um grupo indeterminado de pessoas. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vale, por fim, trazer a sensata argumentação do magistrado paulista Marcelo S&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;emer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;: &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;"Será que podemos dizer que defender a legalização da maconha seja mesmo uma apologia ao uso das drogas?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Se a manifestação fosse de gestantes pela não criminalização do aborto, diríamos que se se tratava de uma apologia à interrupção da gravidez?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;A democracia é construída por contrastes. É natural divergir e faz parte das regras respeitar o pluralismo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Pode ser pluralismo defender algo que hoje é ilícito? &lt;/em&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Pois é o que os ruralistas fizeram ao pleitear mudanças no Código Florestal. Com a significativa diferença de que com a revisão do Código, busca-se expressamente a anistia para todos aqueles que já cometeram os atos ilícitos de desmatamento.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;O debate quanto à descriminalização dos entorpecentes, aliás, está em pauta no mundo inteiro. Por que estaria proibido por aqui?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;A democracia fica menor cada vez que uma manifestação é reprimida a bala. &lt;/em&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Nesses momentos, é impossível não se lembrar dos anos de ditadura e as tantas passeatas que foram interrompidas na base do cassetete.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;De lá para cá, todavia, uma nova Constituição foi escrita e nos acostumamos a chamá-la de cidadã, justamente por assegurar o direito à reunião, à livre manifestação sem necessidade de autorização e à liberdade de expressão sem censura prévia.(...)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;A nostalgia da repressão chega, curiosamente, em um momento de despertar da cidadania, em sua acepção mais legítima.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Estamos no limiar da construção de uma nova política, ainda que não saibamos exatamente qual será ela. &lt;/em&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;As redes sociais aproximam as pessoas de tal forma, que não estão mais sendo necessárias lideranças para convocar ou promover manifestações, suprindo, para o bem ou para o mal, uma enorme crise do sistema representativo, que atinge governos e oposições. &lt;/em&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Os exemplos da Praça Tahir, e de vários outros pontos pelos quais sopraram os ventos da primavera árabe, mostraram a velocidade da disseminação nas redes sociais, e sua enorme influência na capacidade de mobilização. O Egito derrubou um ditador de décadas, sem um único líder governando as massas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Até São Paulo provou um pouco dessa nova espontaneidade, com o churrasco da 'gente diferenciada'. Marcado por um convite no Facebook, agregou em cascata centenas de pessoas indignadas com o preconceito como motor de recusa a uma estação de Metrô.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Desde o dia 15 de maio, mais de uma centena de praças espanholas estão repletas de jovens, de desempregados e de aposentados, clamando por uma democracia real, que não os exclua das riquezas do país e não os marginalize nas decisões. &lt;/em&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Reuniram-se sem líderes e sem partidos e passaram a cobrar perspectivas que a Espanha vem lhes negando: "Se não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir", dizem em um de seus mais repetidos slogans.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Dá pra pensar na nostalgia dos anos de chumbo?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Não há espaço nesse admirável mundo novo para uma democracia que interdite o debate, um Estado que decida apenas ouvindo suas elites, uma política que sirva para o enriquecimento de seus burocratas, e juízes que se estabelecem como censores.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;Alguma coisa está fora da ordem e isso não é necessariamente ruim." (fonte: Terra Magazine)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Desnecessárias outras considerações. Não há possibilidade de suprimento das falhas apontadas e o feito está, de qualquer forma, fadado à extinção, por impossibilidade jurídica do pedido. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Isso posto, indefiro a petição inicial e julgo extinto o presente processo, com fulcro no art. 267, IV e VI, Â§ 3o, do CPC c/c art.295, II do mesmo estatuto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Custas pelos autores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;P. R. I.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;Florianópolis (SC), 25 de maio de 2011.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER"&gt;&lt;b&gt;Maria Paula Kern &lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="CENTER"&gt;&lt;b&gt;Juiza de Direito&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-6909859062749512444?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6909859062749512444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6909859062749512444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/06/sc-juiza-nega-pedido-de-deputado-e.html' title='SC: juíza nega pedido de deputado e autoriza Marcha da Maconha'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-7375201408092862861</id><published>2011-05-18T18:53:00.005-03:00</published><updated>2011-05-18T18:58:06.009-03:00</updated><title type='text'>Nota acerca da crise no sistema penitenciário de Santa Catarina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:130%;" &gt;&lt;p align="justify"&gt;A ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES PARA DEMOCRACIA, NÚCLEO DE SANTA  CATARINA, tem acompanhado o agravamento da crise no sistema penitenciário do  Estado. De um lado as autoridades a pregar a existência de facção criminosa e de  outro detentos denunciando tortura e abusos. Em razão disso a AJD-SC, em  respeito absoluto e incondicional aos valores jurídicos próprios do Estado  Democrático de Direito, vem por meio deste manifestar profunda preocupação sobre  a direção tomada pelos setores de segurança pública.&lt;/p&gt;&lt;div&gt; &lt;p align="justify"&gt;É importante que dentro da legalidade as autoridades sejam  informadas para poder agir da melhor forma e combater a inversão da ordem legal.  Tão importante porém é buscar através dos setores especializados do governo e da  sociedade civil as reais causas de surgimento de comandos criminosos. O crime  organizado dentro do sistema penitenciário alimenta-se das ações repressivas e  desproporcionais do Estado, ficando mais forte na medida em que este se ausenta  de seus deveres e se apresenta apenas para enrijecer a disciplina e punir  generalizadamente e com desproporção. &lt;u&gt;Comandos paralegais surgem na falta dos  legais&lt;/u&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É preciso que os órgãos da segurança pública e seus  integrantes recebam investimentos de capacitação e valorização. É preciso que o  sistema penitenciário respeite os valores humanos, combatendo de forma eficaz e  exemplar qualquer violação ou abuso por parte de seus agentes. É preciso que o  Estado ocupe seu espaço, como estabelece a Constituição da República, e assuma a  responsabilidade pela pacificação social e pelos indivíduos presos,  fornecendo-lhes o mínimo existencial e propiciando seu retorno à sociedade, de  forma íntegra e reconhecida. O Estado Democrático de Direito assim exige e a  AJD-SC assim defende. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-7375201408092862861?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7375201408092862861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7375201408092862861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/05/nota-acerca-da-crise-no-sistema.html' title='Nota acerca da crise no sistema penitenciário de Santa Catarina'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-3861439823781326841</id><published>2011-05-11T10:26:00.000-03:00</published><updated>2011-05-11T10:28:57.091-03:00</updated><title type='text'>Pensar é preciso, por João Marcos Buch*</title><content type='html'>&lt;p&gt;Nenhum ato terrorista pode ser tolerado. Há que se lutar com todas as  forças para que atentados sejam riscados da história. Pronto, deixando  isto bem claro, creio que podemos adentrar no movediço terreno das  dúvidas e questões surgidas a partir da morte de Bin Laden. Afinal, como  há tempos alertou a filósofa alemã Hannah Arendt, na obra “Eichmann em  Jerusalém”, um relato sobre a banalidade do mal, pensar é preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já  na época dos ataques de 11 de Setembro, o mundo que, no início se  solidarizava com as vítimas americanas, mudou de rumo. A partir da fúria  da intitulada guerra contra o terror, onde mais vítimas inocentes foram  mortas no Afeganistão e Iraque e com a qual se acentuou o preconceito  ocidental para com as milenares culturas do oriente, muitas pessoas  passaram a olhar com indignação para os EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recusando-se a  ratificar o Estatuto de Roma, posto que não queriam se ver acusados de  crimes de guerra, os EUA, com sua força econômica e militar, mais uma  vez demonstravam o desrespeito para com os direitos humanos, inclusive  buscando suspeitos no mundo todo, retirando-os de seus lares e  detendo-os na base de Guantánamo, sem advogado e contato com a família.  Isto não foi bem recebido entre os não-cidadãos americanos, ou seja,  pelo resto do mundo. Passados dez anos do ataque, a Casa Branca  capitaneou a invasão do Paquistão, ceifou qualquer resquício de respeito  à soberania, protagonizou a ofensiva no esconderijo de Bin Laden,  matou-o e jogou seu corpo no mar, nos moldes da ditadura argentina da  segunda metade do século passado. O noticiário imediato foi bastante  curioso. A TV transmitia as declarações do governo americano e da União  Europeia (UE), que em única voz afirmavam que o mundo tinha ficado mais  seguro. Em seguida, porém, passavam a anunciar que os EUA e UE elevavam o  nível de perigo de ataque terrorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que o mundo não  amanheceu mais seguro. A forma como Bin Laden foi preso e morto será o  nascedouro de hordas de seguidores, mais fundamentalistas e mais  perigosos. A atitude americana aprofunda o choque de civilizações e  fomenta a intolerância. A esta altura, parece que esquecemos as lições  de Sérgio Vieira de Mello, ex-alto comissário da ONU para os Direitos  Humanos, morto em 2003, vítima de atentado em Bagdá, para quem a  conquista da paz está muito mais ligada à empatia entre vencedores e  vencidos do que propriamente à força. Pensar é preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;small class="tipo-a"&gt;* Juiz de direito e membro da Associação dos Juízes para a Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jornal A Notícia de 11/05/2011 (http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3306494.xml&amp;amp;template=4187.dwt&amp;amp;edition=17081&amp;amp;section=892)&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-3861439823781326841?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3861439823781326841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3861439823781326841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/05/pensar-e-preciso-por-joao-marcos-buch.html' title='Pensar é preciso, por João Marcos Buch*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-2433980173868072521</id><published>2011-04-27T10:21:00.002-03:00</published><updated>2011-04-27T10:24:21.838-03:00</updated><title type='text'>Crime organizado: onde o Estado falta</title><content type='html'>João Marcos Buch*&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Assis Chateaubriand saiu do anonimato a partir de críticas lançadas  contra um jornalista famoso da época, que resolveu responder ao  audacioso jovem. Com essas respostas foi ele catapultado no mundo da  comunicação. Tendo isso em conta, é preciso que alguns registros sejam  feitos sobre o proclamado Primeiro Grupo Catarinense (PGC). O PGC seria  uma facção criminosa que comandaria o crime dentro e fora do sistema  prisional. Cartas teriam sido apreendidas e atos envolvendo a segurança  pública teriam sido arquitetados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento, é  importante que os setores da segurança pública atentem para elementos  indicativos da facção e por meio de articulações dentro da legalidade  forneçam às autoridades elementos que permitam agir e impedir o  nascimento deste Estado paralelo. Por outro lado, mais certo ainda é  lançar a atenção às verdadeiras causas do surgimento desses comandos.  Comandos paralegais surgem na falta dos legais. No Estado de São Paulo,  por exemplo, alguém preso por um crime qualquer não permanece no  presídio da sua respectiva cidade. Ele é transferido para outro  distante. E como sabemos que na esmagadora maioria quem vai preso é o  mais humilde, afogado num abismo social, esta pessoa dentro do sistema  passa a depender do Estado, integralmente. Mas o Estado não fornece o  mínimo para este detento. É aí o comando organizado entra, por exemplo,  no fornecimento de transporte de familiares para visita, medicamentos,  materiais de higiene, alimentos, etc. O preso, então, sente-se seguro a  partir do comando do crime e por isso lhe será grato. Quando solto,  cumprirá ordens. O Estado, não entendendo essa dinâmica, acredita que  poderá conter o crime organizado com o recrudescimento geral do sistema  prisional, acabando com banho de sol e convívio, submetendo familiares à  revista íntima, retirando o direito do detento ao trabalho, tratando-o  como um pária. Isso alimenta o crime organizado, que fica mais forte na  medida em que o Estado se retira dos seus deveres e se apresenta apenas  para punir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a polícia receber investimentos de capacitação  e valorização, quando o sistema penitenciário respeitar os valores  humanos, quando o Estado assumir a responsabilidade pelos indivíduos  presos, fornecendo-lhes o mínimo existencial e propiciando seu retorno à  sociedade, de forma íntegra e reconhecida e finalmente perceber que não  é pelo chicote que se educa, é óbvio que não se ouvirá mais falar em  PGC e outras siglas. É uma questão lógica.&lt;/p&gt;&lt;small style="font-family: georgia;" class="tipo-a"&gt;*JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE  JOINVILLE E MEMBRO DA ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jornal A Notícia de 27/04/2011 (http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3288814.xml&amp;amp;template=4187.dwt&amp;amp;edition=16989&amp;amp;section=892)&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-2433980173868072521?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2433980173868072521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2433980173868072521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/04/crime-organizado-onde-o-estado-falta.html' title='Crime organizado: onde o Estado falta'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-5365396084431145658</id><published>2011-04-01T21:26:00.001-03:00</published><updated>2011-04-01T21:44:16.858-03:00</updated><title type='text'>De direito sagrado a oportunismo</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Ricardo Carvalho&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Detido em flagrante por furto em Joinville, em 2009, A. L. deparou-se  com um cenário digno de uma passagem de O Processo, de Franz Kafka, no  dia de sua audiência. Estavam presentes o juiz e o promotor, mas não  havia advogado. Sem recursos para custear os honorários, teve de aceitar  um advogado particular conveniado com a Ordem dos Advogados do Brasil  de Santa Catarina (OAB-SC), modelo conhecido como defensoria dativa. O  profissional faltou à audiência e, por isso, o juiz João Marcos Buch  determinou que o réu respondesse o processo em liberdade. A audiência  foi remarcada.&lt;/span&gt; &lt;p style="font-family: georgia;"&gt;“O réu estava preso há dois meses e tinha o direito de ser julgado  naquele dia”, explica o juiz. Em Santa Catarina, o caso de A. L. não é  exceção. “Além de serem comuns as ausências, já aconteceu de o advogado  não arrolar testemunhas e apresentar uma defesa de caráter genérico,  quando fica claro que ele nunca conversou com o réu antes. Eu preciso  adiar a audiência, o processo se arrasta e o réu, preso, fica numa  situação quase kafkiana.” De acordo com Buch, cerca de 30% dos processos  sob sua apreciação que dependem do modelo dativo apresentam algum tipo  de problema de ausência ou insuficiência da defesa.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Especialistas do direito alegam que a defensoria dativa não presta a  garantia de ampla e integral assistência judiciária. Santa Catarina é o  único estado que ainda não tomou providências para instalar uma  Defensoria Pública Estadual, órgão previsto como obrigatório pela  Consituição.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;"&gt;A principal resistência à Defensoria vem da OAB-SC. A ordem argumenta  que a defesa dativa é pulverizada e garante assistência a todos os  municípios, com cerca de 7 mil advogados particulares cadastrados no  convênio. O presidente estadual da ordem, Paulo Borba, diz tratar-se do  melhor modelo de defesa pública do País. “O atendimento é idêntico a ter  um advogado privado.”&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;"&gt;A diretora de pesquisa do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas  Judiciárias, Maria Tereza Sadek, discorda. “A Defensoria é uma  instituição e possui muitas singularidades que a OAB não pode suprir. Há  uma forte ação extrajudicial, por exemplo. O convênio apenas designa um  corpo de advogados.”&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Segundo Maria Teresa, a resistência da OAB tem também um viés  corporativo. “Com o número de bacharéis formados, a defensoria dativa  constitui uma garantia, quase uma reserva de mercado.” O juiz Buch  concorda. “Acontece muitas vezes de o defensor dativo recém-egresso da  universidade comunicar, após dois ou três anos, que está se desligando  do convênio. Sem generalizar, isso acaba deixando aos mais carentes,  muitas vezes, um profissional inexperiente.”&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;"&gt;A remuneração pelo convênio da OAB é feita com base em uma tabela de  Unidade de Referência de Honorários (URH). Na maioria dos casos, os  honorários variam de 10 (550 reais) a 20 URHs (1,1 mil reais) por  processo. “O valor é muito inferior ao que o advogado ganha com clientes  particulares. Insisto que não podemos generalizar, mas fica evidente  que o advogado dativo, que também tem uma carteira de clientes, vai dar  prioridade aos particulares”, explica o magistrado Buch.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Borba afirma que o estado repassa cerca de 1,2 milhão de reais por  mês à ordem para o pagamento dos advogados. Do total, a OAB retém 10% a  título de indenização por gastos administrativos. Atualmente deputado  federal pelo PT, Pedro Uczai encaminhou um pedido de informação ao  governo do estado em 2009, quando estava na Assembleia Legislativa.  Perguntou qual é o valor repassado anualmente pelo estado à OAB-SC e a  quem a ordem presta contas da quantia recebida, inclusive sobre os 10%  retidos. “Não recebemos resposta. Nunca vi prestação de contas correta e  aberta desse dinheiro público.” Atualmente, tramitam duas Ações Diretas  de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a lei  estadual que regulamentou a defensoria dativa.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Fonte: http://www.cartacapital.com.br/politica/de-direito-sagrado-a-oportunismo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-5365396084431145658?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5365396084431145658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5365396084431145658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/04/de-direito-sagrado-oportunismo.html' title='De direito sagrado a oportunismo'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-2557341486036143721</id><published>2011-03-31T10:08:00.003-03:00</published><updated>2011-03-31T10:21:46.191-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;O que é a Defensoria Pública?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 99, 47);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:GillSansMT,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;EVENTO GRATUITO - NÃO É NECESSÁRIO FAZER INSCRIÇÃO -&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 99, 47);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:GillSansMT,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;DÚVIDAS: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:contato@caxif.ufsc.br"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;contato@caxif.ufsc.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;Datas: 13 a 15 de abril de 2011&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;Horário: 8h20min às 11h50 e das 18h30min às 22h00min&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;Local: Auditório do Centro Sócio Econômico - Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;Trindade - Florianópolis - Santa Catarina - Brasil&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;CEP: 88040-970&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:GillSansMT,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Confira aqui a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.anadep.org.br/wtksite/Programa__o_Divulga__o.pdf"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:GillSansMT,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;programação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-2557341486036143721?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2557341486036143721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2557341486036143721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/03/o-que-e-defensoria-publica-evento.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-5111724520786946050</id><published>2011-03-17T11:38:00.002-03:00</published><updated>2011-03-17T11:46:01.141-03:00</updated><title type='text'>Monitoramento eletrônico de detentos, por João Marcos Buch*</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Em 2010, a Lei de Execução Penal foi acrescentada pela lei nº 12.258,  passando a prever o uso de pulseiras ou tornozeleiras eletrônicas para  condenados com direito de saída temporária ou prisão domiciliar. Sem  adentrar na patente violação do fundamento constitucional da dignidade  da pessoa humana, num primeiro momento pode-se acreditar que houve  avanço. O controle de detentos será mais efetivo, serão evitadas fugas e  um maior número de saídas temporárias e prisões domiciliares poderão  ser concedidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um engano neste pensamento. A saída temporária  e a prisão domiciliar já eram bem regulamentadas pela Lei de Execução  Penal. Desde muito, os requisitos para o juiz autorizar estes benefícios  são o comportamento adequado, cumprimento de determinado período de  pena e compatibilidade do benefício (saída temporária) e idade avançada,  doença grave, filho menor ou deficiente e condenada gestante (prisão  domiciliar). Ou seja, esses requisitos em última análise acentuam a  intenção da lei de conferir tratamento condigno e eficiente ao  reeducando, de forma a lhe permitir o gradual retorno ao convívio social  livre ou a lhe amenizar situação particular de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se  os requisitos já existem, na análise para concessão dos benefícios devem  ser criteriosamente verificados e o objetivo é a ressocialização ou a  preservação da saúde, por que, então, incluir o monitoramento eletrônico  no processo? Para impedir fugas e controlar seu itinerário? Ora, se o  detento satisfaz os requisitos e o juiz concede o benefício é porque  acredita que ele respeitará a decisão e sempre que chamado voltará. E se  por acaso o material que se avaliou para a concessão do benefício não  condiz com a realidade e o detento tem intenção de fugir, uma pulseira  ou tornozeleira jamais impedirá que o faça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto aliás, o  número de fugas no final de 2010 por ocasião das saídas temporárias de  Natal e Ano-novo com uso de tornozeleiras, a partir de dados  extraoficiais, não foi muito maior que a média dos anos anteriores, onde  não se falava em monitoramento. O sistema prisional precisa ser  continuamente pensado. Mas há que se convir que a lei do monitoramento  eletrônico não é eficaz, tampouco efetiva, e o investimento na sua  aplicação não será eficiente. Que se invista o equivalente na  capacitação e valorização do servidor público do sistema penitenciário e  em melhorias das prisões, há muito sucateadas. Por certo haverá então,  sim, redução de fugas, ressocialização e principalmente respeito aos  direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;small class="tipo-a"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;* Juiz de direito, membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Fonte: Jornal A Notícia de 24/01/2011&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-5111724520786946050?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5111724520786946050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5111724520786946050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/03/monitoramento-eletronico-de-detentos.html' title='Monitoramento eletrônico de detentos, por João Marcos Buch*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-7728270968268367998</id><published>2011-03-15T13:56:00.004-03:00</published><updated>2011-03-17T11:45:17.957-03:00</updated><title type='text'>Dia do Consumidor, por Iolmar Alves Baltazar*</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Em 15 de março comemora-se o Dia Mundial dos               Direitos do Consumidor. A data é alusiva ao               gesto do então presidente dos Estados Unidos,               John Kennedy, que fez uma declaração ao               Congresso, em 1962, reconhecendo direitos dos               consumidores. No Brasil, em 11 de setembro de 1990,               foi editado o Código de Defesa do Consumidor,               importante norma de ordem pública e interesse               social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;              O momento, contudo, exige um repensar, à               medida que o consumismo, sobretudo de produtos               supérfluos, diversificados e com               obsolescência planejada, tem-se mostrado fonte               de exclusão social, de violência urbana,               de comportamentos individualistas, além de               danos ambientais e sociais. Tal               situação ameaça as futuras               gerações. Somente a sustentabilidade,               através de suas dimensões               econômica, social e ambiental, poderá               minimizar os impactos causados à ordem               econômica, constitucionalmente fundada na               justiça social e na proteção ao               consumidor e ao meio ambiente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para Jan Pronk, o desenvolvimento é               sustentável quando o crescimento               econômico traz justiça e oportunidades               para todos, a despeito da concentração               das riquezas em mãos de poucos. O               desenvolvimento socialmente includente, portanto,               deve ser a tônica de uma exigência               transformadora, rompendo-se com a agônica               estratégia de mercado, segundo a qual basta               que poucos tenham capacidade concentrada de renda               para consumir muito. Disso resulta a               importância de cada indivíduo, detentor               do poder de compra e escolha de produtos e               serviços que prezem pela responsabilidade               social corporativa, fazendo-se do consumo um ato de               cidadania.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;              O repúdio ao trabalho escravo, a               preservação dos recursos naturais, a               geração de empregos e a equidade social               são alguns itens que, cada vez mais, têm               seduzido consumidores em suas escolhas, preocupados               com uma imensa massa da população que,               paradoxalmente, também passou à               condição de supérflua,               excluída.&lt;/span&gt;&lt;small class="tipo-a"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;*Juiz de Direito, membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Fonte: Jornal de Santa Catarina de 15/03/2011 e Diário Catarinense de 16/03/2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-7728270968268367998?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7728270968268367998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7728270968268367998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/03/dia-do-consumidor-por-iolmar-alves.html' title='Dia do Consumidor, por Iolmar Alves Baltazar*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-3023768117753606698</id><published>2011-03-10T14:44:00.001-03:00</published><updated>2011-03-10T14:45:50.114-03:00</updated><title type='text'>Defensoria pública, por Márcia Krischke Matzenbacher*</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;A defensoria pública é instituição essencial à função jurisdicional  do Estado e deve prestar assistência jurídica integral aos necessitados.  Em Santa Catarina, a assistência jurídica aos carentes é prestada pela  defensoria dativa, através de convênio entre o Estado e a OAB. Diz-se  que o sistema catarinense é conveniente porque mais barato do que a  instalação da defensoria pública. Não é democrático o argumento de que  aos pobres deva ser prestado serviço mais barato, principalmente quando  se constata que sua manutenção vem acarretando reiteradas violações a  direitos humanos, a exemplo da ausência de defensor que acompanhe a  execução da pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é uma federação e os estados estão  sujeitos a seus fundamentos, dentre eles a dignidade da pessoa humana,  princípio do estado democrático de direito. A sonegação de direitos  humanos viola o princípio federativo e pode levar à intervenção federal  em Santa Catarina, o que deve ser evitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Catarina tem-se  colocado acima da força normativa da Constituição, tornando-a mera folha  de papel, situação que precisa findar, com a implantação da defensoria  pública. Essa é a determinação constitucional, e o acesso do povo à  Justiça não pode ser tratado como uma liquidação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;small style="font-family: georgia;" class="tipo-a"&gt;*Juíza de Direito e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Diário Catarinense de 07/03/2011&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-3023768117753606698?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3023768117753606698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3023768117753606698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/03/defensoria-publica-por-marcia-krischke.html' title='Defensoria pública, por Márcia Krischke Matzenbacher*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-267715746423663132</id><published>2011-02-28T14:08:00.001-03:00</published><updated>2011-02-28T14:10:31.082-03:00</updated><title type='text'>Ofício da AJD encaminhado aos deputados estaduais requer a designação de Audiência Pública</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;EXCELENTÍSSIMO SENHOR GERSON MERISIO, DEPUTADO DO ESTADO DE SANTA CATARINA.                                              &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;                      A Associação Juízes para a  Democracia, entidade não governamental, sem fins lucrativos ou  corporativos, de âmbito nacional, criada em 13/05/1991, que possui  dentre outros propósitos o respeito absoluto e incondicional aos valores  jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito, a atuação na  defesa dos direitos na perspectiva da emancipação social dos  desfavorecidos, a promoção da conscientização crescente da função  judicante como proteção efetiva dos direitos do Homem, individual e  coletivamente considerado e a consequente realização substancial dos  valores, direitos e liberdades do Estado Democrático de Direito e que  faz parte do Movimento pela Criação da Defensoria Pública em Santa  Catarina, vem à presença de Vossa Excelência para requerer que seja  designada data para realização de &lt;b&gt;AUDIÊNCIA PÚBLICA &lt;/b&gt;no  Anteprojeto de Lei Orgânica da Defensoria Pública do Estado de Santa  Catarina, de iniciativa popular, que tramita sob o nº  OF./0286.3/2010,como aprovado em 02/09/2010 na Comissão de Constituição e  Justiça desta Casa.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;                     A Constituição Federal de 1988  instituiu a obrigatoriedade de criação da Defensoria Pública,  instituição essencial à Justiça, para que a população mais carente possa  ter acesso à Justiça, em seu sentido mais amplo.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;                     Decorrido mais de duas décadas, o  povo catarinense ainda não conta com este órgão e é o único estado da  federação que não tomou qualquer iniciativa para concretizar o  ordenamento constitucional.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;                      A ausência do órgão é um dos  grandes desafios a serem superados para viabilizar o acesso à justiça,  consagrado na Constituição Federal como direito fundamental.  Estamos  certos que a audiência pública terá enorme relevância, pois permitirá o  debate do tema, de forma ampla e fornecerá elementos que contribuam para  o fortalecimento da democracia.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;                     Aproveito a oportunidade para  apresentar a Vossa Excelência, protestos de elevada estima e distinta  consideração.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;                    Colocamo-nos à disposição através  dos membros do Conselho da Associação: Alessandro da Silva, juiz do  trabalho substituto do Tribunal Regional da 12ª Região/SC e Kenarik  Boujikian Felippe, juíza de direito da 16ª Vara Criminal de São  Paulo.   &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;Atenciosamente.     &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;        &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;São Paulo, 14 de fevereiro de 2011.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;Luís Fernando de Camargo Barros Vidal&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;Presidente do Conselho Executivo&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-267715746423663132?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/267715746423663132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/267715746423663132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/02/oficio-da-ajd-encaminhado-aos-deputados.html' title='Ofício da AJD encaminhado aos deputados estaduais requer a designação de Audiência Pública'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-2758579201874247884</id><published>2011-02-24T09:41:00.000-03:00</published><updated>2011-02-24T09:42:00.763-03:00</updated><title type='text'>A violência oficial, por Alessandro da Silva *</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Florianópolis é comparada, frequentemente, ao Rio de Janeiro em matéria de segurança pública. As semelhanças decorreriam da sinuosidade do relevo, da concentração da violência em áreas faveladas, da crueldade do confronto entre gangues rivais e do expressivo número de vítimas jovens. Crentes nessas similitudes, alguns integrantes de nossas polícias resolveram defender e praticar métodos repressivos e abusivos de policiamento, habituais em grandes cidades, particularmente no Rio. Como sintomas desse processo de institucionalização da violência, crescem, em SC, os relatos de abuso de autoridade, tortura e até execuções sumárias cometidas por policiais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Recentemente, moradores do Morro do Mocotó fizeram protesto, que fechou uma avenida, em decorrência da morte de um jovem de 23 anos. Afirmam que o rapaz foi executado por PMs após estar rendido e ajoelhado. Não bastasse isso, no dia seguinte ao protesto, surgiram denúncias de que esses mesmos moradores estavam sendo alvo de represália por meio de intimidações, revistas arbitrárias e uso excessivo da força.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Uma segurança pública efetiva se constrói com uma polícia cidadã, que respeita as regras do Estado Democrático de Direito, no qual nenhuma forma de violência é permitida, sobretudo por parte dos agentes públicos, salvo quando no estrito cumprimento do dever legal ou em legítima defesa. Na contramão dessa constatação, a violência policial no Rio é apontada pela Anistia Internacional como uma das principais fontes de violação de direitos humanos em nosso país, sem que isso tenha resultado em redução ou controle da criminalidade. Ao contrário, as distorções deram origem às milícias, que assumiram boa parte das atividades ilícitas e espalham o terror.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Nesse contexto, podemos nos espelhar no Rio, mas para identificarmos os equívocos que não devemos cometer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;* Membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Fonte: Diário Catarinense de 23/02/2011&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-2758579201874247884?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2758579201874247884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2758579201874247884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/02/violencia-oficial-por-alessandro-da.html' title='A violência oficial, por Alessandro da Silva *'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-1108851367820324404</id><published>2011-02-22T15:20:00.000-03:00</published><updated>2011-02-22T15:22:16.424-03:00</updated><title type='text'>Democracia e direitos sociais na América Latina</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Os países latino-americanos carregam uma história comum de dominação colonialista. Inicialmente pelas metrópoles que lideraram a expansão mercantilista, Portugal e Espanha, e mais recentemente pelos países centrais do sistema capitalista, com destaque para os Estados Unidos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Profunda desigualdade e baixa mobilidade social, elites mesquinhas e subservientes aos interesses estrangeiros, grande parcela da população vivendo na miséria absoluta, são características que, com diferentes matizes, marcam as sociedades latino-americanas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;O extrativismo vegetal e mineral, em regra levado a cabo por multinacionais e a monocultura agrária, destinados à exportação, predominaram por longo período e ainda amarram a economia de muitos desses países.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;No campo político, sucessivos regimes autoritários se revezaram no poder, com escassas e efêmeras tentativas de implantar a democracia. Nesse quesito, não eram garantidos os direitos individuais e as liberdades públicas, nem se permitia a participação da sociedade no manejo do Estado ou na escolha dos governantes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Sequer no aspecto formal a democracia nos era permitida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Apesar de tantas semelhanças, durante séculos esses países viveram de costas uns para os outros, em uma espécie de competição para revelar quem estava menos mal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;O caso brasileiro é ainda mais acentuado, já que a diferença da língua contribuiu para nos isolássemos ainda mais dos vizinhos, mas não impediu de buscarmos nos assemelhar à metrópole. Do ponto de vista deles, nunca deixamos de ser exóticos, a ponto de seu senso comum indicar Buenos Aires como a capital do Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Contudo, como disse o poeta, o tempo não para, e os ventos de mudança também chegaram até &lt;i style=""&gt;nuestra Latino-América&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Há tempos que são percebidos sinais de decadência na economia dos países centrais, com o deslocamento de atividades para outras regiões do globo, em particular para China.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;A crise financeira de 2008 deu a noção mais clara da gravidade do problema, a ponto de levar alguns países à falência. Não custa relembrar que os mais afetados foram justamente aqueles que cumpriram à risca as determinações neoliberais ditadas pelo FMI e Banco Mundial, como Islândia, Grécia e Irlanda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Nem mesmo a maior economia do planeta conseguiu superar os efeitos dessa crise, apesar dos bilhões de dólares injetados pelo governo estadunidense nos bancos, para garantir o funcionamento do sistema financeiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Esse também foi o caminho adotado na Europa, onde muitas conquistas de sessenta anos de estado de bem-estar social foram suprimidas sem receio nem hesitação por governos subordinados aos interesses do mercado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Aqueles que admiram e se dedicam à implantação do arcabouço institucional dos modernos estados democráticos de direito, assistiram atônitos ao esfacelamento do sistema de solidariedade social que até então servia de modelo para os países que, como nós, buscam construir sociedades menos injustas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Em meio a constatações tão pouco animadoras, o mundo cada vez mais passou a perceber que na América Latina surgem alternativas de desenvolvimento econômico e social que responderam bem à crise e permitiram que fosse mantida a trajetória de crescimento, que nos últimos anos tem sido mais um elemento de similitude desses países.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Em vários deles o povo demonstra que está cansado da manipulação, da apropriação privadas dos recursos naturais, da opressão, das desigualdades de classe, de gênero e de etnia. O discurso falacioso de que redução de direitos acarreta crescimento econômico agoniza, após várias iniciativas que somente fizeram aumentar a miséria de milhões em prol da apropriação do lucro por poucos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;De se destacar que essa mudança se dá pelo caminho mais longo, porém que oferece mais segurança: a democracia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Somente com instituições fortes, respeito às liberdades, garantia dos direitos sociais e das regras do jogo democrático, com participação política ampla, o governo da maioria e a alternância de poder, é que superaremos séculos de atraso e servilismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Nesse momento, no qual se nos defronta esse imenso desafio, são alvissareiras as iniciativas de aumentar a integração regional, por meio da troca de experiência institucional e do pensamento crítico acerca dos inúmeros problemas que são comuns à América Latina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Com esse espírito, saudamos vivamente a criação do Grupo de Estudos Direitos Sociais na América Latina – GEDIS – (http://www.grupogedis.blogspot.com), que “s&lt;span class="apple-style-span"&gt;e dispõe a &lt;/span&gt;c&lt;span class="apple-style-span"&gt;ompartilhar com a comunidade suas ideias, quase sempre na contramão do pensamento majoritário”, com o objetivo de construir “um mundo melhor, e não apenas para alguns”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Para tanto, nos colocamos a disposição, como parceiros nas iniciativas do GEDIS e contamos com o seu apoio nas batalhas que temos abraçado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 4cm; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: georgia;"&gt;Alessandro da Silva, juiz do trabalho, membro do conselho executivo da Associação Juízes para a Democracia &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-1108851367820324404?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1108851367820324404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1108851367820324404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/02/democracia-e-direitos-sociais-na.html' title='Democracia e direitos sociais na América Latina'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-999992252168167620</id><published>2011-02-17T14:19:00.002-02:00</published><updated>2011-02-17T14:28:03.598-02:00</updated><title type='text'>Quantos devem morrer?, por Vanessa Almeida Barossi*</title><content type='html'>A situação dos internos da penitenciária de segurança máxima de São  Pedro de Alcântara é calamitosa. O número ultrapassa a lotação máxima do  estabelecimento, de 1,3 mil reeducandos. Mais grave é o fato de que  pelo menos 90 apenados têm direito a progredir para o semiaberto e são  mantidos no regime mais gravoso (fechado) sob argumento de que não há  vagas. Porém, a falta de vagas ocorre por descaso do Poder Executivo de  Santa Catarina. Outro fato que os mantém em São Pedro de Alcântara  envolve o Judiciário catarinense, que não determina que esperem as  referidas vagas em prisão domiciliar. Destaco que o STJ já decidiu que o  agraciado com regime semiaberto deve esperar pela vaga cumprindo pena  em prisão domiciliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais internos que não deveriam estar lá,  seja pela progressão de regime, pedidos de transferência, com pena  cumprida ou pelo indulto natalino de 2009 e 2010. No meio do caos da  execução penal, mais uma morte ocorre na penitenciária. O interno Edson  do Nascimento Onofre foi encontrado morto, na manhã de terça-feira  (08/02), seis meses após pedir transferência. A garantia constitucional  de um processo célere e efetivo não está sendo cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado  precisa criar novos estabelecimentos de regime aberto e semiaberto.  Precisa, ainda, encontrar meios de reeducar apenados, com cursos  profissionalizantes ou trabalho. Se continuarem sendo tratados como  escória, suas atitudes serão reflexo desse tratamento. A questão do  abandono dos reeducandos em São Pedro de Alcântara é um problema social  que se agrava por não haver em Santa Catarina a Defensoria Pública  Estadual. Aqueles que já possuem o direito fundamental à liberdade e à  progressão de regime continuam num presídio de segurança máxima, sem  ninguém para defendê-los. Uma afronta aos direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Defensora Pública Federal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Diário Catarinense &lt;http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3211313.xml&amp;amp;template=3898.dwt&amp;amp;edition=16513&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-999992252168167620?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/999992252168167620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/999992252168167620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/02/quantos-devem-morrer-por-vanessa.html' title='Quantos devem morrer?, por Vanessa Almeida Barossi*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-8634150011557613663</id><published>2011-02-15T17:17:00.001-02:00</published><updated>2011-02-15T17:18:39.053-02:00</updated><title type='text'>Juiz relaxa prisão por falta de vaga em presídio</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.conjur.com.br/2011-fev-15/juiz-relaxa-prisao-acusado-roubo-falta-vaga-presidio#autores" target="_blank"&gt;&lt;img alt="" width="11" height="8" /&gt;&lt;span style="color: rgb(85, 85, 85);"&gt;Por Gabriela Rocha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p style="text-align: left;"&gt;O juiz João Marcos Buch, da 2ª Vara Criminal de Joinville (SC), &lt;a href="http://s.conjur.com.br/dl/juiz-solta-preso-dignidade.pdf" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 204);"&gt;relaxou &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;a  prisão em flagrante de um preso para garantir sua dignidade e  integridade física e moral. Como a transferência ao Presídio Regional de  Joinville foi negada diante da lotação do estabelecimento, o juiz  entendeu que a Central de Polícia de Joinville não tem as mínimas  condições sanitárias e de segurança para manter pessoas detidas e o  libertou.&lt;/p&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na sentença, concedida na última quinta-feira (10/2), Buch considerou  que se o preso em flagrante por roubo continuasse na Central de  Polícia, sua dignidade seria violada. Assim, declarou que “este Juízo,  que mantém a custódia, sob sua responsabilidade, não compactuará com  violações desta natureza, jamais. Mesmo porque trata-se de prisão  provisória, ou seja, sem julgamento e sentença condenatória transitada  em julgado e delito em tese imputado que, muito embora cometido com  grave ameaça contra pessoa, não extravasou a mera tipicidade legal”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A decisão foi baseada nos artigos 1º, inciso III, 5º inciso XLIV e  144 parágrafo 4º, todos da Constituição Federal, que dizem,  respectivamente, o seguinte: “A República Federativa do Brasil, formada  pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal,  constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: a  dignidade da pessoa humana”; “é assegurado aos presos o respeito à  integridade física e moral” e “às polícias civis, dirigidas por  delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da  União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações  penais, exceto as militares”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O juiz mencionou, ainda, o princípio da proporcionalidade e da  razoabilidade ao dizer que numa sociedade que tem como princípio  fundamental a dignidade da pessoa humana e o objetivo de ser livre,  justa e solidária “não é razoável e muito menos proporcional manter um  indivíduo preso numa Central de Polícia desprovida legal e factualmente  de capacidade de encarceramento”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Buch levou em conta que a autoridade policial informou que em contato  com o diretor do presídio de Joinville, foi relatado que não há vagas,  “razão pela qual não pode receber o preso, permanecendo este na precária  carceragem da Central de Polícia de Joinville". No próprio relato, é  mencionada a condição do estabelecimento, que, segundo o juiz é notória.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Leia &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://s.conjur.com.br/dl/juiz-solta-preso-dignidade.pdf" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 204);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; a íntegra da sentença.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;Fonte: http://www.conjur.com.br/2011-fev-15/juiz-relaxa-prisao-acusado-roubo-falta-vaga-presidio#autores&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-8634150011557613663?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8634150011557613663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8634150011557613663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2011/02/juiz-relaxa-prisao-por-falta-de-vaga-em.html' title='Juiz relaxa prisão por falta de vaga em presídio'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-6652328807424659371</id><published>2010-12-21T12:52:00.000-02:00</published><updated>2010-12-21T12:56:05.572-02:00</updated><title type='text'>Corte Interamericana de DH condena Estado no caso da Guerrilha do Araguaia</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="noticia_titulo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span class="noticia_autor"&gt;Karol Assunção (&lt;/span&gt;&lt;span class="noticia_cidade"&gt;Adital) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Após  mais de 30 anos de luta, organizações sociais de direitos humanos e  familiares das vítimas da ditadura militar brasileira finalmente  receberam uma boa notícia. No último dia 24, a Corte Interamericana de  Direitos Humanos (Corte IDH), da Organização dos Estados Americanos  (OEA), responsabilizou o Brasil pelo desaparecimento forçado de 62  pessoas da Guerrilha do Araguaia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A  sentença "Caso Gomes Lund e Outros (‘Guerrilha do Araguaia’) VS.  Brasil", divulgada nessa terça-feira (14), refere-se às ações de  detenção arbitrária, tortura e desaparecimento forçado praticadas pelo  Exército brasileiro contra integrantes do Partido Comunista do Brasil  (PC do B) e camponeses. As operações militares, realizadas entre 1972 e  1975 - durante a ditadura militar - tinham o objetivo de acabar com a  Guerrilha do Araguaia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Na  sentença, a Corte destaca que a Lei de Anistia do Brasil não pode  continuar a atrapalhar as investigações do caso nem representar  obstáculo para a identificação e punição dos responsáveis pelas  violações de direitos humanos. Além disso, condena o Estado como  responsável, entre outras, pelas "violações dos direitos ao  reconhecimento da personalidade jurídica, à vida, à integridade pessoal e  à liberdade pessoal" de 62 pessoas durante o período da ditadura. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por  conta disso, a Corte estabelece que o Estado: investigue o caso,  determine as responsabilidades penais e aplique as devidas sanções;  esforce-se para descobrir o paradeiro das vítimas, identificá-las e  entregar os restos mortais a seus familiares; ofereça tratamento médico e  psicológico às vítimas; realize ato público de reconhecimento de  responsabilidade no caso;  promova curso ou programa sobre direitos  humanos para integrantes das Forças Armadas; e adote medidas para  tipificar o delito de desaparecimento forçado de pessoas de acordo com  os parâmetros interamericanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Para  Vitória Grabois, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de  Janeiro (GTNM/RJ) e familiar de três desparecidos da Guerrilha, a  sentença representou a "coroação" do trabalho de mais de 30 anos de  parentes e organizações que lutam por justiça no caso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;"Essa  sentença representa uma grande vitória (...). Mostra que nosso trabalho  foi reconhecido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos",  alegra-se, ressaltando que a sentença era uma "dívida histórica" que os  governos brasileiros tinham com os familiares das vítimas e com a  sociedade brasileira em geral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Entretanto,  a vice-presidente do GTNM/RJ recorda que as atividades das organizações  não terminaram com a condenação do Brasil pela Corte IDH. "Nosso  trabalho agora é pressionar o Estado brasileiro para que cumpra a  sentença da Corte", anuncia, demandando ainda a abertura dos arquivos  secretos da ditadura. "Queremos abrir para saber onde as vítimas foram  enterradas", destaca. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;De  acordo com o documento, um ano após a notificação da condenação, o  Estado brasileiro terá de apresentar ao Tribunal um relatório sobre as  ações realizadas para o cumprimento da sentença. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Leia a sentença na íntegra em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_219_por.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;http://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_219_por.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: www.adital.com.br &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-6652328807424659371?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6652328807424659371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6652328807424659371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/12/corte-interamericana-de-dh-condena.html' title='Corte Interamericana de DH condena Estado no caso da Guerrilha do Araguaia'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-1068172877390264007</id><published>2010-12-13T10:26:00.001-02:00</published><updated>2010-12-13T10:30:34.917-02:00</updated><title type='text'>O déficit democrático no processo de escolha dos ministros do STF</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Conselho de Administração&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Com  a publicação da aposentadoria do Ministro Eros Grau reacendeu-se o  debate acerca do processo de nomeação do integrante do Supremo Tribunal  Federal. Duas questões sobressaem: o fato de ser a nona indicação a ser  feita pelo atual Presidente da República e a queixa de algumas  categorias profissionais que entendem não estar devidamente  representadas na composição da Corte. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;A  par das insatisfações ideológicas ou corporativas, salta aos olhos um  defeito do atual sistema de nomeação dos ministros: a inexistência de  participação popular. O processo é realizado como se a sociedade pudesse  ser abstraída e a escolha dissesse respeito apenas aos que, naquele  momento, exercem certos cargos públicos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;span style=""&gt;Trata-se, contudo, de um grave equívoco.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;O  Estado de Direito é uma conquista decorrente das luta contra o  absolutismo e constitui uma garantia de que o exercício do poder é  limitado por normas gerais pré-estabelecidas, cuja observância é  obrigatória. Essa concepção foi fundamental para a consolidação das  liberdades individuais e coletivas, pois impede ou dificulta o exercício  arbitrário e ilegal do poder. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Com  o fim da Segunda Grande Guerra e a queda das ditaduras nazifascistas,  os Estados europeus reassumiram o papel de Estados de Direito, porém  incorporaram uma nova dimensão política: a dimensão democrática. Segundo  Habermas, do ponto de vista normativo, não há Estado de Direito sem  democracia. Por outro lado, como o próprio processo democrático precisa  ser institucionalizado juridicamente, o princípio da soberania dos povos  exige, ao inverso, o respeito a direitos fundamentais sem os quais  simplesmente não pode haver um direito legítimo. (talvez possamos  excluir essa referência).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;O  modelo democrático de constituição foi adotado por grande parte das  nações e, com isso, o papel das constituições se ampliou. Consolidou-se o  princípio de interpretação segundo o qual a norma constitucional tem  supremacia sobre todo o ordenamento jurídico. Houve uma expansão da  jurisdição constitucional, com a adoção do controle concentrado de  constitucionalidade, o que intensificou a interferência do Judiciário no  processo político. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;No  Estado Democrático de Direito cabe à constituição desempenhar dois  papéis fundamentais, que consistem, por um lado, em estabelecer e  garantir as regras do jogo democrático, assegurando a participação  política ampla, o governo da maioria e a alternância de poder e, por  outro lado, proteger os direitos e liberdades fundamentais, inclusive  contra a vontade da maioria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;A  Constituição Brasileira de 1988 é um marco histórico desse novo modelo  de Estado, pois garantiu direitos fundamentais, reorganizou as  instituições, efetuou a distribuição do poder e estabeleceu as  diretrizes formais e materiais que devem nortear o processo de produção  das leis e demais atos normativos, não só no âmbito público, mas também  das relações privadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;span style=""&gt;Ao  Supremo Tribunal Federal foi atribuída a posição de intérprete final da  Constituição, encargo que conferiu a essa Corte uma parcela de poder  decisiva na organização das relações sociais públicas e privadas, pois  suas decisões têm repercussão direta na vida dos cidadãos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Conquanto  o STF desempenhe papel de protagonista na vida política do país e a  escolha de seus integrantes seja ato de interesse primordial de toda a  sociedade, o processo de nomeação continua desprovido de procedimentos  que possibilitem a efetiva participação popular.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Para  Norberto Bobbio uma definição mínima de democracia pressupõe que seja  atribuída a um elevado número de cidadãos, que gozem de liberdade para  escolher entre alternativas reais, o direito de participar direta ou  indiretamente da tomada de decisões coletivas. Essa participação, por  sua vez, deve estar submetida a um conjunto de regras (primárias ou  fundamentais) que estabelecem quem está autorizado a tomar decisões  coletivas e com quais &lt;i style=""&gt;procedimentos&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Percebe-se  que a existência de procedimentos que regulem a participação popular é  uma característica intrínseca do regime democrático e deve pautar os  esforços que buscam seu constante aperfeiçoamento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Em  nosso sistema jurídico, “os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão  nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha  pela maioria absoluta do Senado Federal” (art. 101, parágrafo único, da  Constituição Federal). A inspiração provém do modelo de indicação dos  juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos, no qual, após ser indicado  pelo Presidente da República, o candidato é submetido a uma sabatina no  Senado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ocorre  que o Senado norte-americano desempenha um papel destacado na nomeação,  pois seu Comitê Judiciário envia um longo questionário ao candidato  indicado pelo Governo, do qual constam perguntas que tanto aferem a  qualificação jurídica como revelam sua visão sobre o direito e o papel  do juiz na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Caso  seja aprovado por esse Comitê, o indicado passa pela sabatina no  plenário do Senado, onde intensos debates se estendem por vários dias e  dos quais os vários segmentos da sociedade efetivamente participam e se  fazem representar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;A  tradição democrática da sociedade norte-americana faz com que o  procedimento da sabatina no Senado seja suficiente para viabilizar a  participação popular no processo, visto que há grande mobilização social  e dos meios de comunicação para revelar aos parlamentares qual a sua  postura e expectativa quanto à indicação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Outras  democracias consolidadas optaram por estabelecer diferentes métodos de  escolha dos integrantes da Corte Constitucional, nos quais a indicação  não fica a cargo apenas do Presidente da República, mas também de outras  instituições. É o caso da Alemanha, onde os membros do Tribunal  Constitucional Federal são escolhidos pelo Conselho Federal e pelo  Parlamento Nacional. Da mesma forma, na Itália &lt;span class="texto"&gt;a  Corte Constitucional é composta por quinze juízes nomeados um terço pelo  Presidente da República, um terço pelo Parlamento em sessão comum e um  terço pelas supremas magistraturas ordinária e administrativas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style=""&gt;Em  países que se encontram em fase de transição de regimes autoritários  para a democracia — como é o caso do Brasil — é ainda mais premente o  estabelecimento de &lt;i style=""&gt;procedimento&lt;/i&gt;s que permitam e estimulem a participação popular, inclusive no processo de escolha dos integrantes das cortes constitucionais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style=""&gt;Nesse  sentido, em 2003 o Presidente da República Argentina editou um Decreto  no qual estabelece um procedimento de pré-seleção dos juristas cujo nome  está em consideração para nomeação à Suprema Corte. Esse Decreto  enumera uma série de providências que devem ser tomadas para viabilizar a  participação da sociedade no processo de escolha do novo integrante da  Corte Constitucional. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style=""&gt;Observe-se  que, tal como em nosso país, na Argentina também se atribui ao Senado a  aprovação do indicado, o que não impediu que fosse criado o referido  procedimento prévio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;O  atual estágio da democracia brasileira já não admite que uma decisão de  tamanha relevância como essa fique adstrita ao arbítrio quase exclusivo  do Presidente da República. O dispositivo constitucional que atribui ao  Chefe do Executivo Federal a nomeação dos Ministros deve ser  interpretado de modo sistemático, em consonância com os princípios  fundamentais que regem a República brasileira, que são o princípio  democrático (art. 1°, &lt;i style=""&gt;caput&lt;/i&gt;) e o princípio da cidadania  (art. 1, II). Nesse sentido, não há dúvida de que cabe ao Presidente da  República o ato formal da indicação dos candidatos a Ministro do STF;  não se trata, no entanto, de um ato de mera expressão de vontade pessoal  do Chefe do Executivo, desvinculado dos demais princípios e valores que  orientam o Estado brasileiro. Esse ato deve estar em consonância com  tais princípios e valores, de modo que a indicação do membro do Supremo  Tribunal deve ser o resultado de um processo político democrático no  qual o Presidente da República estabeleça um amplo debate com a  sociedade acerca do perfil dos possíveis candidatos e, com base nisso,  fixe a sua escolha dos nomes dos candidatos de modo legítimo e  fundamentado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Por  essas razões, a Associação Juízes para a Democracia formulou um  requerimento público dirigido ao Presidente da República, aberto a  adesões, no qual pleiteia o estabelecimento de procedimento que permita a  máxima divulgação do histórico dos juristas que são considerados para  integrar o STF, assim como preveja um período de tempo razoável para o  debate e a manifestação formal dos cidadãos, &lt;span class="texto"&gt;associações e entidades de classe &lt;/span&gt;acerca dos candidatos indicados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;A  participação popular proporcionará um debate efetivo e enriquecedor  sobre o papel do STF no Estado Democrático de Direito e sobre a  trajetória profissional e acadêmica e os compromissos assumidos pelo  indicado durante sua carreira, o que acarretará um aperfeiçoamento  institucional e o aumento do interesse dos cidadãos pela coisa pública,  requisitos imprescindíveis à consolidação da democracia em nosso país&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 112.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;clique aqui para ver a &lt;a href="http://www.ajd.org.br/documentos_ver.php?idConteudo=67" shape="rect"&gt;íntegra do documento&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-1068172877390264007?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1068172877390264007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1068172877390264007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/12/o-deficit-democratico-no-processo-de.html' title='O déficit democrático no processo de escolha dos ministros do STF'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-4501094766108144633</id><published>2010-12-07T10:05:00.001-02:00</published><updated>2010-12-07T10:15:15.627-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=9c39d67a34&amp;amp;view=att&amp;amp;th=12ca95c8fbc6f5e9&amp;amp;attid=0.1&amp;amp;disp=inline&amp;amp;realattid=f_gh7ve3nu1&amp;amp;zw"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 423px; height: 837px;" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=9c39d67a34&amp;amp;view=att&amp;amp;th=12ca95c8fbc6f5e9&amp;amp;attid=0.1&amp;amp;disp=inline&amp;amp;realattid=f_gh7ve3nu1&amp;amp;zw" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-4501094766108144633?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4501094766108144633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4501094766108144633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/12/blog-post.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-2690431870704529770</id><published>2010-12-01T10:09:00.002-02:00</published><updated>2010-12-01T10:13:12.854-02:00</updated><title type='text'>A violência no Rio</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Polícia, Exército, Marinha e Aeronáutica, unidos pela ordem,  preparados para a guerra, defendendo a população. A retomada do Estado  na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão vem tendo o apoio da esmagadora  maioria. Quando jornais destacam atos heroicos, o primeiro sentimento é  de satisfação. Afinal, o bem está vencendo o mal. E como é bom ver o  orgulho de bem servir estampado na face de nossos policiais. Não consigo  descrever muito bem, existe uma certa ansiedade em meu peito, um senão,  que não consigo identificar. Parodiando Shakespeare, sinto que há “algo  de podre no reino da Dinamarca”. Depois, sinto como quando nos dias  imediatos ao “11 de setembro”, em que qualquer dúvida lançada sobre as  investidas de Bush levavam à estigmatizante afirmação de que os críticos  estavam ao lado dos terroristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também agora existe um temor de  que a voz que se levanta para questionar a atuação na guerra contra o  crime logo será vista como vinda de quem é contra a paz e a polícia. Bem  o contrário, a polícia nos protege e nos dá conforto, nos traz paz. É  para isso que existe. Ainda assim, precisamos deixar nossa zona de  conforto e pensar um pouco, num compromisso com a racionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por  que só agora a intervenção? Como se chegou a essa inversão social? De  onde vêm as armas dos traficantes? Quem formou milícias e fez vistas  grossas ao terror imposto por traficantes? Quem deixa de investir na  segurança e controle de fronteiras para impedir a entrada de armamento e  droga? Quem deixa de controlar a produção de armas nacionais e o seu  desvio? Quem faltou nos mais básicos direitos à comunidade? Quem manda  para o cárcere os filhos da miséria e deixa impune os que sangram a  Nação com desvios de dinheiro público, muitas vezes em pacto com  traficantes? Quem se apresenta só para reprimir e maquiar o caminho aos  holofotes, gastando bilhões em reformas de estádios, quando escolas e  postos de saúde ficam à míngua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado ausente em seu próprio  reduto, na incompetência em garantir os direitos fundamentais, fecha os  olhos ao fato de que na sua falta as facções criminosas infiltram-se,  corrompem seus órgãos, intimidam inimigos e vendem proteção. E agora que  as investidas aconteceram, onde passarão a atuar os barões do tráfico? E  ainda, doravante um Estado incorruptível permanecerá em todo seu  significado democrático e de direito nessas comunidades órfãs de saúde,  educação, habitação, saneamento, cultura e segurança pública? A paz se  faz pelas calçadas do respeito à dignidade, e num Estado democrático de  direito a ordem a ela serve, jamais o contrário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;JOÃO MARCOS BUCH, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Joinville e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Fonte: Jornal A Notícia de 01/12/2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-2690431870704529770?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2690431870704529770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2690431870704529770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/12/violencia-no-rio.html' title='A violência no Rio'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-5515354786196304144</id><published>2010-12-01T09:52:00.000-02:00</published><updated>2010-12-01T09:53:11.215-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="line-height: 18pt; font-family: georgia;" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;NOTA PÚBLICA – RJ - NOVEMBRO de  2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: 18pt; font-family: georgia;" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: 18pt; font-family: georgia;" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: 18pt; font-family: georgia;" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 18pt;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;À  MARGEM DA LEI TODOS SÃO MARGINAIS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: 18pt; font-family: georgia;" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 21pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: 18pt; font-family: georgia;" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 21pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: 18pt; text-indent: 45pt; font-family: georgia;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="line-height: 17pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;"&gt;A &lt;b&gt;ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA - AJD&lt;/b&gt;,  entidade não governamental e sem fins corporativos, fundada em 1991, que  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 17pt;"&gt;tem por finalidade estatutária o  respeito absoluto e incondicional aos valores próprios do Estado Democrático de  Direito, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 17pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;"&gt;em consideração às  operações policiais e militares em curso no Rio de Janeiro&lt;b&gt;,&lt;/b&gt; vem  manifestar preocupação com a escalada da violência, tanto estatal quanto  privada, em prejuízo da população que suporta intenso sofrimento.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: 18pt; text-indent: 45pt; font-family: georgia;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="line-height: 17pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;"&gt;Para além da constatação do fracasso da política  criminal relativamente às drogas ilícitas no país, bem como da violência gerada  em razão da opção estatal pelo paradigma bélico no trato de diversas questões  sociais que acabam criminalizadas, o Estado ao violar a ordem constitucional,  com a defesa pública de execuções sumárias por membros das forças de segurança,  a invasão de domicílios e a prisão para averiguação de cidadãos pobres perde a  superioridade ética que o distingue do criminoso.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: 18pt; text-indent: 45pt; font-family: georgia;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="line-height: 17pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;"&gt;A &lt;b&gt;AJD&lt;/b&gt; repudia a naturalização da violência  ilegítima como forma de contenção ou extermínio da população indesejada e também  com a abordagem dada aos acontecimentos por parcela dos meios de comunicação de  massa que, por vezes, desconsidera a complexidade do problema social, como  também se mostra distanciada dos valores próprios de uma ordem  legal-constitucional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: 18pt; text-indent: 45pt; font-family: georgia;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="line-height: 17pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;"&gt;O monopólio da força do Estado, através de seu aparato  policial, não pode se degenerar&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;num Estado Policial que  produz repressão sobre parcela da população, estimula a prestação de segurança  privada, regular e irregularmente, e dá margem à constituição de grupos variados  descomprometidos com a vida, que se denominam esquadrões da morte, mãos brancas,  grupos de extermínio, matadores ou milícias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="line-height: 18pt; text-indent: 45pt; font-family: georgia;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="line-height: 17pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;"&gt;Por fim, a &lt;b&gt;AJD&lt;/b&gt; reafirma que só há atuação  legítima do Estado, reserva da razão, quando fiel à Constituição da  República.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-5515354786196304144?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5515354786196304144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5515354786196304144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/12/nota-publica-rj-novembro-de-2010-margem.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-5463419751509865236</id><published>2010-11-23T14:14:00.001-02:00</published><updated>2010-11-23T14:20:45.109-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;MANIFESTO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:georgia;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Associação Juízes para a Democracia – AJD/SC&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:georgia;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/SC-BC&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:georgia;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;6ª Promotoria de Justiça – Balneário Camboriú&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:georgia;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;Balneário Camboriú, SC, 15 de Novembro de 2010.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;(Aniversário da República)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Em relação aos fatos noticiados no jornal DIARINHO, edições de 04 e 09 de novembro de 2010, no sentido de que 17 (dezessete) cidadãos teriam sido mortos na região por Policiais Militares, sobretudo à paisana e/ou fora de serviço, por meio deste, &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;manifestamos séria preocupação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;No Estado Democrático de Direito, via de regra, nenhuma forma de violência é permitida, especialmente por parte dos agentes públicos, salvo quando no estrito cumprimento do dever legal ou em legítima defesa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Por essa razão, atentos, vimos a público &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;exigir profunda apuração&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;dos fatos por parte do Comando da Polícia Militar e da Polícia Civil de Santa Catarina, até mesmo para preservação da legitimidade desses órgãos da segurança pública e confiança junto à população a quem devem proteger.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Associação Juízes para a Democracia – Núcleo Catarinense&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;6ª Promotoria de Justiça (Curadoria dos Direitos Humanos,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Cidadania, Consumidor e Fundações) – Balneário Camboriú&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Comissão de Direitos Humanos da OAB/SC – Balneário Camboriú&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-5463419751509865236?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5463419751509865236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5463419751509865236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/11/manifesto-normal-0-21.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-6100516226595090250</id><published>2010-11-03T10:23:00.001-02:00</published><updated>2010-11-03T10:24:59.667-02:00</updated><title type='text'>Conferências Jurídicas Transdisciplinares Diálogos e Conexões com a Psicanálise, Sociologia, Filosofia e Antropologia.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;        &lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;       &lt;table align="center" border="0" width="688"&gt;         &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;           &lt;td width="124"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Data :&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td width="626"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;11 e 25 de novembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Horário:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;19h&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Local:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Auditório da OAB/SC - Rua Paschoal Apóstolo Pitsica,            4860 - Agronômica - Florianópolis - SC&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Realização: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Comissão de Direito Humanos &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;       &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;      &lt;br /&gt;      &lt;table style="font-family: georgia;" align="center" border="0" width="766"&gt;         &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;           &lt;td width="760"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" width="760"&gt;             &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;               &lt;td&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PROGRAMAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;- 11 DE NOVEMBRO  DE 2010 – QUINTA-FEIRA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Interseções Entre Direitos Humanos, Psicanálise, Psicologia Social,  Antropologia E Arte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Debatedor: Prof. Dr. Alexandre   Morais da Rosa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O direito e a  transdisciplinariedade: conexões (im)possíveis.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;14h00min - &lt;strong&gt;O Teatro dos  Desembargadores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                   Prof. Dr.  Airton Lisle Cerqueira Leite Seelaender&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  15h00min - &lt;strong&gt;Declínio da Lei  Paterna e Nova Ordem Social&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                   Prof. Dr. Oscar  Mario Reymundo&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  16h00min - &lt;strong&gt;Artistas em Tempos  Sombrios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                   Profª. Dra.  Rosângela Miranda Cherem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17h00min - &lt;strong&gt;Direitos Humanos  e Leituras Interdisciplinares&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                    Prof. Dr. José  Bolzan de Morais.&lt;br /&gt;                    Prof. Dr.  Theofilos Rifiotis.&lt;br /&gt;                    Prof. Dr. Fernando Kinoshita&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Painel: &lt;strong&gt;Direito e Arte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;18h30min – &lt;strong&gt;Quando a cidade vira palco? Arte,  relações estéticas e  processos de  subjetivação nos nos intertícios da cidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                    Profª Drª Andrea Vieira Zanella.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;19h30min -  &lt;strong&gt;Sociedade e Arte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                    Profª Drª  Kátia Maheirie.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                &lt;/p&gt;                 &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;- 25 DE NOVEMBRO DE 2010 – QUINTA-FEIRA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;                  Interseções entre direito, psicanálise, filosofia e literatura.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;13h30hmin - &lt;strong&gt;Diálogos e Conexões entre  o Direito, a Psicanálise e a Literatura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                     Profª Drª Jeanine Nicollazi  Phillipi.&lt;br /&gt;                     Prof. Dr.  Delamar José Volpato Dutra.&lt;br /&gt;                    &lt;br /&gt;Exposição: &lt;strong&gt;A Psicanálise e a  Ética do Desejo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                   Prof. Dr. Sergio Scotti.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                 &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;16h00min - &lt;strong&gt;Literatura Jurídica e outras  Leituras do Direito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;br /&gt;                   &lt;strong&gt;As palavras e as Leis: Notas sobre o  Juridiquês&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                   Prof. Msc.  Alexandre Nodari&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;                    Interpretação das Leis, Auto-Compreensão e Projeção da Vida Melhor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                   Prof. Dr. Celso  Braida&lt;br /&gt;                &lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;                    Entre três Soberanias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                   Prof. Dr.  Wladimir Antônio da Costa Garcia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-6100516226595090250?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6100516226595090250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6100516226595090250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/11/conferencias-juridicas.html' title='Conferências Jurídicas Transdisciplinares Diálogos e Conexões com a Psicanálise, Sociologia, Filosofia e Antropologia.'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-3559452084318246382</id><published>2010-10-26T22:04:00.000-02:00</published><updated>2010-10-26T22:12:10.147-02:00</updated><title type='text'>Eleições limpas</title><content type='html'>IOLMAR ALVES BALTAZAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma eleição limpa perpassa pelo crivo democrático de possuir o candidato uma ficha limpa, pelo exercício do voto consciente e pela contrariedade ao abuso do poder econômico, para abranger a ética que deve existir em todo o processo eleitoral. Apesar de a Justiça Eleitoral recomendar aos partidos, coligações e candidatos que não joguem seus panfletos de propaganda eleitoral nas ruas, no domingo do primeiro turno das eleições 2010, cidades amanheceram tomadas por lixo eleitoral, santinhos e placas de propaganda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente em Florianópolis, 10 toneladas de propaganda eleitoral foram jogadas nas ruas e avenidas no entorno das zonas eleitorais. A atitude, lamentável do ponto de vista ambiental, possui a agravante de que grande parte desse material sequer pode ser reaproveitado para fins de reciclagem porque expostos à umidade e à sujeira. Também merece desaprovação o fato de que as propagandas eleitorais que estão sendo veiculadas nos meios de comunicação, em vez de abordar propostas sérias de governo, partem para o ataque pessoal de adversários, com jingles de baixíssimo nível, incitando a violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As supostas agressões físicas a Dilma e Serra são consequências do tom desrespeitoso das propagandas eleitorais. O debate político não pode ser nivelado por baixo, no campo da animosidade. O povo brasileiro, historicamente carente de educação, de paz, com as famílias desestruturadas, precisa de candidatos aptos a dar respostas às crescentes necessidades socioeconômicas e a desempenhar o importante papel de educar para elevar o nível de vida da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Paulo Freire, a educação não é a salvação, mas não há salvação sem ela. Somente com a assunção de responsabilidades ecopedagógicas e com questões éticas é que poderemos enfrentar as dificuldades no desenvolvimento da sociedade. A democracia brasileira está a exigir mais daqueles que aspiram a ser representantes do povo e que, portanto, devem dar bons exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Juiz estadual e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jornal de Santa Catarina de 26/10/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-3559452084318246382?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3559452084318246382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3559452084318246382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/10/eleicoes-limpas.html' title='Eleições limpas'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-6360236844053279016</id><published>2010-10-13T10:41:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T10:43:57.037-03:00</updated><title type='text'>Notícias STF</title><content type='html'>&lt;span style="word-spacing: 0px; font: medium 'Times New Roman'; text-transform: none; color: rgb(0, 0, 0); text-indent: 0px; white-space: normal; letter-spacing: normal; border-collapse: separate;"&gt;&lt;span style="font-size: 11px; color: rgb(56, 82, 96); font-family: tahoma,verdana,arial,sans-serif; text-align: left;"&gt;&lt;div style="padding: 0px; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt; &lt;p style="padding: 10px 0px; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt;&lt;b style="padding: 0px; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt;1ª Turma: Presos há 7 anos e meio sem decisão de primeiro grau no Pará obtêm liberdade&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="padding: 10px 0px; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt;A.P.S.N. e J.B.C.C., presos preventivamente desde março de 2003 acusados pela prática de homicídio qualificado no estado do Pará, tiveram liberdade concedida pela unanimidade dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi feito pela Defensoria Pública da União com base no excesso de prazo, uma vez que eles estariam presos há sete anos e meio, aguardando a instrução do processo.&lt;/p&gt; &lt;p style="padding: 10px 0px; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt;No Habeas Corpus (HC 102668), a Defensoria diz que, levando em conta esse excesso de prazo, entrou com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), sem êxito, e depois, em agosto de 2008, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Até a presente data, informaram os defensores na sustentação oral desta terça-feira (5), o pedido de liminar não foi analisado pelo relator do caso naquela Corte superior.&lt;/p&gt; &lt;p style="padding: 10px 0px; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt;O relator no Supremo, ministro Dias Toffoli, votou pela concessão do pedido sugerindo algumas condições a serem estabelecidas pelo juiz local, tais como comparecimento dos acusados a todos os atos do processo e permanência no distrito da culpa, entre outras. Essa medida é necessária, segundo o ministro Ricardo Lewandowski, para os réus fiquem “sob os olhos da Justiça”.&lt;/p&gt; &lt;p style="padding: 10px 0px; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt;“A situação é mesmo teratológica, excepcionalíssima, e o próprio defensor público observou que estaria aberto, sugerindo a possibilidade de estabelecermos condições”, afirmou Lewandowski, ressaltando que o caso é de “negativa de jurisdição”.&lt;/p&gt; &lt;p style="padding: 10px 0px; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt;Para o ministro Marco Aurélio, “esse habeas corpus está em verdadeiro&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;i style="padding: 0px; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt;stand by&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;no Superior Tribunal de Justiça, saltando aos olhos o excesso de prazo na preventiva”. Ele avaliou que “não há complexidade de processo que justifique tamanha delonga para ter-se a designação do Júri”. Por isso, o ministro também votou no sentido de conceder a ordem para afastar a prisão que, conforme ele, “se diz provisória e já tem contornos, até mesmo, de custódia definitiva, tendo em conta a condenação”.&lt;/p&gt; &lt;p style="padding: 10px 0px; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt;Os ministros observaram que o caso não trata da Súmula nº 691, do STF, tendo em vista que a hipótese não se refere a habeas contra indeferimento de liminar no STJ. Isto porque, aquela Corte ainda não analisou a cautelar requerida. “Não tem liminar, então não tem Súmula 691”, disse a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha.&lt;/p&gt; &lt;p style="padding: 10px 0px; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt;&lt;span style="padding: 0px; font-size: smaller; margin: 0px; vertical-align: top;"&gt;EC/CG&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-6360236844053279016?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6360236844053279016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6360236844053279016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/10/noticias-stf.html' title='Notícias STF'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-5979057821248895593</id><published>2010-09-22T10:26:00.000-03:00</published><updated>2010-09-22T10:28:50.148-03:00</updated><title type='text'>MANIFESTO EM DEFESA DO DIREITO AO VOTO DAS PRESAS E DOS PRESOS PROVISÓRIOS NAS ELEIÇÕES 2010</title><content type='html'>Encarcerados e encarceradas, os sem direitos no Estado de direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              “Costuma-se dizer que ninguém conhece verdadeiramente uma nação até que tenha estado dentro de suas prisões. Uma nação não deve ser julgada pelo modo como trata seus cidadãos mais elevados, mas sim pelo modo como trata seus cidadãos mais baixos”.    NELSON MANDELA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tem seguido na contramão do processo de consolidação do Estado democrático de direito. Para uma crescente população – majoritariamente negra, pobre e jovem – a lei aparece não como garantia de direitos, mas como instrumento de punição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma mais visível de tais violações tem sido através de um crescente processo de extermínio de jovens pobres, principalmente os negros, e do aumento extraordinário dos encarcerados no país. Neste sentido, fortalece-se cada vez mais um sistema penal seletivo (que criminaliza os pobres, negros e excluídos) e punitivista (em lugar de efetivação de direitos e garantias individuais, a punição se torna uma política pública de contenção social). Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) o número de presos no período de 10 anos (2000 a 2010) mais que dobrou: de 220.000 para 470.000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado de São Paulo possui a maior população carcerária do país. Entre 1996 e 2010 houve um aumento de mais de 200% no número total de presos, passando de 52 mil pessoas em 1994, para 167 mil em 2010. Uma das razões principais para o aumento estarrecedor no número de presos tem pouco a ver com o aumento da criminalidade violenta no Estado e mais a ver com a política de criminalização dos mais pobres. Em outras palavras, a política de tolerância zero tem priorizado os crimes contra o patrimônio e o uso de entorpecentes como estratégia seletiva de contenção social. Se por um lado o crime não é uma característica dos pobres, eles são os alvos preferenciais do Estado Penal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2010, o TSE - Tribunal Superior Eleitoral regulamentou a garantia constitucional do direito de votar aos encarcerados provisórios, que são mais de 150 mil pessoas no Brasil, dos quais, um terço estão em São Paulo. Sob a justificativa da falta de segurança nas unidades prisionais, o estado de São Paulo não quer permitir que a maioria dos presos participe da vida política do país. Mesmo nas unidades que terão urnas, o direito ao voto não será garantido a todos por falta de empenho estatal em apresentar plano para efetivação do direito, especialmente no que tange a providência de documentos emitidos pelo próprio Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao não garantir as condições para os (as) cidadãos (ãs) presos (as) usufruírem das suas prerrogativas constitucionais, o Estado atesta a sua incapacidade de gerir o seu sistema prisional fruto da política de ampliação do encarceramento, ao passo que os órgãos do Sistema de Justiça se omitem na efetivação desses direitos. Assume, também, o fracasso do sistema expresso pela superpopulação carcerária, a lentidão no exame dos processos criminais, o acesso restrito à assistência jurídica gratuita e toda forma de violação de direitos humanos dos presos provisórios, condenados e seus familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As condições dos encarcerados no Brasil expõem as fraturas sociais de uma sociedade extremamente desigual no acesso à justiça e aos direitos humanos básicos. Torturas, maus-tratos, superlotação, penas vencidas, presos provisórios em espera permanente... As prisões brasileiras escondem o terror permanente que insiste em se manter entre nós, somente em um Estado de exceção se justificaria a suspensão dos direitos políticos ativos. É neste sentido que o direito de votar é uma conquista para a sociedade brasileira, que o Estado não tem o direito de violar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao reafirmarem o compromisso com a luta pelo Estado democrático de direito, as entidades abaixo signatárias denunciam a negação do direito ao voto como séria violação aos direitos políticos daqueles (as) sob custódia provisória do Estado, e exigem sua solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela efetivação do direito ao voto para a população carcerária, já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Tribunal Popular: O Estado Brasileiro no Banco dos Réus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- AJD - Associação Juízes para a Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- ITTC - Instituto Terra, Trabalho e Cidadania&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Pastoral Carcerária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Movimento Negro Unificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Amparar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Rede Grumin de Mulheres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9- Acat-Ação dos Cristãos Para a Abolição da Tortura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- Cdh –Sapopemba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11- Núcleo de Situação Carcerária - Defensoria Pública do Estado de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12- IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13- Uneafro Brasil (União de Núcleos de Educação Popular Para Negras/os e Classe Trabalhadora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14- Afddfp (Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15- Observatório das Violências Policiais-SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16- Comissão de Dh's do Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17- Apropuc-SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18- Justiça Global&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19-Rede Social de Justiça e Direitos Humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20- Núcleo de Combate a Discriminação, Racismo e Preconceito da Defensoria Pública de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21- Ca Benevides Paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22- Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23- União de Mulheres de São Paulo, Projeto Promotoras Legais Populares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24- Ibase&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25-Instituto Pedra de Raio - Justiça Cidadã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26- Instituto Cepodh - Centro Popular de Direitos Humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27- Abraço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28- Movimento Nacional De Direitos Humanos - Regional São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29- Cedeca Sapopemba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30- Instituto Daniel Comboni&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31- Ciranda Brasil de Informação Independente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32- Compas - Associação de Comunicação Compartilhada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33- Anced- Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34- Cedeca Interlagos - Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Interlagos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35- Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36- Círculo Palmarino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37-Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania / BH-MG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38- Observatório da Clínica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39- Igreja Invisível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40- Escola de Comunicação, Saúde e Arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41- Faculdades Mentais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42- Associação Entreter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43- Cddh de Piracicaba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44-Instituto Paulo Freire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45-Cedeca Paulo Freire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46-Movimento Nacional da População de Rua Mnpr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47- Asbrad-Associação Brasileira de Defesa da Mulher da Infância e da Juventude&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48- Movimento Nacional de Direitos Humanos - Rio Grande do Norte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49- Cdhmp-Centro de Direitos Humanos e Memória Popular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50- Dhnet - Rede de Direitos Humanos e Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51- Associação Pela Reforma Prisional – AAP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52-Movimento Nacional de Luta Pela Moradia/RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;53- Fundação Instituto de Direitos Humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;54- Conselho da Comunidade na Execução Penal na Comarca de Goiânia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;55- Defensoria Pública do Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;56- Núcleo da Infância e Juventude da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;57- Núcleo de Execução Penal da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;58-Núcleo de Prática Penal e de Direitos Humanos do Escritório Modelo da OAB/RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;59- Ouvidoria da Defensoria Pública de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;60- Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Campinas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;61- Centro Santo Dias de Direitos Humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;62- Centro de Direitos Humanos da Baixada Santista "Ir. Maria Dolores"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;63- Acaleo- Ação Cultural Afro Leste Organizada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;64- Conselho Regional de Serviço Social - Cress 9ª Região/SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;65- Conselho Estadual dos Direitos Da Criança e do Adolescente do Maranhão - Cedeca-MA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;66- Pastoral do Menor Regional Nordeste /Maranhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;67- Núcleo de Estudos Sobre Violência e Humanização da Assistência à Saúde-Nevhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;68- Pastoral Carcerária de Sergipe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;69- Conselho da Comunidade Na Execução Penal – Sergipe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;70- Associação de Favelas de São Jose dos Campos – SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;71- Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais - Dhesca Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;72- Universidade Sem Muros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;73- Advogados Sem Fronteiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;74- Associação dos Defensores Públicos do Estado de Roraima – Adper&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;75- Cladem/Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;76- Neda - Núcleo de Estudos de Direito Alternativo da Unesp de Franca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;77-Associação de Educadores da Universidade de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;78- Centro de Articulações de Populações Marginalizadas – Ceap/RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;79- Coletivo Dar - Desentorpecendo a Razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;80- Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;81- Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;82- Associação Atlética Banco do Brasil São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;83- Laboratório de Direitos Humanos, Cidadania e Ética da Universidade Estadual do Ceará- Labvida-Uece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;84- Sindap-Sindicato dos Profissionais da Administração Pública do Município de Itapevi - SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;85- Fened - Federação Nacional dos Estudantes de Direito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;86- Associação Paulista de Defensores Públicos - Apadep&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;87- Defensoria Pública do Estado De São Paulo, Regional de Taubaté&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;88- Grupo de Pesquisa Direito à Memória e à Verdade e Justiça de Transição da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;89- Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal - Cedeca/DF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;90- Projeto Tempo de Resistência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;91- Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro- IFRJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;92- Associação “E Vamos à Luta”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;93- ONG Ambiente e Educação Interativa – Amedi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;94- Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;95- Juventude Libre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;96- Gomes e Uchôa Advogados Associados – Fortaleza-CE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;97- Instituto De Acesso à Justiça - IAJ   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;98- NPC - Núcleo Piratininga de Comunicação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;99- Diretório Central dos Estudantes Livre da USP Alexandre Vannucchi Leme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;100- Espaço Cultural Diálogos do Sul - RJ-Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;101- Associação de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade de Minas Gerais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;102-  Movimento Revolucionário Nacionalista - Círculos Bolivarianos/Morena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;103- Grupo de Pesquisa Constitucionalismo e Democracia da Faculdade de Direito da UFMG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;104- Diretório Acadêmico Mackenzie –Damac&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;105- Instituto Brasileiro de Ciências Criminais Giovanni Falcone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;106- Cedeca-Alagoas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;107- Instituto Henfil de Promoção e Acesso a Educação e a Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;108- Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente – Ilanud&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;109- Movimento pela Consciência Prisional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;110- Cento de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;111- Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;112- Instituto Luiz Gama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;113- Conen/SP - Coordenação Nacional de Entidades Negras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;114- Ordem dos Advogados do Brasil- Seção São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;115- Núcleo de Estudos em Criminologia e Direitos Humanos (NUESC)/UFF&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-5979057821248895593?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5979057821248895593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5979057821248895593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/09/manifesto-em-defesa-do-direito-ao-voto.html' title='MANIFESTO EM DEFESA DO DIREITO AO VOTO DAS PRESAS E DOS PRESOS PROVISÓRIOS NAS ELEIÇÕES 2010'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-2967343599893707123</id><published>2010-06-14T21:08:00.002-03:00</published><updated>2010-06-14T21:21:32.842-03:00</updated><title type='text'>Nota</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Associação dos Juízes para Democracia, núcleo de Santa Catarina, vem&lt;br /&gt;a público repudiar e lamentar a manifestação do diretor do&lt;br /&gt;Departamento de Justiça e Cidadania, Itamar Bonelli, que, segundo&lt;br /&gt;notícia veiculada pela imprensa, considerou “irresponsável” e&lt;br /&gt;classificou como “piada” a decisão da Juíza de Direito Ana Cristina&lt;br /&gt;Borba Alves que decretou a interdição do CER São Lucas.&lt;br /&gt;Em um Estado Democrático de Direito é imperativo o respeito às&lt;br /&gt;instituições democráticas e aos Poderes legitimamente constituídos.&lt;br /&gt;A decisão da juíza Ana Cristina está solidamente fundamentada em&lt;br /&gt;Inspeção Judicial in loco realizada em conjunto com a Corregedoria&lt;br /&gt;Geral da Justiça, em manifestação do Ministério Público e em Relatório&lt;br /&gt;de Inspeção elaborado pela 28ª Subseção da OAB/SC.&lt;br /&gt;Assim, a decisão foi absolutamente necessária, tendo sido tomada a&lt;br /&gt;partir dos flagrantes desrespeitos às normas estabelecidas nos arts.&lt;br /&gt;nos artigos 3º, 5º, 94, seus incisos e parágrafos, 99, 100, 113, 123,&lt;br /&gt;124, seus incisos e parágrafos, 125, do Estatuto da Criança e&lt;br /&gt;Adolescente.&lt;br /&gt;Manifestações como a do Diretor Itamar Bonelli demonstram nitidamente&lt;br /&gt;a necessidade da medida judicial tomada e evidenciam o descaso com que&lt;br /&gt;o Estado de Santa Catarina vem tratando seus cidadãos. Estado este ora&lt;br /&gt;representado pelo Departamento de Justiça e Cidadania e personificado&lt;br /&gt;por seu diretor, que se volta contra adolescentes já suficientemente&lt;br /&gt;estigmatizados pela estampa da miséria educacional e social, com a&lt;br /&gt;marca violenta da fome e abandono, lançando-os em cárceres estatais&lt;br /&gt;violadores dos mais básicos princípios da dignidade humana.&lt;br /&gt;Espera-se que a Secretaria de Justiça e Cidadania tome as medidas&lt;br /&gt;disciplinares necessárias em face da manifestação desrespeitosa e&lt;br /&gt;inoportuna do Diretor Itamar Bonelli. Mas, para além disso, aguarda-se&lt;br /&gt;que o Estado de Santa Catarina observe seu dever institucional de&lt;br /&gt;cumprir a decisão judicial, cujo fim último é o respeito aos direitos&lt;br /&gt;fundamentais do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Alessandro da Silva&lt;br /&gt;Representante Regional&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-2967343599893707123?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2967343599893707123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2967343599893707123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/06/nota.html' title='Nota'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-939689775158446075</id><published>2010-06-12T21:47:00.003-03:00</published><updated>2010-06-12T21:50:41.759-03:00</updated><title type='text'>Trabalho infantil, por Alessandro da Silva*</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Doze de junho é o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. A data  foi instituída pela Organização Internacional do Trabalho e objetiva  despertar nossa sensibilidade para um indecente quadro: no mundo são 250  milhões de crianças e adolescentes que ainda precisam trabalhar para  sobreviver. No Brasil, segundo o IBGE, em 2007, havia 4 milhões de  crianças nessa situação. A sociedade contemporânea convive com o  trabalho infantil desde a Revolução Industrial, no início do Século 19,  época em que era comum o emprego de crianças em jornadas de mais de 12  horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação era tão grave que na Prússia, atual Alemanha, o  primeiro impulso para que se adotassem medidas de proteção social  decorrem do informe do general Von Horn, de 1828, no qual ele alerta que  nas regiões industriais “em consequência do trabalho noturno das  crianças”, já havia dificuldades no recrutamento de jovens sãos e úteis  para o serviço militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso país a Constituição de 1988  proibiu o trabalho para menores de 14 anos, salvo na condição de  aprendiz, a partir de 12 anos. Em 1998 esses limites foram aumentados  para 16 e 14 anos respectivamente. As crianças e adolescentes são  sujeitos plenos de direitos e demandam proteção especial da sociedade e,  em particular, do poder público, com políticas sociais básicas, como  educação, saúde e assistência social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de alguns  progressos, essa mazela insiste em fazer parte do panorama das nossas  cidades, tanto na área rural quanto na urbana, como o menino que vende  panos de prato em cruzamento movimentado de Florianópolis. Ele carrega  uma placa com uma oferta tentadora “7 por R$ 10”, enquanto aguarda o  dia no qual o país que se pretende potência emergente lhe responderá:  “Não, obrigado. Menino, você tem o direito de ser criança!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;!-- --&gt;&lt;!-- * Juiz do Trabalho--&gt;&lt;small class="tipo-a"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;* Juiz do Trabalho e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Fonte: Diário Catarinense de 12/06/2010 (http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2934443.xml&amp;amp;template=3898.dwt&amp;amp;edition=14877&amp;amp;section=1320)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-939689775158446075?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/939689775158446075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/939689775158446075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/06/trabalho-infantil-por-alessandro-da.html' title='Trabalho infantil, por Alessandro da Silva*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-8912257945871840700</id><published>2010-05-26T21:33:00.002-03:00</published><updated>2010-05-26T21:33:59.875-03:00</updated><title type='text'>Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - Fernanda Montenegro</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i2.ytimg.com/vi/9FRxpGvx7Mc/hqdefault.jpg&amp;quot;);" width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9FRxpGvx7Mc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9FRxpGvx7Mc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-8912257945871840700?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8912257945871840700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8912257945871840700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/05/campanha-pela-memoria-e-pela-verdade_8714.html' title='Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - Fernanda Montenegro'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-3343908073243612408</id><published>2010-05-26T21:33:00.001-03:00</published><updated>2010-05-26T21:33:35.554-03:00</updated><title type='text'>Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - Osmar Prado</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i3.ytimg.com/vi/b_lrjkAWAZk/hqdefault.jpg&amp;quot;);" width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/b_lrjkAWAZk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/b_lrjkAWAZk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-3343908073243612408?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3343908073243612408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3343908073243612408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/05/campanha-pela-memoria-e-pela-verdade_2179.html' title='Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - Osmar Prado'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-1034210605412283262</id><published>2010-05-26T21:33:00.000-03:00</published><updated>2010-05-26T21:33:14.190-03:00</updated><title type='text'>Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - José M</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i1.ytimg.com/vi/8iuME1ahNX4/hqdefault.jpg&amp;quot;);" width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8iuME1ahNX4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8iuME1ahNX4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-1034210605412283262?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1034210605412283262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1034210605412283262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/05/campanha-pela-memoria-e-pela-verdade_26.html' title='Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - José M'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-2956233170865009882</id><published>2010-05-26T21:32:00.000-03:00</published><updated>2010-05-26T21:32:41.812-03:00</updated><title type='text'>Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - Mauro Mendonça</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i3.ytimg.com/vi/Bs2dRZgXzd0/hqdefault.jpg&amp;quot;);" width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Bs2dRZgXzd0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Bs2dRZgXzd0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-2956233170865009882?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2956233170865009882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2956233170865009882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/05/campanha-pela-memoria-e-pela-verdade.html' title='Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - Mauro Mendonça'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-5006134888086748380</id><published>2010-05-18T22:02:00.000-03:00</published><updated>2010-05-18T22:04:23.528-03:00</updated><title type='text'>DEMOCRACIA E EXCLUSÃO SOCIAL: BREVES APONTAMENTOS APOIADOS EM FRIEDRICH MÜLLER (1)</title><content type='html'>&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: left;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;b&gt;Fernando  de Castro Faria*&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: right;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="graphic02"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;Em “Que grau de exclusão social  ainda pode ser tolerado por um sistema democrático?”, Friedrich Müller  relata que ““Democracia” é uma das expressões mais indeterminadas e  pergunta: diante de expressões como governo “do” povo, “pelo” povo,  “para”o povo e “em nome” do povo, onde deverá ficar o povo em meio a  tanto governo?"&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote2"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;A  referência ao povo, continua Müller, “é uma forma de legitimação, como  se o s&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;istema  funcionasse com base na soberania popular e na autodeterminação do povo.  Todavia, a teoria tradicional da democracia não deixa claro como a ação  ex officio, o exercício do poder estatal podem ser retrorreferidos “ao  povo” nos seus detalhes”.&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote3"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="font-style: normal; text-decoration: none;"&gt;Acerca&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="font-style: normal;"&gt; da  nova função do direito na era do Estado Democrático de Direito, ensina  Lenio Streck que ele: &lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;“agora  é transformador da realidade. E é exatamente por isso que aumenta  sensivelmente o pólo de tensão em direção da grande invenção  contramajoritária: a jurisdição constitucional, que, no Estado  Democrático de Direito, vai se transformar na garantidora dos direitos  fundamentais-sociais e da própria democracia”.&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote4"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="font-style: normal; text-decoration: none;"&gt;Já  a democracia, segundo Friedrich Müller, é  conceituada como a &lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;“forma  de Estado que a partir de determinados índices-limiares não é  efetivamente eliminada pela exclusão, no sentido técnico, organizacional  das suas formas e dos seus procedimentos. A democracia somente pode  subsistir, isto é, continuar viva, como democratização em ampliação  permanente.”&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote5"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Refere,  por outro lado, que “Democracia não existe, existem, isso sim,  tentativas bastante distintas de institucionalizar “democraticamente”  uma sociedade estatalmente organizada.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;No  tocante ao termo &lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;“exclusão  social”, como ensina Patrícia Helena Massa Arzabe:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="apple_002dstyle_002dspan__Char"&gt;&lt;span class="apple_002dstyle_002dspan__Char"&gt;Surgiu na década de 60, mas a  partir da crise dos anos 80 passou a ser intensamente utilizado,  integrando discursos oficiais para designar as novas feições da pobreza  nos últimos anos. A expressão, por ser relativamente recente, está longe  de ser unívoca, mas está sempre relacionada às concepções de cidadania e  integração social. Normalmente é empregado para designar a forma de  alijamento dos frutos da riqueza de uma sociedade e do desenvolvimento  econômico ou o processo de distanciamento do âmbito dos direitos, em  especial dos direitos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote6"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Bem  se sabe que não  é tarefa simples a diminuição da desigualdade social,  mormente quando se percebe a dominação da economia sobre diversos  setores sociais, inclusive no âmbito do Direito. As prioridades têm &lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;sido a redução do “custo Brasil”, a  “maximização do lucro”, a “eficiência”, o cumprimento de “metas de  produtividade”, tudo em flagrante detrimento do compromisso com a  concretização dos Direitos Fundamentais e Sociais, na linha do exposto  por Morais da Rosa&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote7"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;7&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Já  em termos políticos, refere Friedrich Müller que:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Todos  devem ter direitos iguais – do contrário a alternância de maioria e  minoria não  é mais um mecanismo real. Minorias não devem funcionar como  bonecos de papel que de qualquer modo serão novament&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;e vencidos pelo voto; em uma  sociedade dividida de forma pluralista, elas devem ter uma chance  comprovável de se converterem em maiorias. Isso pressupõe que o povo na  sua totalidade possa participar efetivamente do processo político.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Eis  um dos principais &lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;aspectos  da exclusão social: a não participação política do povo quando da  tomada de decisões. Votar a cada dois anos significa pouco,  principalmente quando nem se sabe em que projeto político (que via de  regra é sinônimo de simples interesse na conquista/permanência do/no  poder) se está votando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Vale  lembrar que a cidadania, segundo o senso comum, tem sido entendida,  apenas, como o direito de votar e ser votado. Bem se sabe, todavia, que a  cidadania vai muito além deste aspecto meramente representativo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Ma&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;s como adverte Müller, as pessoas  “estão por demais ocupadas com a sobrevivência no dia-a-dia para que se  possam engajar politicamente no sentido mencionado ou exercer, com  razoáveis chances de êxito, influência nas organizações políticas  estabelecidas.”&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote8"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;8&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Entretanto,  Müller reconhece que “uma democracia se legitima a partir do modo pelo  qual ela trata as pessoas que vivem no seu território – não importa se  elas são cidadãs ou titulares de direitos eleitorais ou não”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Fica  evidenciado, portanto, que, apesar&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt; das dificuldades de participação  do povo na tomada de decisões (não apenas no aspecto meramente  representativo), não resta outro caminho, se se pretende falar em  democracia, que não seja pela reconstrução da cidadania e pela inclusão  social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;É  como asseve&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;ra Müller: A  democracia avançada não é, portanto, apenas um status activus  democrático; não é mais um mero dispositivo de técnica jurídica para  definir como textos  de normas são postos em vigor (como “leis são  promulgadas”). Ela é, agora, sobretudo um nível de exigências aquém do  qual não se pode ficar, se ainda quisermos falar de uma forma de  democracia (...).&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote9"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;9&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Em  suma, segundo o autor, é o tratamento dado a cada um dos membros do  povo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt; Acrescenta que: O  enfraquecimento da auto-estima, a falta de “reconhecimento”, conduz à  paralisia das pessoas afetadas enquanto seres políticos (...) e que a  injustiça econômica, social e política se vêem acrescida da jurídica:  excluídos, indefesos, pobres, marginais tipicamente não podem mais  contar com a proteção jurídica, são por assim dizer liberados para a  caça.&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote10"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;10&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Mas  que grau de exclusão social ainda pode ser tolerado por um sistema  democrático? &lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;Segundo  Müller, o Estado Constitucional oferece dois parâmetros:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Primeiro  limite: a maioria absoluta a partir de 50% (do pov&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;o ativo ou de todos os habitantes).  O princípio da maioria se reveste de central importância. Se a maioria  está perdida para a democracia, a própria democracia está perdida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Segundo  limite: maioria que altera a Constituição (2/3 – Alemanha e EUA e 3/5  –  Br&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;asil e França).  No Brasil e na França se exige “menos” democracia para alterar a  Constituição – 60% contra 66,67% dos EUA e Alemanha.&lt;/span&gt; &lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote11"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;11&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Para  o autor, deve-se analisar o número de não votantes (abstenções, brancos  e nulos) acrescido do índice de pobreza (ex&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;cluídos). Se o resultado for  superior ao que preceitua a Constituição para a sua alteração, significa  que “o sistema democrático perde seu status de legitimação em termos de  conteúdo, e então ocorre uma fatal alteração da Constituição.”&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote12"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;12&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;O  autor cita exemp&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;los:  na Europa a soma fica abaixo do limite para alteração da Constituição,  mas no Brasil e EUA fica acima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Müller  faz ainda algumas propostas para o Brasil, tendentes a minimizar a  exclusão social, dentre as quais destaco: a reforma agrária, a  diminuição &lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;da carga  tributária para os pobres, os investimentos em educação e formação  profissionalizante, sanções eleitorais aos partidos e candidatos e não  ao eleitor que não vota, levar a CRFB/88 ao pé da letra (cita os artigos  5º, 231 e 232) e o combate à impunidade.&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote13"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;sup&gt;13&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Podemos  concluir, portanto, que, sendo verdadeira a assertiva de que o Brasil é  um dos países em que a desigualdade social se manifesta de forma mais  incisiva, também  é verdade que a minimização de tal problema só se  dará  quando houver vontade políti&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;ca para se cumprir os direitos  fundamentais e sociais. Tais direitos, aliás, não podem ser tratados  apenas como uma faculdade do administrador público de cumpri-los ou não.  Trata-se de verdadeiro comando constitucional!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;Mas  para que o administrador público&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt; “entenda” que o comando  constitucional, tanto no que se refere aos direitos fundamentais quanto  aos direitos sociais, deve ser cumprido, é preciso que haja participação  popular na cobrança de tais direitos, quer pelo voto, quer pela  participação no orçamento ou pela fiscalização da coisa pública e  participação na tomada de decisões, respeitado, por certo, o que está no  âmbito da discricionariedade do agente público.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;A  fase de positivação de tais direitos no plano constitucional já passou,  sendo flagrante r&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char"&gt;etrocesso,  de acordo com a nova doutrina constitucional, falar-se em normas de  conteúdo meramente  “programático” ou de “boas intenções”. Não, isso já  está superado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="font-style: normal; text-decoration: none;"&gt;Por fim, como já advertia Müller, em 1999,  quando de sua conferência na Faculdade de Direi&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="font-style: normal;"&gt;to da  UFRGS:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="font-style: normal; text-decoration: none;"&gt;Os juristas com mandato e competência para tal  fim estão aqui objetivamente no papel de uma vanguarda social e deveriam  assumir esse papel corajosamente; tanto mais, quando justamente no  Brasil os juristas, especialmente os advogados exerceram&lt;/span&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="font-style: normal;"&gt; desde o  séc. XIX uma influência progressista. Eles são simultaneamente  precursores de uma consciência pública mais ampla da força vinculante da  Constituição e das leis; situados em posição de destaque, cabe-lhes a  tarefa de atuar no sentido de uma melhor comunicação na ciência, na  práxis e na política jurídica, em nível nacional e também além das  fronteiras do país.&lt;/span&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/Doc?docid=0AW2TT_LOvYa-ZGdmYzhiMmNfMTBmc2c5Z2JnOA&amp;amp;hl=pt_BR#footnote14"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="dash00c2ncora_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char" style="font-style: normal;"&gt;&lt;sup&gt;14&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpo_0020do_0020texto"  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Corpo_0020do_0020texto__Char" style="text-decoration: none;"&gt;O  compromisso, portanto, é  com a concretização de direitos, ainda que  pela via judicial. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  O presente estudo, ora em resumo, é  fruto do seminário “Direitos sociais como direitos exigíveis”  apresentado na disciplina “Efetividade dos Direitos Fundamentais”, do  curso de Mestrado da Univali, sendo professor da disciplina o Doutor  Marcos Leite Garcia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;MÜLLER, Friedrich. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Que grau de exclusão social ainda  pode ser tolerado por um sistema democrático?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Tradução de  Peter Naumann. Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal  da Cultura, 2000. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: left;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;MÜLLER, Friedrich. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Que grau de exclusão... &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;p.  567.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;4&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;STRECK, Lenio Luiz. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Verdade e Consenso: Constituição,  Hermenêutica e Teorias Discursivas. Da possibilidade à necessidade de  respostas corretas em direito&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. 3. ed. rev. amp. e com  posfácio. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2009. 594p.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: left;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;5&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;MÜLLER, Friedrich. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Que grau de exclusão... &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;p.  569.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal_0020_0028Web_0029" dir="ltr"  style="text-align: justify;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;6&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Normal_0020_0028Web_0029__Char"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="Normal_0020_0028Web_0029__Char"&gt;ARZABE, Patrícia Helena Massa.  Pobreza, Exclusão Social e Direitos Humanos: o papel do Estado. &lt;span class="Normal_0020_0028Web_0029__Char"&gt;&lt;b&gt;Buscalegis&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;.  Disponível em &lt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/viewFile/25758/25321"&gt;&lt;span class="Link_0020da_0020Internet__Char"&gt;&lt;span class="Link_0020da_0020Internet__Char"&gt;&lt;u&gt;http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/viewFile/25758/25321&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Normal_0020_0028Web_0029__Char"&gt; &gt;. Acesso em: 24 abr. 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: left;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;7&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;ROSA, Alexandre Morais da; LINHARES,  José Manuel Aroso. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Diálogos com  a LAW &amp;amp; ECONOMICS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris,  2009. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: left;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;8&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;MÜLLER, Friedrich. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Que grau de exclusão... &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;p.  568.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: left;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;9&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;MÜLLER, Friedrich. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Que grau de exclusão... &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;p.  571.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: left;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote10"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;10&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;MÜLLER, Friedrich. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Que grau de exclusão... &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;p.  572/573.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: left;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote11"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  MÜLLER, Friedrich. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Que grau de exclusão... &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;p.  589/590. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: left;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote12"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;12&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  MÜLLER, Friedrich. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Que grau de exclusão... &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;p.  591/592.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: left;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote13"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;13&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  MÜLLER, Friedrich. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Que grau de exclusão... &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;p.  592/593.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="footnote_0020text" dir="ltr"  style="text-align: left;font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="footnote14"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;&lt;span class="Caracteres_0020de_0020nota_0020de_0020rodap_00e9__Char"&gt;14&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;  MÜLLER, Friedrich. &lt;span class="footnote_0020text__Char"&gt;&lt;b&gt;Que grau de exclusão... &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;p.  593.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="P8"&gt;* Mestrando em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí  e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-5006134888086748380?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5006134888086748380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5006134888086748380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/05/democracia-e-exclusao-social-breves.html' title='DEMOCRACIA E EXCLUSÃO SOCIAL: BREVES APONTAMENTOS APOIADOS EM FRIEDRICH MÜLLER (1)'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-5870158037477186354</id><published>2010-05-04T21:49:00.001-03:00</published><updated>2010-05-04T21:52:26.555-03:00</updated><title type='text'>Não é esquecendo as atrocidades que deixaremos de repeti-las</title><content type='html'>&lt;p class="autor"&gt;Marcelo Semer&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;A ministra Carmen Lúcia resumiu de forma curiosa seu voto pela  improcedência da ação que buscava firmar os limites da anistia: “Não  vejo como reinterpretar uma lei, trinta e um anos depois”. No ano  passado, todavia, o próprio STF em expressiva maioria, havia feito, em  dimensão muito superior, o mesmo com a Lei de Imprensa. Entendeu-a  totalmente contrária à Constituição, não trinta, mas quase quarenta anos  depois de sua edição.    &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os dois pesos e duas medidas são representativos do ativismo  seletivo que toma conta do STF. Em certas questões, a Suprema Corte não  se constrange em fazer papel de legislador –como quando decide que, a  despeito da vontade expressa do constituinte que não a previu, a  fidelidade partidária estaria escrita nas entrelinhas da lei. Em outros  momentos, nega jurisdição. Como afirmou Eros Grau: a tarefa de rever a  lei da anistia é do Legislativo, não do Judiciário. Mas a tarefa de  interpretar a lei é, e sempre será, do Judiciário.    &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O que a ADPF da OAB pretendeu não era anular a lei da anistia (a  OAB de hoje contra a OAB de ontem, acusou Eros Grau): tratava-se de  firmar a interpretação de que as torturas praticadas pelos agentes da  repressão, emanadas pelo Estado, não eram crimes conexos aos políticos  e, por conseguinte, não estão abrangidas pela anistia. Entender o  contrário, significaria legitimar uma auto-anistia do estado torturador  –que viola os mais comezinhos princípios do direito internacional dos  direitos humanos.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O ministro Celso de Mello ressaltou que sendo nossa anistia não  teria esse vício, pois fora fruto de um acordo. Mas em quê condições,  foi este acordo efetuado? Em um país ainda sob o jugo do regime militar e  sem eleições livres –ou seja, ainda sem democracia e sem liberdade.    &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Paciência, diria Ellen Gracie, pois não se faz uma transição  pacífica entre um regime autoritário e uma democracia plena sem a  existência de concessões recíprocas. “A anistia foi o preço que a  sociedade pagou para acelerar o processo de redemocratização”, estampou  em seu voto.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pagamos o preço, então, por duas vezes: a primeira por ficar  vinte anos sem democracia; a segunda, para esquecer os crimes de quem  nos oprimiu sob pena de não voltarmos à democracia. Difícil crer que  analisando uma situação similar a esta, em outro contexto, a ministra  não reconhecesse alguma forma de extorsão.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O ministro Marco Aurélio que pretendeu por um fim à discussão  antes mesmo de começá-la, supostamente por ausência de qualquer dúvida  de interpretação, afastou o caráter nocivo do perdão aos torturadores  com uma afronta a memória das vítimas: a anistia é ato de amor e paixão.     &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É possível olhar para frente, sem conhecer o passado?    &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para Gilmar Mendes, é a amplitude do esquecimento que contribui  para o passo adiante no caminho da democracia. Mas ao esquecermos do  período negro, estaremos aprendendo a não cometer os mesmos erros? Os  povos que foram vítimas de genocídio, judeus, armênios entre tantos  outros, buscam por todos os mecanismos manter viva a memória de seus  períodos negros. É a lembrança das atrocidades que nos provoca repulsa,  não o esquecimento.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O mito da cordialidade veio novamente à tona, com o presidente  da Corte, Cezar Peluso: se é verdade que cada povo resolve seus  problemas de acordo com sua cultura, “o Brasil fez uma opção pelo  caminho da concórdia”. Nós repudiamos a tortura, mas optamos, pela  cordialidade, em não puni-la.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O voto de Enrique Lewandoswki acolhia ao menos parcialmente as  razões do pedido, por entender que a abrangência da anistia aos agentes  do Estado não era automática e devia ser apreciada por cada juiz no caso  concreto.    &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas foi o vice-presidente Ayres Brito quem melhor resumiu o  sentido do julgamento, entendendo o que estava em discussão naquele  momento: Perdão coletivo é falta de memória e de vergonha.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eros Grau defendeu-se com uma crítica enviesadamente  progressista: reinterpretar a lei da anistia é esvaziar a luta pela  redemocratização: “Reduzir a nada essa luta, é tripudiar sobre os que,  com desassombro e coragem, lutaram pela anistia”.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, findo o julgamento, é questão de se perguntar: quem  tripudiou sobre aqueles que com desassombro e coragem lutaram pela  redemocratização? Quem exercita com o chapéu alheio nosso lado cordial,  admite o silêncio como preço pela liberdade de hoje, alimenta o  esquecimento como única forma de dar um passo adiante?   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fechando os olhos aos abusos de ontem, como se justificássemos  os de hoje, sob o pretexto do esquecimento, do amor e da paixão, do mal  necessário (que, enfim, supõe-se, muitos no fundo acreditem, seja contra  subversivos seja contra criminosos), o Estado ensina a seus agentes que  cordial mesmo é o povo que apanha, não reclama e depois esquece. Paga o  seu preço&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:12.5pt;color:black;"   &gt;&lt;br /&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:12.5pt;color:black;"   &gt;     &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:12.5pt;color:black;"   &gt;     &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:large;"  &gt;Fonte:http://blog-sem-juizo.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-5870158037477186354?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5870158037477186354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5870158037477186354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/05/nao-e-esquecendo-as-atrocidades-que.html' title='Não é esquecendo as atrocidades que deixaremos de repeti-las'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-5963480761546957870</id><published>2010-04-19T14:13:00.001-03:00</published><updated>2010-04-19T14:15:02.729-03:00</updated><title type='text'>É cansativo, por João Marcos Buch*</title><content type='html'>&lt;div&gt; &lt;div&gt;  &lt;div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;Outra vez, mais uma vez, novamente, cai sobre o povo brasileiro a  notícia de  uma violência bárbara, terrível, horrível, desta vez retratada em seis  assassinatos de jovens rapazes no interior de Goiás. Acusações de um  lado,  responsabilizações de outro, permeado da indignação, choro e desespero  dos  parentes dos jovens vitimados e também outra vez, mais uma vez,  novamente, não  faltam afirmações de que as penas são brandas, que a Justiça é leniente,  que  lugar de bandido é na cadeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar lançar um olhar um pouco  mais claro,  quiçá científico, com consciência de nossas idiossincrasias e empirismos  sobre o  fenômeno da violência, num momento em que a paranoia coletiva é  alimentada por  meios de comunicação descompromissados com a ética, acaba sendo  cansativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cansativo presenciar formadores de opinião vomitando   palavras de sangue, batendo nas mesas e clamando por endurecimento das  leis,  numa pseudojustificativa de segurança. Junto deles, comentaristas, até  os  econômicos, em jornais matinais e noturnos informam as últimas soluções  para a  criminalidade e celebridades apontam as pílulas milagrosas para a ordem  no caos,  tudo sob a ótica de graves punições, às vezes mais bárbaras, se é que é  possível, que o próprio hediondo ato provocador de toda histeria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É   cansativo observar que situações pontuais não retratam em absoluto a  grande  maioria das situações de violência urbana que flagela a população e não  podem  ser comparadas ao furto de uma barra de chocolate num supermercado, à  venda de  uma pedra de crack no Centro da cidade, ao roubo de um relógio de um  motorista  no semáforo da esquina. É cansativo repetir outra vez que a violência  urbana não  se resolve com a violência do cárcere. Que o encarceramento em massa é  exatamente o atestado de falência do Estado de bem-estar social. Que no  Brasil  encarceram-se especialmente pobres, migrantes e negros, o que se  constata com  uma breve visita a qualquer prisão do País. Que para além de medidas  segregatórias, são necessárias políticas públicas sérias de educação,  saneamento, habitação, emprego e saúde e que, sem isto, prender por  prender é  justamente insuflar o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cansativo alertar que tomar casos  isolados  para flexibilizar princípios fundamentais de proteção e respeito aos  direitos  humanos é afrontar o Estado de direito, romper com o sistema do direito  penal,  transformando questões sociais em questões de polícia e adentrando no  movediço e  perigoso terreno da tirania e absolutismo. É cansativo refletir que em  algumas  situações a presença do Estado talvez tenha que acontecer antes de tudo  no campo  do direito à saúde, incluindo a mental, pois nos meandros penais as  perícias  psiquiátricas muitas vezes, de forma curiosa, apesar de indicarem  psicoses ou  dependências graves em psicotrópicos, concluem pela responsabilidade  plena dos  doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cansativo lembrar que a prerrogativa irrenunciável da  jurisdição implica que o juiz atue com independência e liberdade de  convencimento, dele exigindo-se apenas a motivação de suas decisões. É  cansativo  presenciar que a dor das famílias dos jovens ceifados da vida só serve  para  muitos pregarem ódio e rancor, sem preocupações com o amparo de que elas   necessitam, após perdas tão grandes e irreparáveis. É cansativo, tão  cansativo  quanto o eterno recomeço de Sísifo. Diferente dele, porém, este cansaço  acaba em  indignação, a indignação em força e a força em esperança de que ainda há   solução. Solução racional, lúcida, principalmente pacífica.&lt;/p&gt;&lt;small&gt;*Juiz  de direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de  Joinville/SC e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jornal A Notícia de 15/04/2010&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-5963480761546957870?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5963480761546957870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5963480761546957870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/04/e-cansativo-por-joao-marcos-buch.html' title='É cansativo, por João Marcos Buch*'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-8587211420249977194</id><published>2010-04-12T20:48:00.000-03:00</published><updated>2010-04-12T20:53:35.680-03:00</updated><title type='text'>Resolução do CNJ "transforma o juiz em soldado"</title><content type='html'>Do juiz Marcelo Semer, ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia, sobre a Resolução nº 106/210, do Conselho Nacional de Justiça, que adota critérios objetivos para promoção de magistrados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resolução do CNJ é um despautério. Eles criam normas como se fossem legisladores, sem qualquer pudor. E, se a idéia de tornar objetivo o merecimento fosse para evitar o subjetivismo da promoção é certamente um tiro n'água. Mas o mais grave é a supressão da independência. Um gravíssimo erro conceitual que, se aceito, transforma o juiz em soldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a resolução do CNJ, mede-se a qualidade de sentença pelo respeito à jurisprudência dos tribunais superiores. Será mérito do juiz seu “alinhamento” com as metas administrativas do Judiciário e a “adequação” ao código de ética criado pelo próprio órgão. E o que o Conselho vesgamente chamou de princípio de “disciplina judiciária” se sobrepõe à independência do juiz –que, no máximo, poderá “ressalvar seu entendimento” se contrário à jurisprudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma inequívoca tentativa de hierarquizar o Judiciário e tratar o magistrado como um funcionário que deve obediência, um retrocesso sem proporção, compatível, apenas, com as críticas que o ministro Gilmar Mendes vinha fazendo, durante toda sua gestão, à independência judicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lamentável que os demais membros do Conselho, que tem por função constitucional zelar pela autonomia do Judiciário e o cumprimento das normas do Estatuto da Magistratura, tenham aceitado descaracterizar desta forma a noção de jurisdição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://blogdofred.folha.blog.uol.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-8587211420249977194?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8587211420249977194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8587211420249977194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/04/resolucao-do-cnj-transforma-o-juiz-em.html' title='Resolução do CNJ &quot;transforma o juiz em soldado&quot;'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-6824877704820928384</id><published>2010-03-31T13:35:00.003-03:00</published><updated>2010-03-31T22:19:58.703-03:00</updated><title type='text'>CASO NARDONI: A ESPETACULARIZAÇÃO DO MEDO</title><content type='html'>Rosivaldo Toscano Jr.*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhei o caso da menina Nardoni praticamente à força. Não que eu seja insensível ao ocorrido. Trata-se de uma morte trágica de uma criança que bem poderia ser uma parente ou uma vizinha, um drama familiar envolvendo duas famílias opostas por um divórcio. Talvez essa identificação da criança como um alguém próximo explique a comoção que foi causada por esse crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, é abjeta a espetacularização produzida pelos meios de comunicação em massa, em especial as redes de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo que logo que começou a cobertura, uma multidão de mais de cem pessoas ficou durante praticamente um mês à frente da casa dos pais de Alexandre Nardoni, ostentando faixas, cartazes e gritando palavras de ordem. Tumulto geral não somente para os familiares como para toda a vizinhança, ambas se tornando vítimas colaterais desse insuflamento das massas. Via-se num desses cartazes os seguintes dizeres “Isabella, eu te amo”. O repórter foi entrevistar o novo-famoso, um catador de lixo que tinha atravessado toda a cidade para lá estar - obivamente um ponto destacado pelo repórter -, e ele disse que não conhecia a criança, mas estava indignado com o que aqueles monstros tinham feito com ela. E exigiu: “queremos justiça”, leia-se queremos vingança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos a era da comunicação em massa. Fatos ocorridos em outra parte do planeta nos são vendidos como se próximos fossem. Há cerca de um mês enviei um email reclamando da postura do site de um determinado jornal local (Diário de Natal) que colocava manchetes sem especificar a cidade. Quando você abria a página, verificava que se tratava de algo ocorrido no eixo Rio-São Paulo, que nada tinha a ver com o dia-a-dia local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos uma realidade mediada. A comunicação primária (de pessoa para pessoa) e a secundária (jornais, impressos em geral) foram suplantados pela comunicação terciária (rádio e TV). Eles penetram em nossa casa com informações massivas, digeridas com apelos para condicionar e persuadir, transmitir as sensações necessárias para atingir o público e fazer com que o mesmo, reforçado pelo medo, o mais importante conteúdo para manter a atenção, dê a audiência almejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a morte vende. Atinge nosso instinto mais básico, que é o de auto-proteção. Como há um processo de identificação da vítima como alguém próximo, surge um sentimento irracional de medo, cuja intensidade varia de pessoa para pessoa, pelos seus condicionantes pessoais (personalidade, história de vida, etc.). Portanto, para os meios de comunicação em massa, quanto mais trágica e aberrante a notícia, melhor. Não vejo solução nisso senão nossa percepção desse padrão de produção de notícia, não nos deixarmos sofrer, influenciados, e nem repassar esse medo a quem nos é próximo. E falo em produção e não reprodução de notícias, porque o que se transmite não é a realidade, mas sim a filtragem que o repórter, outros jornalistas e até mesmo o editor do veículo fazem antes de publicá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao caso, como juiz criminal, muitas pessoas próximas me procuraram, curiosas, para saber minha opinião. "Culpados ou inocentes?" Ao que respondi: "Só sei do caso o que os veículos de comunicação produziram. E desconheço isenção nessa produção de notícias. Por isso não posso emitir uma opinião sem ser leviano. Mas asseguro que o Júri será um simulacro de contraditório e plenitude de defesa. Eles já foram julgados, e condenados, pela mídia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Juiz de Direito em Natal/RN e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://rosivaldotoscano.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-6824877704820928384?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6824877704820928384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6824877704820928384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/03/caso-nardoni-espetacularizacao-do-medo.html' title='CASO NARDONI: A ESPETACULARIZAÇÃO DO MEDO'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-6222481070149243997</id><published>2010-02-10T22:03:00.000-02:00</published><updated>2010-02-10T22:04:11.429-02:00</updated><title type='text'>ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA. NOTA.</title><content type='html'>O Núcleo Catarinense da Associação Juízes para a Democracia, entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem dentre suas finalidades o respeito absoluto e incondicional aos valores jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito, vem a público manifestar-se acerca das condições do sistema prisional no Estado de Santa Catarina.&lt;br /&gt;A segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, conforme estabelece o art. 144 da Constituição Federal. Em um Estado que se pretende Democrático de Direito os agentes públicos devem cumprir as leis e a Constituição, obrigação que impede o exercício arbitrário e ilegal do poder e constitui uma garantia para as liberdades individuais e coletivas.&lt;br /&gt;Entretanto, são numerosos e persistentes os exemplos de que as instituições públicas catarinenses não têm levado totalmente a efeito esta incumbência.&lt;br /&gt;Observa-se que a segurança pública tem sido tratada como caso de mera repressão e aplicação da lei penal, com o aumento expressivo do número de presos, sem redução dos índices criminalidade. Por outro lado, não há investimento em prevenção e ressocialização e ignoram-se as causas econômico-sociais da criminalidade urbana, como o deficit educacional, o desemprego e o aumento no consumo de drogas.&lt;br /&gt;A esse contexto, parcela do Poder Judiciário também tem contribuição relevante, ao manter e determinar prisões provisórias de caráter punitivo antecipatório, com base num direito penal simbólico, repressivo, estigmatizante e reprodutor de violência.&lt;br /&gt;O resultado dessa equivocada política é a superlotação das penitenciárias, presídios e cadeias públicas, onde além da falta de condições sanitárias mínimas são corriqueiras as denúncias de tortura e maus tratos, ou seja, de desrespeito à dignidade humana. Numa flagrante contradição, pessoas acusadas de infringir a lei são encarceradas em locais onde o Estado cotidianamente a infringe.&lt;br /&gt;Se o Estado não cumpre as regras que ele próprio estabelece, que legitimidade terá para exigir esse cumprimento por parte dos indivíduos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-6222481070149243997?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6222481070149243997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6222481070149243997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/02/associacao-juizes-para-democracia-nota.html' title='ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA. NOTA.'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-8949091397958413183</id><published>2010-01-13T22:05:00.000-02:00</published><updated>2010-01-13T22:06:38.566-02:00</updated><title type='text'>Etanóis Neles...</title><content type='html'>Jorge Luiz Souto Maior(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, a Cosan – o maior grupo sucroalcooleiro do Brasil, que incorpora as marcas Da Barra, Esso, Mobil e União – foi incluída na lista suja do Ministério do Trabalho pela utilização de trabalho em condições análogas de escravo em sua rede de produção. Em fiscalização ocorrida em 2007, 42 trabalhadores foram encontrados em condições semelhantes a de escravos na usina Junqueira, em Igarapava, extremo norte de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A defesa da Cosan pautou-se pelo típico argumento que advém da perversidade da terceirização. A Cosan alegou que quem era a responsável por aqueles trabalhadores era a “empresa” José Luiz Bispo Colheita - ME, que prestava serviços na usina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para passar por vítima, apresentando-se para a sociedade como arauto da legalidade e do respeito aos direitos sociais, afirmou que assim que tomou conhecimento da situação tratou de excluir a “empresa” José Luiz Bispo Colheita – ME da sua lista de fornecedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse, ainda, que não houve trabalho em condições análogas a de escravos, mas apenas “más condições nas instalações físicas”, argumento, aliás, que foi acatado pelo Judiciário trabalhista, para excluir a COSAN da lista suja. Na decisão judicial foi dito que "não há a inequívoca conclusão de que havia a redução dos trabalhadores à condição de escravos", pois não existem elementos que atestem que os trabalhadores tiveram restringidos o direito de ir e vir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na linha de acertar as coisas, o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, reforçou o argumento, vindo a público para dizer que a inclusão da Cosan na lista do Ministério do Trabalho foi um exagero e um erro: "Na minha visão, houve um exagero. E, além de exagero, houve um erro. A Cosan teve um problema há três anos, através de uma empresa terceirizada, de uma fornecedora, e a Cosan tem centenas de fornecedoras" – disse o ministro numa coletiva de imprensa sobre a balança comercial do setor agrícola. E, acrescentou: "A Cosan, na época, imediatamente resolveu o problema, assumiu, embora o problema não fosse dela, e regularizou".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio faz lembrar a trama de um dos filmes do cineasta francês, René Clair, A Nós a Liberdade, em que toda origem espúria da acumulação do capital é esquecida quando a atividade empresarial, que dela decorre, torna-se produtivamente eficaz e lucrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o que se extrai das manifestações do Judiciário e do Executivo é que não vale a pena pôr em risco uma atividade empresarial lucrativa, como a da COSAN, e, sobretudo, o projeto do Etanol no Brasil, por causa do desrespeito à condição humana de 42 trabalhadores. Como se diz na gíria: “é nóis!”. Ou, na linguagem caipira: “Eta, nóis!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, de tudo o que restou foi a certeza de que todo o mal foi promovido, unicamente, pela “empresa” terceirizada, denominada, no caso, “fornecedora”. E, ampliando-se a lógica da perversão da realidade é até provável que se venha a dizer que os verdadeiros culpados pela situação foram os próprios trabalhadores que aceitaram trabalhar nas condições que lhe foram oferecidas. Se não tivessem aceitado, nenhum problema teria ocorrido... Aliás, o maior atrevimento dessas pessoas foi o de terem nascido. Agora, que se virem com o álcool!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, vistos os fatos sem as máscaras da perversidade, fácil verificar o quanto a terceirização contribuiu para a ocorrência da agressão aos direitos humanos e, pior, para gerar impunidade aos seus reais responsáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceirização cria o fetiche de que a exploração do trabalho alheio não se insere no contexto de atividade do “tomador de serviço”. É como se o capitalismo, para se desenvolver, não mais precisasse da exploração do trabalho humano. A exploração se desloca do capital para o nível dos descapitalizados, que se exploram mutuamente, principalmente quando as empresas de prestação de serviços não são nada mais do que a transformação aparente do “capataz” em “empresário”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, não se pode deixar obscurecido o fato de que o capital é quem explora o trabalho e o capitalista, no caso, não é, por certo, a “empresa” José Luiz Bispo Colheita – ME. É mais que evidente que um José Luiz Bispo Colheita - ME não é detentor de capital suficiente para possuir 42 empregados e mais ainda para mantê-los em regime de escravidão moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse a evidência estampada no próprio nome, é possível comprovar o fato mediante simples pesquisa no “Google”. Ver-se-á, então, que a dita “empresa”, no resultado da pesquisa, 392 vezes em notícias relacionadas à Cosan e em uma na condição de parte, no pólo passivo, de uma reclamação trabalhista (Processo n. 587-2008-158-15-00-6, com trâmite na Vara do Trabalho Itinerante de Igarapava/SP), já em fase de execução. Consta que para adimplir seu crédito, o reclamante só conseguiu penhorar o seguinte bem do Sr. José Luiz Bispo: “01 (um) aparelho de som, com 2 caixas de som, marca Phillips, modelo FWM57, digital amplifier, MPS, Mini Hi-Fi System. Equipamento semi-novo. Funcionando”; avaliado em R$ 850,00, em 21 de julho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode, então, o Sr. José Luiz Bispo ser tratado como um “capitalista malvado, explorador de trabalhadores”? Ora, não é preciso ser Sherlock Homes para saber que o Sr. José Luiz Bispo, não sendo capitalista, foi tão explorado pela Cosan quanto os demais 42 trabalhadores. Ademais, tinha a Cosan amplas condições de saber que a precariedade da condição econômica do Sr. José Luiz Bispo geraria o completo descaso com os cuidados com as “instalações físicas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, nada disso deve ser dito às claras porque para os efeitos da realidade pervertida o que vale é a formalidade traduzida pelo fenômeno da terceirização, que, na situação em concreto, se pôs a serviço do projeto nacional do Etanol e do interesse dos acionistas da Cosan. Dentro desse contexto, não houve exploração do capital sobre o trabalho e o escravagista (se é que uma escravidão tenha havido) foi o Sr. José Luiz Bispo. E, penalização econômica, com ressarcimento dos 42 trabalhadores pelos danos pessoais experimentados em razão da agressão sofrida, nem pensar! Afinal, o aparelho de som do Sr. José Luiz Bispo, que vale R$850,00, já foi penhorado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceirização legitimou tudo isso, podendo ser, assim, definida como “a técnica moderna para o cometimento do crime perfeito contra os direitos humanos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 12 de janeiro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Juiz do trabalho, titular da 3ª. Vara do Trabalho de Jundiaí, SP. Professor livre-docente de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da USP e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-8949091397958413183?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8949091397958413183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8949091397958413183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2010/01/etanois-neles.html' title='Etanóis Neles...'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-2270455509023354827</id><published>2009-12-14T22:23:00.001-02:00</published><updated>2009-12-14T22:40:48.057-02:00</updated><title type='text'>Lançamento da obra Processo Penal Eficiente e Ética da Vingança, do juiz Alexandre Morais da Rosa, membro da AJD</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/Syba-61RyjI/AAAAAAAAAD0/Cy5F2pSbO2I/s1600-h/1+alexandre_morais_da_rosa_convite.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 271px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/Syba-61RyjI/AAAAAAAAAD0/Cy5F2pSbO2I/s400/1+alexandre_morais_da_rosa_convite.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415256376439065138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-2270455509023354827?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2270455509023354827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2270455509023354827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/12/blog-post_14.html' title='Lançamento da obra Processo Penal Eficiente e Ética da Vingança, do juiz Alexandre Morais da Rosa, membro da AJD'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/Syba-61RyjI/AAAAAAAAAD0/Cy5F2pSbO2I/s72-c/1+alexandre_morais_da_rosa_convite.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-4914332599564997435</id><published>2009-12-11T14:36:00.000-02:00</published><updated>2009-12-11T14:38:39.490-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ajd.org.br/contraanistia_port.php"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SyJ1ZEpcdYI/AAAAAAAAADo/bHQIde-8DQo/s400/contraanistia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414018775657510274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-4914332599564997435?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4914332599564997435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4914332599564997435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SyJ1ZEpcdYI/AAAAAAAAADo/bHQIde-8DQo/s72-c/contraanistia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-1436352555186785225</id><published>2009-12-08T23:07:00.000-02:00</published><updated>2009-12-08T23:09:28.135-02:00</updated><title type='text'>Discurso proferido pelo Ministro Celso de Mello, do STF, em Homenagem ao Dia Nacional da Defensoria Pública</title><content type='html'>Celebra-se, nesta terça-feira, dia 19 de maio, uma data particularmente expressiva. A Lei nº 10.448, de 09/5/2002, ao instituir o Dia Nacional da Defensoria Pública, prescreveu que será ele comemorado, anualmente, em 19 de maio.&lt;br /&gt;O dia dezenove de maio registra a data em que faleceu, na França, no ano de 1303, Santo Ivo, Doutor em Teologia, Direito, Letras e Filosofia, que atuou perante os tribunais franceses na defesa dos pobres e dos necessitados. Por isso, comemora-se, muito justamente, nessa data, o Dia Nacional da Defensoria Pública.&lt;br /&gt;Essa data permite-nos algumas reflexões, especialmente em face do que determina a Constituição da República, que, de um lado, assegura, aos necessitados, o direito à orientação jurídica e à defesa em todos os graus de jurisdição e, de outro, impõe, ao Poder Público, a obrigação de promover a organização e o aparelhamento da Defensoria Pública, quer no plano da União, quer no âmbito do Distrito Federal e dos Estados-membros.&lt;br /&gt;Torna-se irrecusável reconhecer a essencialidade da Defensoria Pública como instrumento de concretização dos direitos e das liberdades de que também são titulares as pessoas carentes e necessitadas. É por esse motivo que a Defensoria Pública foi qualificada pela própria Constituição da República como instituição essencial ao desempenho da atividade jurisdicional.&lt;br /&gt;Não se pode perder de perspectiva que a frustração do acesso ao aparelho judiciário do Estado, motivada pela injusta omissão do Poder Público - que, sem razão, deixa de adimplir o dever de conferir expressão concreta à norma constitucional que assegura aos necessitados o direito à orientação jurídica e à assistência judiciária -, culmina por gerar situação socialmente intolerável e juridicamente inaceitável.&lt;br /&gt;É preciso dar passos mais positivos no sentido de atender à justa reivindicação da sociedade civil, que exige, do Estado, nada mais senão o simples e puro cumprimento integral do dever que lhe impôs o art. 134 da Constituição da República.&lt;br /&gt;Cumpre dotar, desse modo, o Poder Público de uma organização formal e material que lhe permita realizar, na expressão concreta de sua atuação, a obrigação constitucional  mencionada, proporcionando, efetivamente, aos necessitados, orientação jurídica e assistência judiciária, para que os direitos e as liberdades das pessoas atingidas pelo injusto estigma da exclusão social não se convertam em proclamações inúteis nem se transformem em expectativas vãs.&lt;br /&gt;A questão da Defensoria Pública, portanto, não pode (e não deve) ser tratada de maneira inconseqüente, porque, de sua adequada organização e efetiva institucionalização, depende a proteção jurisdicional de milhões de pessoas carentes e desassistidas, que sofrem inaceitável processo de exclusão que as coloca, injustamente, à margem das grandes conquistas jurídicas e sociais.&lt;br /&gt;Convém relembrar, neste ponto, dada a íntima correlação entre os fins institucionais da Defensoria Pública e a razão de ser que justifica a própria existência do Poder Judiciário, que este constitui o  instrumento concretizador das liberdades civis e das franquias constitucionais. Essa alta missão - que foi confiada aos juízes e Tribunais pela Assembléia Nacional Constituinte - qualifica-se como uma das mais expressivas funções políticas do Poder Judiciário.&lt;br /&gt;É que de nada valerão os direitos e de nada significarão as liberdades, se os fundamentos em que eles se apóiam – além de desrespeitados pelo Poder Público – também deixarem de contar com o suporte da ação conseqüente e responsável do Poder Judiciário.&lt;br /&gt;Daí a necessidade de enfatizar, a cada momento, que o Poder Judiciário tem um compromisso histórico e moral com a luta pelas liberdades e, também, com a preservação dos valores fundamentais que protegem a essencial dignidade da pessoa humana.&lt;br /&gt;Sem que se reconheça a toda e qualquer pessoa o direito que ela tem de possuir e de titularizar outros direitos, frustrar-se-á – como proclamação verdadeiramente inútil – o acesso ao regime das liberdades públicas.&lt;br /&gt;É preciso construir a cidadania a partir do reconhecimento de que assiste, a toda e qualquer pessoa, uma prerrogativa básica que se qualifica como fator de viabilização dos demais direitos e liberdades. Torna-se imperioso reconhecer que toda pessoa tem direito a ter direitos.&lt;br /&gt;É preciso, portanto, dar efetividade às regras da Constituição que determinam, ao Poder Público, o aparelhamento adequado da Defensoria Pública e a adoção de medidas que tornem reais os direitos abstratamente proclamados pela ordem normativa em nosso País, dispensando-se, em conseqüência, às pessoas legalmente necessitadas, a irrecusável proteção jurisdicional a que elas têm direito.&lt;br /&gt;Com estas palavras, Senhores Ministros, quero ressaltar, uma vez mais, a importância  jurídico-institucional e político-social da Defensoria Pública, que se projeta como expressiva instituição da República, garante dos cidadãos desamparados que anseiam por acesso à Justiça e que postulam a efetiva realização dos seus direitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-1436352555186785225?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1436352555186785225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1436352555186785225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/12/discurso-proferido-pelo-ministro-celso.html' title='Discurso proferido pelo Ministro Celso de Mello, do STF, em Homenagem ao Dia Nacional da Defensoria Pública'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-1681810680885045918</id><published>2009-11-11T15:17:00.001-02:00</published><updated>2009-11-11T16:09:51.941-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SvrxrzhByKI/AAAAAAAAADI/QSkXxbBqKY8/s1600-h/eflayer_semin%C3%A1rio.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 286px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SvrxrzhByKI/AAAAAAAAADI/QSkXxbBqKY8/s400/eflayer_semin%C3%A1rio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402896437849737378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-1681810680885045918?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1681810680885045918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1681810680885045918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/11/blog-post.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SvrxrzhByKI/AAAAAAAAADI/QSkXxbBqKY8/s72-c/eflayer_semin%C3%A1rio.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-509994535641082100</id><published>2009-11-03T14:08:00.010-02:00</published><updated>2009-11-09T16:42:12.859-02:00</updated><title type='text'>Manifesto</title><content type='html'>&lt;p class="Section1" style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As entidades abaixo nomeadas vêm a público repudiar veementemente os atos de tortura cometidos contra detentos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;no Complexo Prisional&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; de São Pedro de Alcântara/SC, noticiados pela Imprensa no último domingo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, dia 01 de novembro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Section1" style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As denúncias de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; reiterado desrespeito aos mais elementares direitos dos presos revela que não se trata de um mero desvio de conduta de agentes &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;prisionais&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, mas de verdadeira política penitenciária instituíd&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Estado de Santa Catarina, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;na mesma linha de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; outras unidades da Federação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Section1" style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lamentável que esses bárbaros crimes venham sendo cometidos justamente no interior de órgãos que são responsáveis pela ressocialização dos detentos, o que demonstra a falta de compromisso institucional com a observação das normas legais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Section1" style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O combate à criminalidade não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;pode&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; ser feito por meio da violência, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;brutalidade e truculência&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, pois dessa maneira o Estado reproduz o modo de agir que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;deveria&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; sancionar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Section1" style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O art. 5º, inc. XLIII da Constituição Federal determina que a prática de tortura é crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia, “por ele respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Section1" style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A sociedade catarinense não admite &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;que&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;em nossas prisões ainda seja cometida tortura &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;exige que sejam tomadas as medidas cabíveis das autoridades competentes quanto a esse episódio, assim como ficará atenta &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;à política de segurança pública&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, pois o respeito aos direitos humanos se faz &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;com a participação de todos os cidadãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Section1" style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entidades:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Associação Juízes para a Democracia – Núcleo Catarinense&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Pastoral Carcerária&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Pastoral da Criança&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;ASBEDIM – Associação Beneficente São Dimas&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Projeto Universidade Sem Muros - UFSC/CPGD/CNPq&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Florianópolis&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Justiça Global&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Sindicato dos Peritos Oficiais de Santa Catarina&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Comissão de Direitos Humanos da OAB/SC&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Movimento Nacional de Direitos Humanos - MNDH&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Movimento Estadual de Direitos Humanos – MNDH/SC&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz – Joinville – SC&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Conselho Carcerário de Joinville –SC&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Pastoral Carcerária de Santa Catarina - CNBB Regional Sul IV&lt;br /&gt;Defensoria Pública da União em SC&lt;br /&gt;Assistência Social Diocesana Leão XIII&lt;br /&gt; &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cidadãos:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Professora Doutora Vera Regina Pereira de Andrade - UFSC&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Daniela Felix Teixeira – Advogada/Vice-Presidente da Advogados Sem Fronteiras Brasil (ASF-BR)&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Ana Carolina Ceriotti – Estudante de Direito/UFSC&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Marília Denardin Budó – Advogada&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Tácio Piacentini - Estudante de Direito/UFSC&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Jullian Coelho Wasielewsky - Estudante de Direito/UFSC&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Cristina Lanzini – Advogada&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Ana Catarina Barbosa - Direito-UFSC&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Mário Davi Barbosa – Estudante de Direito/CESUSC&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Gilnei José Oliveira da Silva – Advogado&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Elói Oliveira da Silva&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Beatriz Bertelli – Assistente Social&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Cynthia Maria Pinto da Luz – Conselheira do Conselho Nacional de Segurança Pública - CONASP&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Arnaldo Xavier - Estudante de Serviço Social/UFSC&lt;br /&gt;Bruna Maria Maresch - Estudante de Direito/UFSC&lt;br /&gt;Gabriela Jacino&lt;br /&gt;Marilia Montenegro Pessoa de Mello - Professora de Direito Penal e Criminologia da Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Direito pela UFPE e Doutora em Direito pela UFSC&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Marcos Tamassia - Juiz de Direito/SP&lt;br /&gt;Maurício Brasil - Juiz de Direito/BA&lt;br /&gt;Paola Lorena Pinto dos Santos - Estudante de Direito/UnC&lt;br /&gt;Ronaldo Sindermann - Advogado&lt;br /&gt;André Dias Pereira - Defensor Público&lt;br /&gt;Kenarik Boujikian Felippe, juiza de direito da 16ª Vara Criminal, SP, co-fundadora da Associação Juizes para a Democracia&lt;br /&gt;Jorge Luiz Souto Maior – Professor da Faculdade de Direito da USP&lt;br /&gt;José de Alencar - Juiz do Trabalho/PA&lt;br /&gt;José Eduardo R Chaves Jr – Juiz do Trabalho/MG&lt;br /&gt;Milton Lamenha de Siqueira - Juiz de Direita da Vara Criminal de Pedro Afonso-TO&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;Rubens R. R. Casara - Juiz de Direito/RJ&lt;/div&gt; &lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;João Batista Damasceno - Juiz de Direito/RJ&lt;/div&gt; Márcia Novaes Guedes - Juíza do Trabalho/BA&lt;br /&gt;Dora Martins - Juíza de Direito/SP&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" &gt;Sônia das Dores Dionísio – Juíza do Trabalho do ES&lt;/span&gt;&lt;div class="Section1" face="Georgia"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;" face="Georgia"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-509994535641082100?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/509994535641082100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/509994535641082100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/11/manifesto.html' title='Manifesto'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-8976910790606157009</id><published>2009-11-02T16:47:00.001-02:00</published><updated>2009-11-02T16:47:40.966-02:00</updated><title type='text'>Qual notório saber jurídico?</title><content type='html'>Alessandro da Silva*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;A Constituição Federal é conhecida como Carta Política, porque&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;organiza o Estado Brasileiro, faz a distribuição do poder e estabelece as diretrizes que nortearão a produção das leis e demais regras de conduta. Por conseqüência, o controle de constitucionalidade dos atos normativos é uma atividade eminentemente política, conquanto exercida pelo Poder Judiciário, em especial pelo Supremo Tribunal Federal.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Percebe-se que ao STF foi atribuída uma parcela de poder decisiva na organização das relações sociais, de modo que suas decisões têm repercussão direta na vida dos cidadãos, como ocorreu, por exemplo, no caso das pesquisas com células tronco. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Nesse quadro, é de se concluir que a nomeação dos ministros que comporão essa Corte é ato do maior interesse de toda a sociedade. O art. 101 de nossa Constituição determina que a nomeação cabe ao Presidente da República, depois de aprovada pela maioria absoluta do Senado, e estabelece três requisitos ao indicado: ter mais de 35 e menos de 65 anos de idade, notório saber jurídico e reputação ilibada.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Conquanto seja fato consumado, a nomeação do Advogado Geral da União José Antônio Dias Toffoli para ocupar a vaga do Ministro Carlos Alberto Direito reascendeu o debate acerca dos requisitos para integrar o STF.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Todavia, antes de discutir as várias propostas de alteração dos critérios, é importante questionar se os requisitos atualmente vigentes foram respeitados, pois não adiantaria estabelecer novas regras que também não serão cumpridas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Dentre outras objeções, afirma-se que o novo Ministro não teria &lt;i style=""&gt;notório&lt;/i&gt; saber jurídico.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;É senso comum que esse requisito consistiria no domínio da técnica jurídica, ou seja, o profundo conhecimento dos institutos dos vários ramos do direito, em especial, o constitucional. Observe-se que o saber jurídico deve ser &lt;i&gt;notório,&lt;/i&gt; portanto, não basta que o Presidente da República ou seu grupo político tenham conhecimento desse domínio. Toda a sociedade deve ter provas de que o saber jurídico do indicado é &lt;i&gt;notório&lt;/i&gt;, de modo que seus entendimentos sejam os mais explícitos possíveis.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Isso porque as decisões judiciais não são somente técnica, mas também envolvem um grau controlado de discricionariedade, ou seja, dentre várias hipóteses apresentadas, o juiz deve escolher uma e fundamentar, por meio da técnica, os motivos que determinaram sua escolha.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Assim, é perfeitamente possível, e até frequente, que dois indivíduos com profundo conhecimento da técnica jurídica profiram decisões em sentido totalmente opostos. Exemplos nesse sentido são colhidos diariamente nas sessões do próprio STF.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;O fato é que o domínio da técnica é acessível a todos aqueles que se dedicarem com afinco ao estudo e à prática dos institutos jurídicos. Todavia, por si só, essa condição não é suficiente para indicação a uma vaga na mais alta Corte do país.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;É fundamental que a sociedade conheça a postura ideológica dos indicados. O perfil conservador ou progressista de um Ministro influenciará o destino de todo o país, com consequências que serão sentidas por anos ou mesmo décadas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Foi com o objetivo de possibilitar à sociedade o controle sobre essa postura ideológica que a Constituição exigiu do indicado &lt;i&gt;notório&lt;/i&gt; saber jurídico.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;A verificação desse perfil, por sua vez, é aferida pelo histórico profissional e pela produção doutrinária do candidato. A atuação profissional vai revelar os interesses aos quais ele esteve vinculado durante sua carreira, que certamente influenciarão na formação de suas convicções. A produção doutrinária explicita tendências e permite identificar os valores que norteiam sua conduta.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Nessas circunstâncias, será possível exigir coerência nas decisões do indicado. O que não se pode admitir é que seus posicionamentos não sejam conhecidos pela sociedade e pelo próprio meio jurídico, pois sua postura será uma verdadeira incógnita.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Infelizmente, esse foi o caso do Ministro Dias Toffoli.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Pela carreira meteórica, é provável que ele seja profundo conhecedor da técnica jurídica, entretanto, não tem produção doutrinária e sua atuação profissional esteve restrita a âmbitos que não permitiram publicizar seu pensamento. Assim, não é possível averiguar seu perfil ideológico.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;Torcer para que o novo Ministro não seja vetor de retrocessos é o que resta à sociedade brasileira, papel pouco relevante em um Estado que se pretende Democrático de Direito.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;O mais grave é que essa torcida se estenderá por longos 28 anos, constatação que revela quão urgente é a discussão acerca da PEC 342/09, que estabelece mandato de 11 anos para os Ministros do STF.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 112.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;* Alessandro da Silva, juiz do trabalho em Santa Catarina, membro do Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-8976910790606157009?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8976910790606157009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8976910790606157009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/11/qual-notorio-saber-juridico.html' title='Qual notório saber jurídico?'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-6419844949685635105</id><published>2009-10-26T21:50:00.000-02:00</published><updated>2009-10-26T21:51:21.784-02:00</updated><title type='text'>Defensoria Pública</title><content type='html'>&lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;* Iolmar Alves Baltazar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Audiência Pública realizada em Blumenau no dia 23 tratou da organização da Defensoria Pública em nosso Estado, único que ainda não a instituiu nos moldes constitucionais, preferindo o estabelecimento de um convênio com a Ordem dos Advogados para a remuneração de profissionais dativos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acontece que a Defensoria é função essencial à Justiça, assim como é o Ministério Público e a Procuradoria do Estado. Logo, enquanto função estatal essencial, não pode haver delegação de seus serviços. A Defensoria possui autonomia funcional, administrativa e iniciativa própria para a elaboração de sua proposta orçamentária, participando, ainda, através da formação de lista tríplice, da escolha de seu dirigente, o que lhe dá contornos de verdadeiro Poder no sistema de freios e contrapesos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;À Defensoria Pública cumpre prestar assistência jurídica integral, inclusive extrajudicial e com atendimento multidisciplinar, e não só assistência judiciária. A sua  importância reside no fato de que a pobreza existente em nosso Estado não é só econômica, mas também de informação jurídica para a realização da cidadania. O termo necessitados, então, não abrange exclusivamente os pobres economicamente, mas também os socialmente vulneráveis, a exemplo dos consumidores, sendo atribuição da Defensoria o ingresso de ação civil pública.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A organização da Defensoria nos moldes constitucionais e da legislação complementar não se trata de uma conveniência do Governo, mas de uma imposição constitucional, sendo a sua ausência verdadeira sonegação de direitos fundamentais. Só um Estado que fortalece uma instituição responsável por possibilitar o acesso do povo à Justiça pode ser tido como Democrático de Direito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;* Membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-6419844949685635105?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6419844949685635105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6419844949685635105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/10/defensoria-publica.html' title='Defensoria Pública'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-7526663032454317108</id><published>2009-07-20T15:02:00.002-03:00</published><updated>2009-07-20T21:50:54.480-03:00</updated><title type='text'>CNJ: um inimigo íntimo?</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sala sem mobília&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Goteira na vasilha&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Problema na família&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem não tem&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(A ciranda da bailarina. Edu Lobo e Chico Buarque) &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alessandro da Silva&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="_ftnref1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Toda pessoa traz consigo a própria história, com êxitos e alegrias, mas também com fracassos, tristezas e desgraças. Nessa parte menos gloriosa são muitos os assuntos que podem gerar constrangimento – como violência, drogas, traição, doenças – seja envolvendo o próprio indivíduo ou pessoas de seu relacionamento mais próximo.  Quantos serão os assuntos considerados tabu em nossa sociedade. Quantos segredos carrega uma existência. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em grande medida a resposta está condicionada ao momento histórico e cultural de uma dado grupo social. Os padrões de comportamento mudam com o tempo e ainda dependem do lugar. Também variam de pessoa para pessoa, pois o que para uns é vergonhoso, para outros é insignificante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O fato é que existe uma esfera de atos, comportamentos, valores, crenças, que diz respeito exclusivamente ao indivíduo e a que se costuma denominar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;intimidade&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;vida privada&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Tratam-se de conceitos abertos, aptos a serem preenchidos conforme se dá a evolução das relações humanas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A relevância desse conjunto de relações foi reconhecida por nossa Constituição, quando estabeleceu no art. 5º, inc. X, que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Segundo Alexandre de Moraes, “a intimidade relaciona-se às relações subjetivas e de trato íntimo da pessoa, suas relações familiares e de amizade, enquanto vida privada envolve todos os demais relacionamentos humanos, inclusive os objetivos, tais como relações comerciais, de trabalho, de estudo, etc”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="_ftnref2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftn2"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Seria de se supor que também aos magistrados esses direitos fossem garantidos. Contudo, para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), essa constatação não é tão óbvia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Isso porque em 9 de junho de 2009 o CNJ publicou a Resolução n° 82, segundo a qual ao declarar sua suspeição por foro íntimo, o magistrado deve expor os motivos à Corregedoria local ou a outro órgão designado pelo Tribunal. Os magistrados de segundo grau deverão expor as razões da suspeição à Corregedoria Nacional de Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O disciplinamento legal das hipóteses de impedimento (art. 134 do CPC) ou suspeição (art. 135 do CPC) do juiz tem por objetivo resguardar o dever de imparcialidade, característica essencial da jurisdição, pois garante que a solução do conflito será determinada por um agente público sem vinculação com nenhuma das partes ou com a causa. Segundo Cândido Rangel Dinamarco:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 113.4pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; O juiz é &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;impedido&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; por lei de atuar no processo, ou será havido por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;suspeito&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e também é melhor que não participe, quando se encontrar em relação ao caso ou aos sujeitos que dele participam, em alguma daquelas situações nas quais não é razoável exigir ou esperar do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;homo medius&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; um comportamento superior e eqüidistante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="_ftnref3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftn3"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; A diferença principal entre os casos de impedimento e suspeição é que no primeiro as hipóteses são objetivas e determinam a presunção absoluta de parcialidade com obrigação de afastamento, enquanto que no segundo as situações têm conotação mais subjetiva e sua apreciação, em princípio, fica a cargo do juiz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="_ftnref4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftn4"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Retomando a lição de Dinamarco, na ideia de suspeição o que prevalece:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 113.4pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[...] é a perda da serenidade e eqüidistância – seja porque ao juiz é aconselhável que se dê por suspeito por motivo de foro íntimo, seja porque as alegações de suspeição fundam-se mais na própria perda da serenidade que no enquadramento típico em hipóteses legais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="_ftnref5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftn5"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Percebe-se que a suspeição por motivo de foro íntimo pode ser fundada em um sem número de causas, que dizem respeito exclusivamente à esfera individual do magistrado, e que podem, na sua avaliação, determinar o comprometimento da equidistância imprescindível ao julgamento da lide. Como dito, essa apreciação é subjetiva e está sujeita à variação do padrão de comportamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao exigir a exposição de tais motivos à Corregedoria, a Resolução 82 invade essa esfera da intimidade do magistrado e colide frontalmente com o direito constitucional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="_ftnref6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftn6"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; estabelecido no art. 5º, inc. X.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Além desse insuperável vício de conteúdo, a Resolução se revela infeliz pelo mote que determinou sua elaboração. A intenção é controlar e, por conseqüência reduzir, o que é considerado um grande número de declarações de suspeição por motivo íntimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É fato notório que alguns juízes se utilizam desse expediente para diminuir a carga de trabalho ou recusar causas mais complexas. Não menos notório é que em todas as áreas há bons e maus profissionais e na magistratura não é diferente. Tais casos devem ser objeto da ação disciplinar das corregedorias, visto que em função dessa relevância não pode haver espaço para falta de compromisso e descaso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Resolução 82, contudo, impôs providência disciplinar a todos os juízes no intuito de frear o abuso de poucos. O expediente é duplamente equivocado, pois abala a garantia de imparcialidade, prerrogativa essencial do Poder Judiciário, e ofende o direito fundamental do magistrado de ver resguardada sua intimidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De causar estupefação ainda a previsão de que somente os juízes de primeiro e segundo graus é que devem prestar informações acerca dos motivos que determinaram a declaração de suspeição por foro íntimo. Quanto aos magistrados dos Tribunais Superiores nenhuma palavra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Percebe-se que o Conselho manteve a atuação equivocada de somente concentrar sua atenção nas ações da base e fazer vistas grossas à cúpula, conforme já denunciado por Marcelo Semer ao término da  primeira gestão do CNJ:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 113.25pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Mas é certo que manteve o mesmo olhar caolho sobre a disciplina interna, dirigido às bases e não às cúpulas, onde o controle sempre foi mais frágil. O CNJ não se preocupou em corrigir antigas distorções, como o fato de que as corregedorias dos tribunais alcançam apenas juízes de primeira instância e não desembargadores. Compactuou com a reprodução da regra do foro privilegiado interna corporis: quanto mais alto o status do servidor, mais difícil a fiscalização, o controle e a punição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 113.25pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao invés de se debruçar sobre estes assuntos, que envolvem questões de fundo quanto a um sistema permissivo de irregularidades e a anomalia de uma rede de proteção das autoridades, o CNJ vem se dedicando a disciplinar atos que podem contribuir ainda mais para comprimir a independência e a cidadania do juiz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="_ftnref7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftn7"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; São regras essenciais da democracia que a concentração de poder deve ser combatida e que o poder deve ser controlado, sob pena de instaurar-se o abuso. O projeto de retirar das atribuições do Supremo Tribunal Federal a  função de governo do Judiciário e conferi-la a um órgão com representação democrática, vai ao encontro de tal diretriz. A Justiça é um serviço público e como tal deve estar sujeita ao controle da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A criação do CNJ se pretendeu inspirada nesse ideal e deveria ser mais um passo na direção do aperfeiçoamento do Poder Judiciário Brasileiro. Todavia, conquanto tenha sido protagonista em alguns avanços, a atuação do Conselho tem oscilado entre a omissão em aspectos fundamentais para democratização da instituição e uma sanha regulamentadora da conduta individual dos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; juízes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma das chaves para esse desempenho insuficiente está na falta de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(35, 31, 32);font-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;critérios transparentes para a indicação de seus membros, pois o Conselho é composto quase integralmente por integrantes ou indicados pelas cúpulas do próprio Judiciário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="_ftnref8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftn8"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(35, 31, 32);font-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Daí porque as bases continuem alijadas do governo da instituição, já que não tem representatividade no órgão, e sejam alvo de resoluções que lhes retiram os mais elementares direitos, como a preservação da própria intimidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;hr align="left" size="1"&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a name="_ftn1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Juiz do trabalho da 12ª Região/Santa Catarina, membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a name="_ftn2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;&lt;span style="vertical-align: super;font-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; MORAES, Alexandre de. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Direito constitucional. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;23. ed. São Paulo: Atlas, 2008. p. 53.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a name="_ftn3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; DINAMARCO, Cândido Rangel. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Instituições de direito processual civil. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vol. II. 5. ed. São Paulo: Malheiros, 2004. pp. 223-4.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a name="_ftn4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Caso esteja presente um das hipóteses de suspeição e o juiz assim não se declare, a parte pode argüir a exceção de suspeição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;a name="_ftn5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Idem, p. 226.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a name="_ftn6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Nesse sentido vale observar que a Resolução 82 foi objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pela Anamatra, AMB e Ajufe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;a name="_ftn7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SEMER, Marcelo. “O CNJ tem namoro explícito com o corporativismo”. Disponível em &amp;lt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.conjur.com.br/2007-jun-04/cnj_namoro_explicito_corporativismo"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.conjur.com.br/2007-jun-04/cnj_namoro_explicito_corporativismo&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&amp;gt;. Acesso em 12/07/2009 às 22h.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a name="_ftn8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=384460104986832057&amp;amp;postID=7526663032454317108#_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; A indicação dos representantes de primeiro e segundo graus da Justiça do Trabalho para o CNJ, foi ilustrativa desse quadro , pois o TST ignorou solenemente a consulta realizada pela Anamatra a todos os associados. Cf. “ JT no CNJ: Anamatra afirma que escolha reflete apenas o pensamento da cúpula do Tribunal Superior do Trabalho”. Disponível em &amp;lt;http://ww1.anamatra.org.br&amp;gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-7526663032454317108?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7526663032454317108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7526663032454317108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/07/artigo-intimidade-do-juiz.html' title='CNJ: um inimigo íntimo?'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-8235139585929314969</id><published>2009-07-13T21:04:00.001-03:00</published><updated>2009-07-13T21:07:36.078-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Abaixo segue manifesto encaminhado pela "Federação de Associações de Juízes para a Democracia da América Latina e Caribe", da qual a AJD faz parte, ao Secretário Geral da OEA, Sr. José Miguel Insulza, referente à situação em Honduras:&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }   A:link { color: #0000ff }  --&gt;&lt;/style&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;                                                          &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;BUENOS AIRES Julio 1° de 2009&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;Al Señor Secretario  General de la OEA Don José Miguel Insulza, &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang=""&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang=""&gt;&lt;b&gt;  Tenemos el honor de dirigirnos a Usted  en representación de la Federación de  Asociaciones de Jueces para la Democracia de Latinoamérica y el Caribe (&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang=""&gt;con Personería Jurídica reconocida por la Inspección General de Justicia de la República Argentina, por Resolución N° 000369/08, Expediente C N° 1778633/59007&lt;/span&gt;&lt;span lang=""&gt;&lt;b&gt;) en relación con el golpe de estado en la República de Honduras&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang=""&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;, para solidarizarnos con las presentaciones de compañeros jueces que integran la “Asociación de Jueces para la Democracia de San Pedro Sula”. &lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang=""&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;Las actuaciones a las que nos referimos, consisten:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang=""&gt;PRIMERO: en la&lt;/span&gt;&lt;b&gt; DENUNCIA&lt;/b&gt; &lt;b&gt;POR LA COMISION DE DELITOS  CONTRA LOS ALTOS FUNCIONARIOS DEL ESTADO, CONTRA LA FORMA DE GOBIERNO, TERRORISMO, DETENCIÓN ILEGAL, REBELIÓN, ABUSO DE AUTORIDAD, TRAICION A LA PATRIA,  &lt;/b&gt;ante la Fiscalía General de la República Ministerio Público, que suscriben&lt;b&gt; &lt;/b&gt;VÍCTOR ANTONIO FERNÁNDEZ GUZMÁN, GUILLERMO LÓPEZ LONE, OSMAN ANTONIO FAJARDO MOREL, JARI DIXON HERRERA, FOAD ALEJANDRO CASTILLO, MARCO TULIO PADILLA MENDOZA, TIRZA FLORES, CLAUDIA HERSMANDORFER, HERMES ANIBAL REYES NAVARETE, BERTHA OLIVA, MARÍA DEL ROSARIOS ROIZ ANDINO, MYRNA ISABEL MEJÍA FLORES, LIDIA CÁLIX, MARCELA GUZMÁN MELGHEM&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;SEGUNDO: &lt;span lang="es-HN"&gt;&lt;b&gt;ACCIÓN DE AMPARO. SE SOLICITA QUE COMO MEDIDA CAUTELAR SE ORDENE LA REPATRIACION INMEDIATA DE JOSE MANUEL ZELAYA ROSALES, &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="es-HN"&gt;ante  la&lt;/span&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;span lang="es-HN"&gt;SALA CONSTITUCIONAL DE LA CORTE SUPREMA DE JUSTICIA de Honduras, promovida por los compañeros&lt;/span&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;span lang="es-HN"&gt;CLAUDIA HERRMANSDORFER, VICTOR FERNANDEZ GUZMAN, ADAN GUILLERMO LOPEZ LONE, BERTHA OLIVA, TIRZA DEL CARMEN FLORES LANZA, OSMAN FAJARDO MOREL, BEN HUR LOPEZ.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="es-HN"&gt;  Nuestros países han padecido y todavía sufren las consecuencias de las alteraciones del orden constitucional, que ahora aparece en Honduras con la innovación chapucera de aparentar un  cambio institucional, amparado por el derecho local. Las denuncia y acción de amparo respecto de las cuales manifestamos adhesión, por efectuarla magistrados judiciales, revela la gravedad de las violaciones consumadas por las autoridades de los poderes y las fuerzas armadas del país hermano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="es-HN"&gt; &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;  Por lo expuesto, reiteramos nuestra solidaridad con los compañeros hondureños, y solicitamos que  la Organización de Estados Americanos por vuestro intermedio tenga en cuenta las actuaciones referenciadas, y actúe en consecuencia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="es-HN"&gt; &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;  Saludamos al Señor Secretario General de la Organización de Estados Americanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="es-HN"&gt; &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;Marcela Pérez Pardo                                                         Gerónimo Sansó&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="es-HN"&gt; &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;Secretaria                                                                              Presidente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="fr-FR"&gt;&lt;b&gt;Mail: &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;a href="mailto:info@justiciademocratica.org.ar"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="fr-FR"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;b&gt;info@justiciademocratica.org.ar&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="fr-FR"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.justiciademocratica.org.ar/"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="fr-FR"&gt;&lt;b&gt;www.justiciademocratica.org.ar&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="fr-FR"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="fr-FR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-8235139585929314969?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8235139585929314969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8235139585929314969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/07/abaixo-segue-manifesto-encaminhado-pela.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-1607515794046114342</id><published>2009-07-12T23:24:00.003-03:00</published><updated>2009-07-12T23:37:20.751-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em meio às discussões acerca da PEC 341/2009, que pretende reduzir a Constituição Federal para menos de 70 artigos, o artigo de Márcio Sotelo Felippe intitulado "Golpes de força e golpes constitucionais", publicado no Jornal da AJD de junho a agosto de 2005, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;mostra-se muito oportuno. Confira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.ajd.org.br/pub_pdf/democracia_n_34.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-1607515794046114342?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1607515794046114342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1607515794046114342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/07/em-meio-as-discussoes-acerca-da-pec.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-8234279018632111983</id><published>2009-07-10T16:16:00.003-03:00</published><updated>2009-07-10T16:27:54.127-03:00</updated><title type='text'>DANOS  AO SUPREMO: REPARAÇÃO PLENA E VERDADEIRA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Luiz Fernando Cabeda*&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;O último boletim da Associação Juízes para a Democracia informa que  ela apóia campanha da OAB, no que diz respeito ao STF, sobre a reparação plena  de ações repressivas ali havidas no Regime Militar.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;No texto da OAB é &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mencionado  que três ministros foram &lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;cassados&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; e que outros dois &lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;renunciaram&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; em protesto contra a  cassação dos colegas.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Gostaria de, brevemente, esclarecer algo a respeito.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;A agressão ao STF começou no Governo Castelo Branco, quando foram  aumentadas as cadeiras de 11 para 16 (Carta outorgada de 1967), isso para diluir  as opiniões que se mostravam contrárias aos excessos do Regime Militar. Essas  opiniões formavam a maioria, a tal ponto que mantiveram Ribeiro da Costa na  presidência do Supremo, para além do seu mandato (enquanto “durasse a sua  jurisdição”, isto é, por todo o tempo restante de sua atividade).&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Quando do AI-5/1968, e com base nele,  três ministros foram &lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;aposentados  compulsoriamente&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; e não cassados. &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Como os termos ‘aposentadoria compulsória’, ‘expurgo’, ‘cassação’ de  mandatos ou de direitos políticos, ‘exílio’, ‘confinamento’, ‘disponibilidade’,  ‘liberdade vigiada’, ‘banimento’ e outros - usados profusamente nos textos da  época - têm sentido jurídico específico (ainda que o fim ideológico guardasse a  mesma fonte e força), é importante que os mantenhamos agora, quando tratamos de  recuperar a memória histórica verdadeira, sem versões opinativas.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Os efeitos deletérios contra os ministros Victor Nunes Leal (nomeado por  Juscelino) e Hermes Lima (nomeado por Jango) se concretizaram plenamente (o  último já tinha sido preso em 1935, dividindo cela com Graciliano Ramos), e o  grande trabalho jurídico-político que ambos fizeram praticamente ficou confinado  ao tempo até então.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Já o ministro Evandro Lins e Silva praticou próspera e longa advocacia  depois de aposentado, e ainda usufruiu da condição de ex-ministro com muita  desenvoltura. Embora pareça mesquinharia, fazia questão de usar o estacionamento  da Justiça Federal do Rio de Janeiro (no prédio histórico do STF) enquanto  atuava no Foro com a &lt;i style=""&gt;performance&lt;/i&gt; bem  acolhida de um &lt;i style=""&gt;status&lt;/i&gt; que manteve.  Sem fazer censura alguma, de todo modo incabível, perceber diferenças de  situação pessoais é obrigatório.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Não consigo ver identidade de efeitos danosos entre os dois primeiros e o  último. Danos para o país, por certo houve, pela quebra das garantias e pelo  retrocesso institucional. Houve também uma linha de continuidade repressiva,  mais visível&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na cúpula, mas bem  maior nos porões, ... não esqueçamos.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Por outro lado, os ministros Gonçalves de Oliveira (tão importante como  Pedro Lessa na elaboração da &lt;i style=""&gt;doutrina  brasileira do habeas corpus&lt;/i&gt;, pois foi ele quem inaugurou e persistiu na  concessão das liminares pelo Supremo) e Lafaiete de Andrade se aposentaram e não  &lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;renunciaram&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; em protesto. A  inconformidade dos últimos ficou manifesta, &lt;i style=""&gt;mas não da forma dita&lt;/i&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Talvez se tivessem antecipado a uma  pressentida nova medida de força, talvez não. Nunca saberemos. Na época eram  passados muitos &lt;i style=""&gt;recados&lt;/i&gt; bastante  indutivos de comportamentos públicos.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Lembremos que quando a “Banda de Música da UDN” (Bilac Pinto, Aliomar  Baleeiro, Adaucto Lúcio Cardoso ...) veio a dominar o Supremo, também Adaucto  afinal agiu da mesma maneira, aposentando-se ao romper com o Regime, lançando  sua toga sobre a cadeira, quando percebeu que a inflexibilidade para com as  iniciativas permitidas à oposição criava um círculo vicioso de autoritarismo  (por aquele tempo, foi reconhecido que a &lt;i style=""&gt;arguição de inconstitucionalidade&lt;/i&gt; se  constituía em atribuição privativa &lt;i style=""&gt;absoluta&lt;/i&gt; do procurador-geral da  República – que era Moreira Alves, e que nunca a propunha para preservar  direitos políticos).&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Tancredo Neves, bem mais sábio do que todos eles (fiéis ao Regime ou  arrependidos), já havia concluído: &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“a ‘Revolução de 64’ foi o Estado  Novo da UDN”. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Que talento de  síntese ...&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;A partir das três aposentadorias compulsórias (e seus desdobramentos, com  as duas voluntárias ), o Supremo passou de novo a contar com 11 ministros  (AI-6/1969), pois já se havia criado nova maioria que apoiava o Regime Militar,  primeiro sob a batuta de Luis Gallotti, depois a de outros tantos, até Moreira  Alves, tornado ministro, num longo período só encerrado no Judiciário com a  democratização pela Carta de 88.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Assim, a bem da verdade, houve intrepidez e heroísmo (nesse sentido, o  nome saliente foi o de Ribeiro da Costa), mas também colaboracionismo bastante  maior, depois das aposentadorias compulsórias (o seu auge foi com Antonio Neder  na presidência). &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: georgia;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Parece-me que o colaboracionismo também deva ser execrado – &lt;i style=""&gt;ao mesmo tempo&lt;/i&gt; – como aconteceu na  Alemanha pós-nazista, na Espanha pós-franquista e na Argentina  democratizada.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: georgia;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Dois remanescentes da época da edição do AI-5 ainda têm presença política  e opinam desenvoltos: Jarbas Passarinho e Delfim Netto, sendo o último consultor  informal do presidente da República. Nunca pareceu&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que, com a tinta das suas assinaturas  naquele Ato, tenham admitido que sujaram também as mãos com sangue.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Meu temor é que eles desmintam os termos da boa proposta de reparar ao  Supremo – mas mal redigida – levando-nos ao constrangimento, pois seria muito  doloroso e contrário a belo intento admitir que tenham razão ...&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: georgia;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Estaria, portanto, mais que chegada a hora de dar o nome certo a fatos e  pessoas e não deixar que morram uns e outras sem a maldição que &lt;i style=""&gt;exatamente&lt;/i&gt; lhes corresponde. Para a  glória dos que resistiram e penaram sob a &lt;i style=""&gt;gente surda e endurecida&lt;/i&gt; do desencanto  camoniano, revivido no Brasil dos anos de chumbo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: georgia;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left; font-family: georgia;"&gt;* Magistrado de 2º. Grau egresso do  TRT/12ªR-SC&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left; font-family: georgia;"&gt;Autor de “A Justiça Agoniza” e outros  ensaios&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left; font-family: georgia;"&gt;Com estágio na Escola Nacional da Magistratura da  França - Seção Internacional&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-8234279018632111983?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8234279018632111983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8234279018632111983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/07/danos-ao-supremo-reparacao-plena-e.html' title='DANOS  AO SUPREMO: REPARAÇÃO PLENA E VERDADEIRA'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-5756255535360870075</id><published>2009-06-24T21:43:00.002-03:00</published><updated>2009-06-24T21:46:10.246-03:00</updated><title type='text'>Precaução ambiental</title><content type='html'>&lt;p&gt;Iolmar Alves Baltazar*&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em meio às divergências surgidas após sua aprovação, faz-se necessária uma reflexão acerca do Código Ambiental catarinense, sobretudo em relação à redução da mata ciliar. A preocupação consiste no fato de os produtores estarem em verdadeiro fogo cruzado no debate que perpassa pelas necessidades agropecuárias locais e pela defesa da autonomia do Estado. Ocorre que a discussão, ainda que válida, precisa se conformar com o Estado de Direito. Frente à insegurança jurídica, com a regência de duas normas distintas, a prudência recomenda que os produtores catarinenses se pautem rigorosamente pela precaução, abstendo-se de seguir dispositivos menos restritivos do Código Ambiental em relação ao Código Florestal, até decisão final da jurisdição constitucional, sendo esta a única medida segura para se evitar prejuízos. O alerta procede em razão do entendimento de que ao causador de dano ambiental descabe invocar a licitude da atividade ensejada pela autorização de autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem embargo de o direito de propriedade ser garantido constitucionalmente, o seu uso deve obedecer à função social, compreendido o equilíbrio ambiental (desenvolvimento sustentável), não mais se admitindo a prática da economia de rapina que nos acompanha desde o período colonial. A degradação da qualidade ambiental é fato, ao ponto de morrerem 315 mil pessoas ao ano em razão da mudança climática, conforme relatório do Fórum Humanitário Global. De sorte que, se antes recorríamos a valores da natureza para dar uma base estável ao Direito, porque, no fundo, essa é a razão do Direito Natural, assistimos, hoje, a uma trágica inversão, sendo o homem obrigado a recorrer ao Direito para salvar a natureza que morre, como advertiu o jurista Miguel Reale.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;!-- --&gt;&lt;!-- * Membro da Associação Juízes para a Democracia--&gt;&lt;small class="tipo-a"&gt;* Membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado no Diário Catarinense de 24/06/2009&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-5756255535360870075?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5756255535360870075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5756255535360870075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/06/precaucao-ambiental.html' title='Precaução ambiental'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-7473831665917661992</id><published>2009-06-19T16:42:00.000-03:00</published><updated>2009-06-19T16:44:13.800-03:00</updated><title type='text'>Atos Secretos e Violências Explícitas</title><content type='html'>&lt;div class="body"&gt;&lt;p&gt;Jorge Luiz Souto Maior*&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Escrevo o presente texto entre uma audiência e outra e o momento não poderia ser mais oportuno para a presente reflexão. É que, em todas as audiências realizadas, instaura-se um diálogo franco e aberto entre os presentes, pondo-se em avaliação as possíveis irregularidades jurídicas cometidas, com a consequente fixação da forma de sua regularização. De forma rígida, em respeito à ordem jurídica trabalhista, que envolve várias questões de ordem pública, e também em respeito a todos os demais cidadãos brasileiros que não estão presentes à audiência, as soluções preconizadas em acordos e sentenças nas audiências que presido são sempre baseadas no resgate da autoridade do direito, a que todos devem respeito. O conhecimento prévio desse pressuposto tem feito com que as manifestações e os atos se desenvolvam a partir do reconhecimento implícito de que se deve agir em conformidade com o direito. Não fosse assim não haveria parâmetro para medir as condutas no sentido de saber se foram regulares ou irregulares. Não haveria o próprio direito e, por consequência, também o ilícito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As audiências constituem um momento explícito de atuação do direito, no qual todos, indistintamente, mesmo o juiz, em função dos limites jurídicos de sua atuação, medidos pelos fundamentos de suas decisões, se vêem constrangidos a agir em conformidade com o ordenamento jurídico, sendo certo que se este fixa obrigações também confere direitos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De forma um pouco mais poética é possível identificar a audiência como um dos momentos em que o Direito, abstratamente consignado em textos legais, ganha vida, valendo destacar que esse parto não é sempre um momento tranquilo. Ele envolve conflitos, tensões, manifestações às vezes mais calorosas, defesas de pontos de vista, decisões, protestos, recursos etc. O parâmetro, de todo modo, é sempre o mesmo: o da atuação em conformidade com a ordem jurídica, o que confere a todos a sensação da plena eficácia do Estado Democrático de Direito, que se faz presente tanto no aspecto processual, da atuação no processo, quanto no que se refere à avaliação da correção dos atos praticados na vida em sociedade, no caso do Direito do Trabalho, nas relações de trabalho subordinado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pois bem, em meio a esse autêntico exercício de cidadania, somos todos, presentes a uma audiência, pegos de surpresa, pela notícia, posta na internet, de que o presidente Lula teria dito que o senador Sarney não pode ser tratado como uma “pessoa comum”, deixando transparecer que a ordem jurídica só se aplica a nós, as pessoas comuns. O presidente Lula, mesmo sem intenção de fazê-lo — no que se acredita plenamente — acabou agredindo a sociedade brasileira, que procura agir com respeito às instituições jurídicas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Talvez tenha tentado dizer que somente as pessoas comuns cometem deslizes éticos ou praticam atos ilícitos, do que estão isentos os “não-comuns”. Mas aí então sua fala seria uma agressão ainda maior.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E o ex-presidente, senador José Sarney, por sua vez, agrediu a todos, não pela manifestação de sua defesa, até porque ninguém pode ser incriminado antes do devido processo legal. O senador tem amplo direito de negar as acusações, e até de dizer que pode estar sendo vítima de uma conspiração. Mas não pode, de jeito algum, sugerir que os erros do passado fiquem sem a devida punição, cabendo a cada um atribuir-lhe o próprio julgamento, até porque, como se sabe, as “pessoas comuns” não estão inseridas em sua fala, e estas, por certo, estão submetidas ao julgamento das instituições jurídicas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ambos falaram em preservar as instituições democráticas, destacando a importância delas para a sociedade. Disso não se discorda. Mas as instituições não se preservam a partir dos pressupostos que ambos estabeleceram. É importante, ademais, que tenham a consciência de que as instituições democráticas não lhes pertencem. Os homens do poder costumam confundir suas pessoas com as próprias instituições e é essa, ademais, a origem do malsinado nepotismo. A confusão é tanta que consideram que os “erros” cometidos se constituem, no máximo, em uma opção equivocada. Mas não: os homens do poder, em um Estado de Direito, exercem o poder em nome do povo, seguindo os padrões do Direito. Seus atos, que não respeitam esse pressuposto, são uma ilegalidade — a mais grave de todas, porque gera a descrença em toda a sociedade quanto à validade da ordem jurídica, e causa desânimo em todos que, diariamente, postam-se na defesa estrita da autoridade do Direito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É por isso que, na qualidade de um cidadão brasileiro, consciente de que não existem gradações meritórias na condição humana, venho, publicamente, exigir uma retratação dos referidos senhores, pois se há alguma discussão no que tange à existência de atos secretos no Senado e quanto às responsabilidades daí decorrentes, dúvida não há de que as falas que proferiram, conforme acima destacado, constituíram uma agressão explícita aos conceitos fundamentais de cidadania e de Estado Democrático de Direito.&lt;/p&gt;&lt;div class="author"&gt;&lt;span class="name"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="bio"&gt;* Juiz do trabalho, titular da 3ª Vara do Trabalho de Jundiaí (SP), livre-docente em Direito do Trabalho pela USP e membro da Associação Juízes para a Democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-7473831665917661992?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7473831665917661992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7473831665917661992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/06/atos-secretos-e-violencias-explicitas.html' title='Atos Secretos e Violências Explícitas'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-7130922236326906021</id><published>2009-06-05T23:18:00.002-03:00</published><updated>2009-06-05T23:22:05.487-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SinSR0KbVoI/AAAAAAAAABc/RhvePZ_iDPk/s1600-h/folder+1.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 376px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SinSR0KbVoI/AAAAAAAAABc/RhvePZ_iDPk/s400/folder+1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344033636353791618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SinSai74h2I/AAAAAAAAABk/hpnP1qozKOM/s1600-h/folder+2.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 376px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SinSai74h2I/AAAAAAAAABk/hpnP1qozKOM/s400/folder+2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344033786348210018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-7130922236326906021?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7130922236326906021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/7130922236326906021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title=''/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SinSR0KbVoI/AAAAAAAAABc/RhvePZ_iDPk/s72-c/folder+1.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-9061193171759267646</id><published>2009-06-02T15:05:00.006-03:00</published><updated>2009-06-02T15:23:31.358-03:00</updated><title type='text'>Resultado da eleição para o novo Conselho de Administração da AJD para o biênio 2009/2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No dia 28 de maio foi realizada assembléia geral na sede da Associação Juízes para a Democracia em São Paulo, na qual foi apurado o resultado da eleição para o conselho administrativo no próximo biênio.&lt;br /&gt;A chapa Ação Coletiva e Compromisso Social, única concorrente, foi eleita com 108 dos 115 votos computados. Desse modo, no biênio 2009/2011 o conselho de adminstração terá a seguinte composição:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Presidente: Luis Fernando de Barros Vidal (SP)&lt;br /&gt;Secretária: Kenarik Boujikian Felippe (SP)&lt;br /&gt;Tesoureira: Dora Aparecida Martins de Morais (SP)&lt;br /&gt;Alessandro da Silva (SC)&lt;br /&gt;Celso Luiz Limongi (SP)&lt;br /&gt;Eudes dos Prazeres França (PE)&lt;br /&gt;Rubens Roberto Rebello Casara (RJ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suplentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Pimentel Tamassia (SP)&lt;br /&gt;Maurício Andrade de Salles Brasil (BA)&lt;br /&gt;Rafael Gonçalves de Paula (TO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abaixo pode ser verificado o programa de atuação da chapa Ação Coletiva e Compromisso Social para os próximos dois anos:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1991, alguns juízes de São Paulo deram início ao projeto de criação de uma associação que agregasse  juízes que tinham um sonho comum: a construção de um outro Brasil, verdadeiramente democrático. Seus princípios revelavam que o compromisso da entidade era com a população conhecida como excluídos, minorias, pobres. Tinham ciência que miséria e democracia eram palavras excludentes, o que exige que a função judicante seja de proteção efetiva dos direitos humanos. Acreditavam que era indispensável que a democracia chegasse ao Poder Judiciário e requisito obrigatório era a defesa da independência judicial, não só perante os demais poderes como também perante grupos de qualquer natureza, internos ou externos à Magistratura.&lt;br /&gt;Passaram-se alguns anos e hoje a Associação tem juízes em vários estados da federação, das várias justiças, que no fundo são uma só, assim como uma só é nossa entidade.&lt;br /&gt;Acreditamos que estes objetivos devem fazer parte do dia-a-dia da Associação e de todos os associados. Temos ciência que precisamos estar voltados para a grandeza do que representou a AJD desde o dia 13.5.1991 e que concretizar os princípios estatutários significa tornar o sonho, realidade. Apresentamos as nossas propostas de trabalho e registramos que esta aberto a outras ações, pois estamos em movimento. O importante é construirmos juntos.&lt;br /&gt;Pretendemos:&lt;br /&gt;1) Atuar para garantia da independência judicial e preservação do princípio do juiz natural em todos os tribunais. Rechaçar a perpetuação, Brasil afora, de cargos de Juízes Auxiliares ou Substitutos ou designados.&lt;br /&gt;2) Refletir sobre caminhos possíveis para superação do choque entre a súmula vinculante e seu&lt;br /&gt;potencial de destruição da independência judicial, no âmbito associativo.&lt;br /&gt;3) Fomentar o CNJ para que atuação na garantia da independência judicial e aprimoramento da prestação jurisdicional e quando houver interferência na independência judicial. Denunciar quando o Órgão interferir em questões jurisdicionais. Refletir sobre a possibilidade de aprimoramento do órgão e apresentar sugestões (para a Loman), notadamente no que diz respeito a forma pouco democrática e transparente como vem sendo feito o preenchimento de seus cargos.&lt;br /&gt;4) Aprofundar os debates sobre a LOMAN para que no segundo semestre de 2009 possamos apresentar algumas propostas e sugestões ao Supremo Tribunal Federal, que neste ano encaminhará projeto de lei e atuar no poder Legislativo, quando da remessa do projeto para que sejam fortalecidos os princípios relativos à independência judicial.&lt;br /&gt;5) Selecionar alguns projetos de lei que dizem respeito ao âmbito da atuação da Associação para&lt;br /&gt;que seja possível o acompanhamento e intervenção.&lt;br /&gt;6) Realizar o II Encontro Nacional de Juízes para a Democracia, em 2010.&lt;br /&gt;7) Estimular a criação de Núcleos de Representação Regional.&lt;br /&gt;8) Fortalecer os Núcleos de Representação Regional nos Estados, para revigorar a atuação da Associação, o que será possível com:&lt;br /&gt;a) o aprofundamento das relações da AJD com a sociedade civil das respectivas regiões&lt;br /&gt;b) detectar problemas atinentes ao Poder Judiciário, particularmente no que diz respeito&lt;br /&gt;ao acesso à Justiça e independência judicial.&lt;br /&gt;9) Manter o “Espaço Diálogo e Alteridade”.&lt;br /&gt;10) Realizar duas reuniões anuais do Conselho em outros Estados coincidindo com a realização do&lt;br /&gt;espaço diálogo e alteridade ou de outros momentos, para que haja maior integração e aproximação e assim intensificar o exercício do caráter nacional da entidade.&lt;br /&gt;11) O jornal Justiça e Democracia sempre foi o nosso grande e eficiente meio de comunicação e&lt;br /&gt;por meio do qual nos apresentamos. É necessário: buscar patrocínio para que seja auto-sustentável e para manter a trimestralidade e a tiragem de 20.000 exemplares, de modo que todos os juízes possam recebê-lo, assim como outros grupos, como deputados, senadores, ONGs, defensores, colaboradores, professores.&lt;br /&gt;11) Ampliar a agenda eletrônica da AJD para envio do jornal por via eletrônica.&lt;br /&gt;12)Publicar quatro livros:&lt;br /&gt;a) com o material do I Encontro da AJD, realizado em Pernambuco, que teve palestras do Eugenio Raul Zaffaroni, Paulo Bonavides, César Benjamim, Fábio Konder Comparato e contou com homenagens de ícones da nossa história;&lt;br /&gt;b) com o material do seminário realizado pela Federação de Juizes para a Democracia da America Latina e do Caribe;&lt;br /&gt;c) livro de direitos humanos e decisões trabalhistas, com a colaboração de todos os associados que atuam na área;&lt;br /&gt;d) breve história de 20 anos da AJD, a ser lançado em maio de 2011.&lt;br /&gt;13) Remeter os boletins de informações das atividades, de forma semanal ou quinzenal pela via&lt;br /&gt;eletrônica.&lt;br /&gt;14) Atualizar o site da AJD, com maior freqüência, com notícias, documentos, manifestos e artigos de associados, associadas, colaboradoras e colaboradores comprometidos com os nossos princípios e luta, expondo ao público nossas atividades, projetos e manifestos.&lt;br /&gt;15) Abrir uma nova composição do Conselho Editorial, a cada ano ( 2009/2010 e 2010/2011).&lt;br /&gt;16) Realizar pesquisa com os associados (as) para que indiquem temas que têm interesse em atuar e as formas possíveis de participação, inclusive para que possam estar presentes em eventos representando a Associação em assuntos que tenham particular interesse.&lt;br /&gt;17) Fomentar a participação dos associados(as) para que a ação individual seja agregadora e fortalecida institucionalmente.&lt;br /&gt;18) Estimular a participação de juizas na Associação. O percentual de mulheres na magistratura&lt;br /&gt;é pequeno e temos um reflexo disto na Associação.&lt;br /&gt;19) Trazer juízes que têm compromisso com os nossos estatutos para a Associação. Não há que se ter a preocupação em aumentar o número de associados, mas temos que agregar pessoas que têm os mesmos sonhos e estão dispostos a participar de alguma forma desta mesma luta. Neste sentido, é preciso que a AJD seja um espaço solidário, não nas questões individuais, mas nos nossos princípios.&lt;br /&gt;20) Continuar a participação em redes como: “Mulheres Encarceradas”, “Voto do Presos”, “Educação nas Prisões”, “Criação da Defensoria em SC”. Avaliamos que a participação em redes é&lt;br /&gt;positiva, pois reúne esforços e há intercâmbio efetivo de ideais. Enriquece a atuação e permite uma ação sem amarras. Difere da participação em outras entidades, pois para esta hipótese indispensável que a AJD possa estar efetivamente presente para que as deliberações não conflitem com as posições da entidade.&lt;br /&gt;21) Contribuir em projetos de capacitação em direitos humanos, como o das promotoras legais populares.&lt;br /&gt;22) Apoiar os movimentos sociais na luta pelos direitos fundamentais, como os movimentos por moradia, função social da propriedade, etc...&lt;br /&gt;23) Proceder os encaminhamentos necessários para o registro da AJD como organização da sociedadecivil junto à OEA.&lt;br /&gt;24) No âmbito internacional, manter a participação na FJD (Federação de Associações de Juízes para a Democracia da América Latina e Caribe) e aprofundar os laços com a MEDEL, o que fortalecerá nossas lutas e ideais, na medida em que são entidades do bloco regional e europeu, que congregam do mesmo ideário.&lt;br /&gt;25) Indispensável que a AJD procure contribuir para melhorar a prestação jurisdicional. Atuar como formador de opinião junto à sociedade civil e aos demais Poderes do Estado, participando de debates, cursos, seminários e ocupando espaços em que possa haver alguma repercussão.&lt;br /&gt;26) Realizar reuniões temáticas no Conselho da AJD, permitindo a ampliação de participação dos associados, para que as conversas ( ou outra forma de manifestação) possam trazer elementos sobre questões, de modo a municiar as deliberações do Conselho.&lt;br /&gt;27) Divulgar a matéria referente à ADPF 153 (anistia) em nossos jornais, até o seu julgamento, como forma de fortalecimento da democracia, bem como participar de atividades que digam respeito a este tema. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-9061193171759267646?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/9061193171759267646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/9061193171759267646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/06/resultado-da-eleicao-para-o-novo.html' title='Resultado da eleição para o novo Conselho de Administração da AJD para o biênio 2009/2011'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-1576887378579885243</id><published>2009-05-26T14:20:00.000-03:00</published><updated>2009-05-26T14:21:15.623-03:00</updated><title type='text'>Defensoria Pública em SC</title><content type='html'>&lt;span class="textoCorLaranja"&gt;&lt;/span&gt;Maria Aparecida Lucca Caovilla * André Luis Machado de Castro *&lt;span class="textoCorLaranja"&gt;&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;                      &lt;/span&gt; Vivenciamos em Santa Catarina obstáculos quanto à criação da Defensoria, que resistem às mudanças e ao cumprimento da lei, mantendo-se acomodados e vinculados a antigos padrões, esquecendo-se da necessária efetivação da dignidade humana e da justiça social. As movimentações da sociedade pela criação da Defensoria Pública no Estado decorrem da omissão e descaso do governo em relação à criação da Defensoria Pública. Diante da constatação da sonegação desse direito, a sociedade catarinense reivindica a efetivação de um direito fundamental, de um dos fundamentos da República a Defensoria Pública nos moldes determinados pela Constituição Cidadã.         &lt;p&gt;É forçoso reconhecer que Santa Catarina é o único Estado da Federação que não cumpre a Constituição. Embora se reconheça o esforço da OAB em buscar assegurar o direito de acesso à Justiça, não podemos mais admitir que o Estado viole uma garantia fundamental sob alegação de que a não-efetivação desta traz economia aos cofres públicos. Queremos a criação da Defensoria Pública, organizada em carreira, com seus cargos providos por concurso público, com independência funcional e administrativa, instalada em cada comarca do Estado, dando efetividade aos artigos 5º, LXXIV e 134 da Constituição da Repúblical, bem como à Lei Complementar nº 80/94.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;O debate na sociedade catarinense está instalado. As audiências públicas, a mobilização da sociedade e o abaixo-assinado para elaboração de um projeto de lei de iniciativa popular têm sacudido a opinião pública, que passa a entender a importância da Defensoria Pública como mecanismo de acesso integral à Justiça, diante da necessidade de resgatar a ordem e a justiça social, em respeito à Constituição e aos cidadãos.&lt;/p&gt;         &lt;h6&gt;* Mestre em Direito ** Presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos           &lt;/h6&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-1576887378579885243?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1576887378579885243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1576887378579885243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/05/defensoria-publica-em-sc.html' title='Defensoria Pública em SC'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-4758303749367733906</id><published>2009-05-25T14:44:00.001-03:00</published><updated>2009-05-25T14:46:37.812-03:00</updated><title type='text'>Juiz não pode optar entre soberba e populismo</title><content type='html'>&lt;p&gt;Marcelo Semer*&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em &lt;em&gt;Tropa de Elite&lt;/em&gt;, o diretor José Padilha nos provoca com o dilema  sobre a polícia: a opção entre ser corrupta ou assassina. Nos embates  jurídico-penais-midiáticos que temos presenciado nos últimos meses, reacende-se  um falso dilema do mesmo quilate: a escolha entre a corrupção e o arbítrio em  combatê-la.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Toda e qualquer forma de coerção do Estado sobre o indivíduo, por mais  justificada que possa parecer ou agradar, só é lícita se exercida dentro dos  preceitos da lei. É a lei, e não a vontade de juízes ou das ruas, que determina  os limites da ação do Estado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A recente polêmica entre dois ministros do Supremo Tribunal Federal espantou  a todos pela virulência e a sem-cerimônia dos diálogos. Mas ela não deve nos  aturdir exclusivamente pela falta do respeito à “liturgia do cargo”. Ela é mais  grave pelo que expõe de contradições com a missão constitucional do  Judiciário.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Gilmar Mendes tem marcado sua gestão por declarações contundentes, inclusive  sobre processos a serem ainda apreciados como juiz, mas não evita cair em suas  próprias incoerências. Brada contra o “Estado Policial”, ao mesmo tempo em que  instiga juízes, promotores e policiais a agirem fortemente contra ações de  movimento social que reputa a priori como criminoso.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Embora nutra elogiável preocupação com o garantismo penal, fulmina em ações e  declarações a idéia de independência judicial, responsável, em última instância,  pela própria garantia que afirma defender. Afinal, que juiz sem independência  pode defender o indivíduo dos excessos do Estado?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A gestão Gilmar tem assentado um poder sem precedentes ao STF. É certo que a  Reforma do Judiciário aumentou sobremaneira a hierarquia jurisdicional,  supostamente em nome da segurança jurídica e da celeridade dos feitos.  Concentrou excessivos poderes no STF, para permitir uma rápida uniformização da  jurisprudência. Mas, como se tem visto, os poderes têm sido usados para bem mais  do que isso.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As súmulas vinculantes, que nasceram para diminuir litígios repetidos, se  transformaram em oportunidades para criação de normas e imposição de valores. A  Súmula das Algemas que o diga: não tem esteio em intensa discussão jurídica, não  aliviou número de recursos, mas estampou a profilaxia judicial. Com o abuso  deste instrumento, nossa Corte Suprema, que tem por competência dar a última  palavra nos dissídios, vem se especializado em dar também a primeira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os parlamentares, desgastados pelos seguidos escândalos, e ainda mais pela  contumaz omissão, não se mostram em condições de reagir à mutilação da sua  própria competência.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Conselho Nacional de Justiça, órgão criado para ser o controle externo do  Poder, também presidido por Gilmar Mendes, transformou-se, ele mesmo, em outra  instância normativa. Legisla por resoluções não raro invadindo assuntos de  competência legal.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A lei vem se tornando, assim, cada vez menos necessária, o que não deixa de  ser um risco para a democracia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Joaquim Barbosa, a seu turno, desfralda outro lado das ameaças à  jurisdição.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quer impor-se como o juiz criminal popular, aquele que ouve a voz das ruas.  Não se distancia daqueles que apregoam manter um olho na lei e outro na  realidade. Para quem a Constituição e as leis devem ser interpretadas, seguindo  a vontade do povo. Mas quem, enfim, seria o legítimo tradutor desta vontade? É  possível julgar um réu com base na voz das ruas?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por detrás do rude enfrentamento, estamos diante de uma falsa questão. Os  excessos verbais são o de menos no caso. É preciso responder ao debate das  funções do Judiciário pela via democrática.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Judiciário não deve subtrair o poder popular do Legislativo de formular as  leis. Mas jamais pode sucumbir ao apelo da opinião pública e legitimar  julgamentos populares. Nem somos ditadores nem seremos justiceiros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não devemos nos sentir obrigados a optar entre a soberba e o populismo, duas  formas transversas de autoritarismo. Tarefas mais importantes são esperadas do  Judiciário brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;* Marcelo Semer é juiz de direito em SP e ex-presidente  do Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: www.conjur.com.br&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-4758303749367733906?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4758303749367733906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/4758303749367733906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/05/juiz-nao-pode-optar-entre-soberba-e.html' title='Juiz não pode optar entre soberba e populismo'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-1789309194166609739</id><published>2009-05-05T21:35:00.010-03:00</published><updated>2009-05-06T00:20:10.159-03:00</updated><title type='text'>Lançamento do Núcleo Catarinense da Associação Juízes para a Democracia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SgDeAGvoDxI/AAAAAAAAAAs/AW6HCV3XfPQ/s1600-h/evento_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 226px; height: 169px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SgDeAGvoDxI/AAAAAAAAAAs/AW6HCV3XfPQ/s320/evento_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332506052198403858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 17 de abril foi lançado o Núcleo Catarinense da Associação Juízes para a Democracia (AJD-SC). O evento ocorreu no auditório do Cesusc, em Florianópolis, e contou com a presença da presidente da AJD, juíza Dora Martins, assim como de integrantes do conselho de administração da associação, vindos da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também estiveram presentes juízes catarinenses que formam o núcleo, provenientes de várias partes do nosso Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SgDeNP-CdlI/AAAAAAAAAA0/ibVnxRyIm5c/s1600-h/evento_4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 213px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SgDeNP-CdlI/AAAAAAAAAA0/ibVnxRyIm5c/s320/evento_4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332506278013072978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na oportunidade o Desembargador Lédio Rosa proferiu palestra com o título "A Responsabilidade Social do Poder Judiciário", na qual relatou o surgimento do movimento de juízes que culminou com a criação da Magistratura Democrática na Itália e Jueces para la Democracia na Espanha, que se espalhou por vários países, tendo chegado ao Brasil em 1991, ano da criação da AJD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a criação de mais este núcleo a AJD pretende consolidar sua atuação em nosso Estado, objetivando a concretização de suas&lt;span&gt; finalidades estatutárias, como a defesa intransigente dos valores próprios do Estado Democrático de Direito, a defesa abrangente da dignidade da pessoa humana, a democratização interna do Judiciário e o resgate do serviço público (como serviço ao público) inerente ao exercício do poder, que deve se pautar pela total transparência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SgDg1Xc7PqI/AAAAAAAAAA8/Mq1eJCVAUSU/s1600-h/evento_6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 257px; height: 193px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SgDg1Xc7PqI/AAAAAAAAAA8/Mq1eJCVAUSU/s320/evento_6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332509166239694498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro objetivo estabelecido no Estatuto da AJD é a &lt;span class="news"&gt;criação e o desenvolvimento de vínculos de cooperação e solidariedade mútuos entre operadores judiciais e associações afins, motivo pelo qual nos causou grande satisfação a constatação de que várias entidades, associações, movimentos sociais, acadêmicos e professores atenderam nosso chamado e se fizeram presentes no lançamento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SgDh1-lSCUI/AAAAAAAAABE/l7GG4-WqH_I/s1600-h/evento_7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 215px; height: 162px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SgDh1-lSCUI/AAAAAAAAABE/l7GG4-WqH_I/s320/evento_7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332510276255353154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como se tratava de uma ocasião de aprensentação da AJD, fizemos questão de ouvir qual a expectativa dos presentes em relação à nossa atuação e quais as demandas que a sociedade nos apresenta.&lt;br /&gt;A constatação é que os desafios são muitos e queremos ser protagonistas na Revolução Democrática da Justiça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SgEBXnTH36I/AAAAAAAAABU/xrEv8HBJxo4/s1600-h/evento_5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 248px; height: 187px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SgEBXnTH36I/AAAAAAAAABU/xrEv8HBJxo4/s320/evento_5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332544938981187490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="news"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-1789309194166609739?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1789309194166609739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1789309194166609739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/05/lancamento-do-nucleo-catarinense-da.html' title='Lançamento do Núcleo Catarinense da Associação Juízes para a Democracia'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SgDeAGvoDxI/AAAAAAAAAAs/AW6HCV3XfPQ/s72-c/evento_1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-240869090112410522</id><published>2009-05-04T22:40:00.003-03:00</published><updated>2009-05-04T22:47:53.285-03:00</updated><title type='text'>Dia do Trabalho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Alessandro da Silva*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente o 1º de Maio era considerado uma data de protesto, de manifestações e de reivindicação, na qual eram homenageados os trabalhadores que perderam suas vidas na luta por uma sociedade melhor. Era o Dia do Trabalhador.&lt;br /&gt;Na década de 90 o novo sindicalismo acabou por transformá-lo em dia de festa, com shows, sorteios de carros e casas, o que esvaziou seu significado político.&lt;br /&gt;Temos acompanhado nos últimos meses, com uma incômoda frequência, o anúncio de dispensas coletivas de centenas, milhares de trabalhadores. Seria, então, momento propício para comemorações?&lt;br /&gt;Em um sistema fundado na livre iniciativa e na propriedade privada, a maior parte da população tem na venda de sua força de trabalho a única fonte de subsistência.&lt;br /&gt;Daí a necessidade de garantir o direito ao trabalho, conforme estabelece o art. XXIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948: “Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”.&lt;br /&gt;Não se trata de direito a qualquer trabalho, mas daquele acompanhado do respeito aos direitos sociais consagrados na Constituição. Assim, diante de seus nefastos efeitos sociais, as dispensas coletivas devem ser objeto de negociação com os sindicatos profissionais, sob pena de serem consideradas abusivas, como já vêm decidindo alguns Tribunais do Trabalho. A superação dos efeitos econômicos e sociais advindos da crise financeira somente será alcançada se enfrentarmos os desafios que se apresentam com soluções que tragam benefícios para toda a coletividade. Nesse quadro, o reconhecimento do direito ao trabalho digno tem papel decisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Juiz do trabalho e membro da Associação Juízes para a Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Diário Catarinense de 1º de Maio de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-240869090112410522?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/240869090112410522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/240869090112410522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/05/dia-do-trabalho.html' title='Dia do Trabalho'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-5350794296751760026</id><published>2009-04-06T11:32:00.005-03:00</published><updated>2009-04-06T11:58:49.244-03:00</updated><title type='text'>CONVITE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SdoYaGY6uSI/AAAAAAAAAAU/0oKjRduRVr0/s1600-h/PF.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 246px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SdoYaGY6uSI/AAAAAAAAAAU/0oKjRduRVr0/s320/PF.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321592746362452258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Detalhe: quadro de Mônica Colucci&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Associação Juízes para a Democracia&lt;/span&gt; convida para o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;lançamento de seu Núcleo Catarinense – AJD-SC, oportunidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;na qual o Desembargador &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lédio Rosa de Andrade&lt;/span&gt; proferirá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;palestra com o tema:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;“A Responsabilidade Social do Poder Judiciário”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Data: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;17/04/2009 (sexta-feira)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Horário: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;19h00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Local: Auditório do Complexo de Ensino Superior de Santa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Catarina (CESUSC) - Rod. SC 401, Km 10 - Santo Antônio de Lisboa -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Florianópolis/SC&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-5350794296751760026?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5350794296751760026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5350794296751760026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/04/convite.html' title='CONVITE'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sJEMI2muDe4/SdoYaGY6uSI/AAAAAAAAAAU/0oKjRduRVr0/s72-c/PF.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-8695402170771590011</id><published>2009-03-17T23:40:00.002-03:00</published><updated>2009-03-18T20:39:39.383-03:00</updated><title type='text'>Defensoria Pública em Santa Catarina: descumprimento contumaz da Constituição Federal</title><content type='html'>Alessandro da Silva*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última sexta-feira, dia 13 de março, o Movimento pela Criação da Defensoria Pública no Estado de Santa Catarina realizou uma reunião na sede da CNBB em Florianópolis, na qual estiveram presentes várias entidades que participam desse esforço, como Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do  Estado de Santa Catarina, Cáritas, Pastoral Carcerária, diretórios acadêmicos, Associação dos Defensores Públicos da União, Movimento Nacional de Direitos Humanos, Movimento de Mulheres e Associação Juízes para a Democracia.&lt;br /&gt;O objetivo era expor o cronograma de atividades para o ano de 2009 e demonstrar aos presentes a necessidade urgente de instalação da Defensoria Pública e insuficiência do modelo de defensoria dativa adotado em nosso Estado&lt;br /&gt;No dia anterior, em 12 de março, durante a cerimônia de abertura do Colégio Nacional de Presidentes de Seccionais da OAB na sede da Subseção de Blumenau, o Governador Luiz Henrique da Silveira condenou iniciativas de entidades no sentido de implantar uma Defensoria Pública que, além de isoladas, representariam um retrocesso. Destacou ainda que “advogados dedicados em todo o estado integram uma imensa, atomizada e disseminada rede de atendimento jurídico”, em clara referência à defensoria dativa.&lt;br /&gt;Equivoca-se, contudo, o Governador, pois a Defensoria Pública é uma modelo totalmente distinto da defensoria dativa.&lt;br /&gt;De imediato, observe-se que a instalação da Defensoria Pública não é uma opção atribuída aos Estados, mas uma obrigação imposta pelo art. 134 da Constituição Federal.&lt;br /&gt;A Constituição de 1988 adotou um modelo de assistência jurídica aos que não podem pagar um advogado por meio da criação de uma instituição, a Defensoria Púbica, que tem por função a orientação, a informação e a defesa judicial. Não se trata de mera atuação em processo judicial, pois além disso também há o papel preventivo. Essa instituição goza de autonomia funcional e administrativa, o que lhe permite inclusive atuar em face do Poder Público.&lt;br /&gt;Já a defensoria dativa, como observou o Governador, é uma atividade pulverizada, sem uma diretriz de atuação definida, que se limita à assistência judiciária, já que os advogados somente recebem seus honorários do Estado se ajuizarem um processo.&lt;br /&gt;Uma vez instalada a Defensoria Pública, seus quadros devem ser preenchidos com servidores públicos concursados, os defensores públicos, organizados em carreira e titulares de garantias, como a inamovibilidade, que dedicarão todo seu tempo e sua vida profissional à missão de orientar e defender os necessitados.&lt;br /&gt;A defensoria dativa, em regra, é prestada por advogados em início de carreira, muitas vezes inexperientes, e que abandonam a atividade assim que conseguem se estabelecer profissionalmente e se estabilizar financeiramente. Assim, a assistência serve como uma espécie de laboratório para os novos advogados, o que pode ser causa de déficit técnico nas defesas.&lt;br /&gt;No que tange ao argumento de que a Defensoria Pública não atingiria toda a população que dela precisa, vale observar que é obrigação do Estado prover os meios necessários para que a instituição cumpra esse objetivo, sendo que, caso não alcançado, a responsabilidade será do Estado.&lt;br /&gt;Por fim, no que concerne à alegação de que a instalação da Defensoria Pública teria um custo mais elevado que a defensoria dativa, é de se destacar que isso nunca foi efetivamente comprovado pelo Governo Estadual. De todo modo, a questão financeira não pode ser óbice ao cumprimento da Constituição Federal. Não se olvide ainda que vários outros Estados que têm arrecadação bem inferior já instalaram a Defensoria Pública, enquanto Santa Catarina permanece como o único que ainda não o fez.&lt;br /&gt;Como se percebe, o Estado de Santa Catarina insiste em descumprir o mandamento constitucional, subtraindo dos indivíduos uma das garantias fundamentais para exercício pleno da cidadania. Diante de omissão tão grave, mais uma vez é hora de a sociedade catarinense se organizar para exigir a instalação da Defensoria Pública, único modo de assegurarmos o respeito ao Estado Democrático de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Juiz do Trabalho e membro do conselho executivo da Associação Juízes para a Democracia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-8695402170771590011?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8695402170771590011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/8695402170771590011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/03/defensoria-publica-em-santa-catarina.html' title='Defensoria Pública em Santa Catarina: descumprimento contumaz da Constituição Federal'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-3854532064914185330</id><published>2009-03-15T08:43:00.000-03:00</published><updated>2009-03-15T08:44:11.705-03:00</updated><title type='text'>Chamando às falas</title><content type='html'>João B. Damasceno*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade de o Judiciário resolver conflitos do mundo político tem sido interpretada como geradora de tensão ou elemento das democracias. Trata-se da judicialização da política e sua origem remonta a 1803 quando a Suprema Corte dos Estados Unidos negou aplicação a lei que contrariava a Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As leis, embora elaboradas por representantes do povo, o são por um poder constituído e, se contrariarem a Constituição, não podem ser aplicadas, pois no conflito da lei com a Constituição esta há de prevalecer. No Brasil, somente viemos a conhecer tal possibilidade com a constituição republicana em 1891. Antes, a assinatura do imperador eliminava os vícios da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na República, Ruy Barbosa teve grande dificuldade de fazer com que o Judiciário compreendesse seu poder de declarar inconstitucionalidade de leis ou de resolver, com base nelas, conflitos políticos. E muitos ainda não compreenderam. O impedimento de análise, pelo Judiciário, de conflitos envolvendo interesses políticos sempre foi o bordão das ditaduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno pelo qual o Judiciário passou a ser demandado para solução de conflitos políticos compreende o poder de intervir em políticas públicas implementando os direitos assegurados na Constituição que a arbitrariedade ou a omissão do Legislativo ou do Executivo insistam em negar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se pode confundir o fenômeno da judicialização da política com a politização da justiça. Em passado recente, um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em ato falho, disse ser o líder do governo do Supremo. Se no Judiciário há partidários ou opositores de governos, isso implica em violação ao princípio da separação dos poderes e não pode ser confundido com o poder de fazer prevalecer as leis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Cientista político e membro da Associação Juizes para a Democracia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-3854532064914185330?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3854532064914185330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3854532064914185330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/03/chamando-as-falas.html' title='Chamando às falas'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-5750048497604220069</id><published>2009-01-21T22:21:00.001-02:00</published><updated>2009-01-21T22:24:46.159-02:00</updated><title type='text'>O Supremo Tribunal de Federal e a "seletiva" vedação do nepotismo: Então quer dizer que na rede da Súmula Vinculante n. 13 só cai peixe pequeno?</title><content type='html'>Alexandre Morais da Rosa – Juiz de Direito/SC - Doutor em Direito (UFPR). Membro da Associação dos Juízes para Democracia - AJD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Márcio Soares Berclaz – Promotor de Justiça/PR – Membro do Ministério Público Democrático - MPD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao interpretar provisoriamente e de modo absolutamente equivocado a Súmula Vinculante n. 13, lamentavelmente está perdendo o Supremo Tribunal Federal a possibilidade de consolidar grande momento histórico de expressivo avanço do Estado Democrático de Direito no combate ao nepotismo no âmbito das contratações de cargos comissionados e distribuição de funções gratificadas na Administração Pública. Neste momento não se discutirá a (i) legimidade democrática das Súmulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente, após ter afirmado acertadamente a força normativa dos princípios constitucionais da moralidade, impessoalidade e igualdade do artigo 37 da Constituição da República em controle concentrado de constitucionalidade, a atual seletiva interpretação que a Corte Suprema está emprestando ao alcance da recém criada Súmula Vinculante 13 traz razões que a própria racionalidade jurídica desconhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a redação da referida Súmula Vinculante diga que viola a Constituição a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente, em linha reta, colateral ou por afinidade, até terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal, vem teimando o STF em flexibilizar e atenuar o seu alcance, mediante o velho recurso da distinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Súmula Vinculante n. 13, no seu texto normativo, sem fazer qualquer exceção ou diferença, foi, portanto, suficientemente expressa e rigorosa no sentido de proibir que parentes por qualquer meio e em até terceiro grau da autoridade nomeante (usualmente chefe de poder) ou mesmo de servidores ocupantes de cargos comissionados ou funções gratificadas possam usufruir de postos diretos no regime do serviço público. Essa a base da fonte do impedimento que deve (ria) prevalecer, salvo aprovação em concurso público, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a razão, então, de o Supremo Tribunal Federal, na apreciação liminar de recente Reclamação n. 6650[1], ter entendido que irmão (parente em segundo grau em linha reta) de Governador de Estado poderia ocupar cargo comissionado em Secretaria, simplesmente porque a Súmula não alcançaria cargos políticos, mas sim cargos administrativos? Onde reside a fonte jurídico-legal da distinção interpretativa feita pelo Supremo Tribunal em Juízo preliminar e até aqui absolutamente equivocado? Em lugar nenhum, tampouco na melhor doutrina e jurisprudência de direito constitucional e administrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paira absoluta indigência e inexistência de conceitos jurídicos sedimentados para estabelecer a diferenciação de cargos no serviço público entre políticos e administrativos. O que existe são cargos efetivos, cargos de provimento em comissão e funções gratificadas, qualquer outra categoria não passa de retórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a interpretação da Súmula esteja sendo feita com muito esmero, ao ponto de deixar o seu potencial de livrar o serviço público do nepotismo situado na rua dos bobos, número zero...Era uma casa muito engraçada, era uma vez que o STF pretendia banir o nepotismo do serviço público!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discrímen realizado pela interpretação do Supremo, até aqui, mostra-se absolutamente seletivo e irrazoável. A curiosa escolha do STF estabelece perversa brecha jurídica para acentuar e agravar o clientelismo e o loteamento ilegal de cargos na  Administração Pública, favorecendo o alojamento sectário e conservador de parentes por critérios nepotistas alheios ao profissionalismo e a estruturação da carreira pública justamente nos mais altos postos da Administração Pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pronto: agora o administrador pode criar os cargos político que desejar para aboletar seus parentes preferidos nos melhores escalões e, ao mesmo tempo, usar o argumento da Súmula 13 para todo o resto da parentada que não quiser dar emprego! Não é uma fantástica solução? O que já parecia ser bom ficou ainda melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está dizendo até aqui o STF que o Secretário de Estado ou do Município pode ser irmão do Governador ou do Prefeito sem configurar nepotismo; o que não se pode é permitir que este mesmo irmão ocupe qualquer outro cargo subalterno da administração estadual ou municipal. Ora, ora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidente que o Supremo Tribunal Federal precisa rever o seu posicionamento, sob pena de desacreditar e enfraquecer não só a concretude e efetivação real dos princípios constitucionais, como também o único sentido democrático da própria Súmula Vinculante n. 13 que acabou de editar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De "seletividade" perversa e de punição sempre do lado mais fraco e débil, já basta à sociedade e comunidade jurídica o direito penal e o processo penal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ou será que o Supremo Tribunal Federal quer ver a rede da Súmula Vinculante n. 13 aplicada apenas ao peixe pequeno enquanto o tubarão continuará nadando para ocupar cargos no Poder Público na base do parentesco? Ah… íamos esquecendo que as primeiras-damas não teriam função numa secretaria social qualquer de fachada! Enfim, com uma maioria legislativa basta que se crie dezenas de Secretarias que, apesar do evidente desvio de finalidade, tudo estará em estrita conformidade com a carcaça da Súmula n.13 (ou o que sobrou dela). E os parentes prediletos, claro, devidamente empregados…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-5750048497604220069?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5750048497604220069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/5750048497604220069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/01/o-supremo-tribunal-de-federal-e.html' title='O Supremo Tribunal de Federal e a &quot;seletiva&quot; vedação do nepotismo: Então quer dizer que na rede da Súmula Vinculante n. 13 só cai peixe pequeno?'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-2622373576714192865</id><published>2009-01-13T15:21:00.000-02:00</published><updated>2009-01-13T15:22:36.727-02:00</updated><title type='text'>Das pedras de David aos tanques de Golias - 2ª Parte</title><content type='html'>By José Saramago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não as usa agora. Nestes últimos cinquenta anos cresceram a tal ponto a David as forças e o tamanho que entre ele e o sobranceiro Golias já não é possível reconhecer qualquer diferença, podendo até dizer-se, sem ofender a ofuscante claridade dos factos, que se tornou num novo Golias. David, hoje, é Golias, mas um Golias que deixou de carregar com pesadas e afinal inúteis armas de bronze. Aquele louro David de antanho sobrevoa de helicóptero as terras palestinas ocupadas e dispara mísseis contra alvos inermes, aquele delicado David de outrora tripula os mais poderosos tanques do mundo e esmaga e rebenta tudo o que encontra na sua frente, aquele lírico David que cantava loas a Betsabé, encarnado agora na figura gargantuesca de um criminoso de guerra chamado Ariel Sharon, lança a “poética” mensagem de que primeiro é necessário esmagar os palestino para depois negociar com o que deles restar. Em poucas palavras, é nisto que consiste, desde 1948, com ligeiras variantes meramente tácticas, a estratégia política israelita. Intoxicados pela ideia messiânica de um Grande Israel que realize finalmente os sonhos expansionistas do sionismo mais radical; contaminados pela monstruosa e enraizada “certeza” de que neste catastrófico e absurdo mundo existe um povo eleito por Deus e que, portanto, estão automaticamente justificadas e autorizadas, em nome também dos horrores do passado e dos medos de hoje, todas as acções próprias resulatantes de um racismo obsessivo, psicológica e patologicamente exclusivista; educados e treinados na ideia de que quaisquer sofrimentos que tenham infligido, inflijam ou venham a infligir aos outros, e em particular aos palestinos, sempre ficarão abaixo dos que sofreram no Holocausto, os judeus arranham interminavelmente a sua própria ferida para que não deixe de sangrar, para torná-la incurável, e mostram-na ao mundo como se tratasse de uma bandeira. Israel fez suas as terríveis palavras de Jeová no Deuteronómio: “Minha é a vingança, e eu lhes darei o pago”. Israel quer que nos sintamos culpados, todos nós, directa ou indirectamente, dos horrores do Holocausto, Israel quer que renunciemos ao mais elementar juízo crítico e nos transformemos em dócil eco da sua vontade, Israel quer que reconheçamos de jure o que para eles é já um exercício de facto: a impunidade absoluta. Do ponto de vista dos judeus, Israel não poderá nunca ser submetido a julgamento, uma vez que foi torturado, gaseado e queimado em Auschwitz. Pergunto-me se esses judeus que morreram nos campos de concentração nazis, esses que foram trucidados nos pogromes, esses que apodreceram nos guetos, pergunto-me se essa imensa multidão de infelizes não sentiria vergonha pelos actos infames que os seus descendentes vêm cometendo. Pergunto-me se o facto de terem sofrido tanto não seria a melhor causa para não fazerem sofrer os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pedras de David mudaram de mãos, agora são os palestinos que as atiram. Golias está do outro lado, armado e equipado como nunca se viu soldado algum na história das guerras, salvo, claro está, o amigo norte-americano. Ah, sim, as horrendas matanças de civis causadas pelos terroristas suicidas… Horrendas, sim, sem dúvida, condenáveis, sim, sem dúvida, mas Israel ainda terá muito que aprender se não é capaz de compreender as razões que podem levar um ser humano a transformar-se numa bomba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em O Caderno de Saramago&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-2622373576714192865?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2622373576714192865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/2622373576714192865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/01/das-pedras-de-david-aos-tanques-de_13.html' title='Das pedras de David aos tanques de Golias - 2ª Parte'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-6893461214690156099</id><published>2009-01-08T15:05:00.001-02:00</published><updated>2009-01-08T15:05:49.370-02:00</updated><title type='text'>Das pedras de David aos tanques de Golias</title><content type='html'>Janeiro 8, 2009 by José Saramago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo foi publicado pela primeira vez há alguns anos. O seu pano de fundo é a segunda intifada palestina, em 2000. Atrevi-me a pensar que o texto não envelheceu demasiado e que a sua “ressurreição” está justificada pela criminosa acção de Israel contra a população de Gaza. Aí vai, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DAS PEDRAS DE DAVID AOS TANQUES DE GOLIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmam algumas autoridades em questões bíblicas que o Primeiro Livro de Samuel foi escrito na época de Salomão, ou no período imediato, em qualquer caso antes do cativeiro da Babilónia. Outros estudiosos não menos competentes argumentam que não apenas o Primeiro, mas também o Segundo Livro, foram redigidos depois do exílio da Babilónia, obedecendo a sua composição ao que é denominado por estrutura histórico-político-religiosa do esquema deuteronomista, isto é, sucessivamente, a aliança de Deus com o seu povo, a infidelidade do povo, o castigo de Deus, a súplica do povo, o perdão de Deus. Se a venerável escritura vem do tempo de Salomão, poderemos dizer que sobre ela passaram, até hoje, em números redondos, uns três mil anos. Se o trabalho dos redactores foi realizado após terem regressado os judeus do exílio, então haverá que descontar daquele número uns quinhentos anos, mais mês, menos mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta preocupação de exactidão temporal tem como único propósito oferecer à compreensão do leitor a ideia de que a famosa lenda bíblica do combate (que não chegou a dar-se) entre o pequeno David e o gigante filisteu Golias, anda a ser mal contada às crianças pelo menos desde há vinte ou trinta séculos. Ao longo do tempo, as diversas partes interessadas no assunto elaboraram, com o assentimento acrítico de mais de cem gerações de crentes, tanto hebreus como cristãos, toda uma enganosa mistificação sobre a desigualdade de forças que separava dos bestiais quatro metros de altura de Golias a frágil compleição física do louro e delicado David. Tal desigualdade, enorme segundo todas as aparências, era compensada, e logo revertida a favor do israelita, pelo facto de David ser um mocinho astucioso e Golias uma estúpida massa de carne, tão astucioso aquele que, antes de ir enfrentar-se ao filisteu, apanhou na margem de um regato que havia por ali perto cinco pedras lisas que meteu no alforge, tão estúpido o outro que não se apercebeu de que David vinha armado com uma pistola. Que não era uma pistola, protestarão indignados os amantes das soberanas verdades míticas, que era simplesmente uma funda, uma humílima funda de pastor, como já as haviam usado em imemoriais tempos os servos de Abraão que lhe conduziam e guardavam o gado. Sim, de facto não parecia uma pistola, não tinha cano, não tinha coronha, não tinha gatilho, não tinha cartuchos, o que tinha era duas cordas finas e resistentes atadas pelas pontas a um pequeno pedaço de couro flexível no côncavo do qual a mão experta de David colocaria a pedra que, à distância, foi lançada, veloz e poderosa como uma bala, contra a cabeça de Golias, e o derrubou, deixando-o à mercê do fio da sua própria espada, já empunhada pelo destro fundibulário. Não foi por ser mais astucioso que o israelita conseguiu matar o filisteu e dar a vitória ao exército do Deus vivo e de Samuel, foi simplesmente porque levava consigo uma arma de longo alcance e a soube manejar. A verdade histórica, modesta e nada imaginativa, contenta-se com ensinar-nos que Golias não teve sequer a possibilidade de pôr as mãos em cima de David, a verdade mítica, emérita fabricante de fantasias, anda a embalar-nos há trinta séculos com o conto maravilhoso do triunfo do pequeno pastor sobre a bestialidade de um guerreiro gigantesco a quem, afinal, de nada pôde servir o pesado bronze do capacete, da couraça, das perneiras e do escudo. Tanto quanto estamos autorizados a concluir do desenvolvimento deste edificante episódio, David, nas muitas batalhas que fizeram dele rei de Judá e de Jerusalém e estenderam o seu poder até à margem direita do rio Eufrates, não voltou a usar a funda e as pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continua)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em O Caderno de Saramago&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-6893461214690156099?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6893461214690156099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/6893461214690156099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2009/01/das-pedras-de-david-aos-tanques-de.html' title='Das pedras de David aos tanques de Golias'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-3548602202998730821</id><published>2008-12-17T15:51:00.000-02:00</published><updated>2008-12-17T15:52:23.909-02:00</updated><title type='text'>Número de acidentes de trabalho sobe 27,6% de 2006 para 2007</title><content type='html'>Anuário Estatístico de 2007 do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou 653 mil acidentes de trabalho. Mato Grosso ocupa o 1º lugar na média relativa, com 47,26 mortes por acidente para cada 100 mil segurados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Bianca Pyl&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de acidentes de trabalho aumentou 27,6% em 2007, comparado com o ano anterior. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou 653 mil ocorrências, segundo dados do Anuário Estatístico de 2007. O maior impacto deste aumento (98,6%) diz respeito aos acidentes sem Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs), registrados por meio do nexo técnico epidemiológico - mecanismo que relaciona doenças que ocorrem com maior incidência às atividades profissionais. Os acidentes de trabalho registrados em 2007, por meio da CAT, aumentaram 3,7% em relação a 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, foram registradas 2,8 mil mortes por acidentes do trabalho em todo o país. "No caso dos acidentes fatais, o nexo técnico epidemiológico não interfere", explica Fernando Donato Vasconcelos, médico e auditor fiscal da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso (SRTE/MT). A nova metodologia não se aplica aos trabalhadores informais e só abrange o universo dos segurados pelo INSS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, a caracterização do acidente envolve dificuldades na delimitação do que é o fator de risco ou causal, suas circunstâncias de ocorrência e a relação com o trabalho. Por isso, os números podem ser ainda maiores em função da subnotificação. "Comparando as estatísticas da Previdência Social com dados de Boletins de Ocorrência nos distritos policiais, por exemplo, temos níveis de subnotificação de cerca de 90%. Ou seja, a realidade de acidentes do trabalho é muito pior do que aparece nos dados oficiais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados do governo federal mostram que acidentes e doenças do trabalho custam, anualmente, R$ 10,7 bilhões aos cofres da Previdência Social, responsável pelo pagamento do auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prioridade e planejamento&lt;br /&gt;Para Fernando Donato, a primeira medida para diminuir o alto índice de acidentes repousa na priorização da questão dentro do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). "O problema não é novo. As iniciativas para combatê-lo foram se perdendo ao longo dos anos. Antigamente a segurança e saúde do trabalhador era uma secretaria dentro do MTE. Atualmente há um número pequeno de auditores especialistas no tema. Os recursos são limitados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Junia Barreto, diretora do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho (DSST) do MTE, o que houve foi uma mudança de planejamento e não de prioridades. "Em nenhum momento, nos últimos anos, o planejamento de segurança e saúde foi deixado de lado. O que aconteceu, e que era necessário acontecer, é que o planejamento, que anteriormente era limitado à área, passou a englobar também os aspectos trabalhistas propriamente ditos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a diretora, a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do MTE estabelece diretrizes para o planejamento. Neste ano, as prioridades determinadas têm como base os números de acidentes por setor econômico. Essas áreas serão alvos de fiscalizações em todo o território nacional. "Para os setores prioritários, são estabelecidas estratégias e táticas de intervenção, que podem incluir, além de uma fiscalização intensiva, outras metodologias, como notificação coletiva, reuniões, mediações". As superintendências regionais do MTE também podem definir suas prioridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, o setor que mais acumulou acidentes de trabalho foi a indústria, com 129 mil ocorrências, seguido pelo setor de serviços, com 70,5 mil acidentes. Porém, o setor mais fiscalizado foi o comércio, com 43.461 ações, seguido da indústria, com 31.918 ações. Os dados foram apresentados pelo auditor fiscal Marcell Fernandes Santana, da SRTE/ES , durante o 26º Encontro Nacional dos Auditores Fiscais (Enafit). Das cinco divisões estabelecidas pela Previdência Social, o comércio é a que apresenta menor índice de acidentes e, apesar disso, foi o primeiro setor em número de fiscalizações do MTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Últimos três anos&lt;br /&gt;No período de janeiro de 2005 a maio de 2008, 439 pessoas morreram em acidentes no trabalho no MT. As atividades econômicas com maior número de óbitos foram: transporte rodoviário de cargas (37), construção (30), criação de bovinos (22), madeireira (22) e cultivo da soja (19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo período, quase 2 milhões de CATs foram emitidas no Brasil. E os setores que mais se destacam em números de ocorrências registradas são: as atividades de atenção à saúde; a construção; os transportes terrestres; os supermercados; o abate e preparação de produtos da carne e de pescado e o setor sucroalcooleiro. Fernando Donato pondera, entretanto, que nem sempre o problema é mais grave nas áreas de maior incidência. "No caso da área de saúde, por exemplo, são poucos acidentes que são fatais, o contrário ocorre no caso dos transportes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No transporte de cargas, uma das principais causas de acidentes é a jornada exaustiva dos funcionários. "As empresas impõem um ritmo que leva um grande volume de caminhões na estrada, e com motoristas, inclusive, usando drogas para se manterem acordados. Alguns empregadores argumentam que as estradas é que são ruins, mas já foi comprovado que não são problemas nas estradas que causam acidentes", avalia Fernando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso dos frigoríficos - que são muitos no Mato Grosso -, as condições de trabalho são insalubres, os trabalhadores são submetidos a altas e baixas temperaturas em curto intervalo de tempo. "No corte das peças é o estágio em que ocorrem mais acidentes", descreve o auditor fiscal Fernando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como a tela de proteção e o cinto, é a principal causa dos problemas na construção civil. "Nas madeireiras acorrem muitos acidentes porque os proprietários tiram um equipamento de proteção instalado na serra para que ela trabalhe mais rápido. Na derrubada de árvores também há casos de acidentes com motosseras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados alarmantes&lt;br /&gt;Foram contabilizadas 143 mortes por acidentes de trabalho no estado do Mato Grosso em 2007. O estado aparece em oitavo lugar na média de acidentes do trabalho fatais. Por outro lado, quando se analisa a Taxa de Mortalidade Específica [TME] por acidentes, calculada pelo número de óbitos notificados de trabalhadores segurados sobre o total de segurados, Mato Grosso passa à primeira posição na média referente ao período 1997-2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a média nacional do período foi de 14,68 mortes por 100 mil segurados da Previdência Social e a de São Paulo, o estado com maior número absoluto com 7.668 mortes, foi de 11,12 mortes por 100 mil segurados, Mato Grosso apresenta uma média de 47,26 mortes por acidente do trabalho por 100 mil segurados do INSS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SRTE/MT criou o Comitê Estadual de Prevenção de Acidentes do Trabalho para tirar o estado do topo dessa lista. Participam do organismo, o INSS, a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), a Secretaria de Estado da Saúde (Ses), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Coordenadoria de Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado de Saúde (CSTSES). "A nossa pretensão é envolver a Polícia Rodoviária Federal, por conta dos acidentes de transporte e trazer a universidade para esse debate também", relata Fernando, da SRTE/MG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O INSS é parceiro do MTE na análise dos acidentes de trabalho. Por meio do projeto Sirena, o instituto repassa informações do seu banco de dados para subsidiar a investigação das causas de óbitos e acidentes graves. Após o encerramento da análise, o MTE envia suas conclusões à Procuradoria do INSS para a possível proposição de ações regressivas contra os responsáveis, com o objetivo de recuperar para os cofres públicos os recursos gastos com benefícios previdenciários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: www.reporterbrasil.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-3548602202998730821?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3548602202998730821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/3548602202998730821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2008/12/nmero-de-acidentes-de-trabalho-sobe-276.html' title='Número de acidentes de trabalho sobe 27,6% de 2006 para 2007'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-537413222993535517</id><published>2008-12-10T16:54:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T16:55:19.844-02:00</updated><title type='text'>Enchentes renovaram o ambientalismo catarinense?</title><content type='html'>Guilherme Floriani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governador Luis Henrique da Silveira (PMDB) anunciou a maior tragédia da história, mais de 100 vítimas fatais. Estes se somaram às 340 mortes das 5 maiores enchentes ocorridas desde 1974 no Estado. As chuvas torrenciais seriam uma profecia ambientalista, mas mudanças climáticas globais já enviaram o furacão Catarina em 2004, um ciclone extratropical e totalmente inesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, uma enorme repercussão na mídia, e pronta resposta governamental, em socorro às vítimas. De lideranças locais à senadora Marina Silva partiram manifestos destacando a ingerência ambiental na escalada dos efeitos da chuva. O silêncio dos políticos da situação a respeito inspirou ainda maior desconfiança. Muito ocupados no socorro às vítimas ou sentem-se comprometidos com o tenebroso panorama instalado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 283 litros despejados num dia em cada metro quadrado de Blumenau parecem ter sido a gota d'água para transbordar a pressão reacionária na política ambiental nacional. A ampla comoção social pode instar uma tomada de consciência dos milhares que sofrem diariamente suas tragédias individuais decorrentes do mau uso do ambiente. Um possível divisor de águas no curso ambientalista brasileiro, pois Santa Catarina serve de alerta dos efeitos da degradação do Planeta que ameaçam todo o Brasil, bem como, em todo o país, ocorrem neste momento fortes ameaças ao meio-ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinal deste novo tempo catarinense é a pressão contra o Projeto de Lei Estadual 238/2008 do governador catarinense, que institui o Código do Meio Ambiente Estadual. Inconstitucional segundo a Procuradora da República Analúcia Hartmann, fere a Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, o Código Florestal brasileiro, reduzindo matas ciliares a uma linha de 5m de largura. Ameaçaria Unidades de Conservação na área afetada pela enchente, e afogaria o processo de licenciamento, autorizando automaticamente os empreendimentos não vistoriados pelo órgão ambiental em 60 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta encontrava eco na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Sindicatos da Construção Civil (SINDUSCON) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (FETAESC), que compõem o "setor produtivo" e consideram a legislação atual muito restritiva ao desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da água baixar iniciou um abaixo-assinado contra o projeto de lei, mas o documento base de pesquisadores apontando causas do desastre anunciado só foi publicado como matéria paga no maior jornal do Estado, do Grupo RBS (filiado à Globo). Outras matérias relacionadas não fazem referência ao fato de Santa Catarina ter liderado o desmatamento no país em 2007, nem às falcatruas no licenciamento ambiental como denunciou a operação Moeda Verde da Polícia Federal. Artigos de renomados ambientalistas também pouparam nomes dos responsáveis por ataques à legislação, uma fragilidade intervencionista no atual cenário político nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rendo-me à Marilena Chauí. Em "uma ideologia perversa" a ética passou a ser inseparável da ideologia do consenso ao enfatizar o sofrimento individual e coletivo, e por isso obtém consenso de opinião: somos "éticos" porque nos solidarizamos às vítimas da enchente. Mas a contrapartida dessa ideologia é clara: não nos perguntem sobre como ser ético para evitar novas catástrofes, isso divide as opiniões, e a modernidade, como se sabe, é o consenso. Apóia-se a ética do bem ao enviar alimentos, fazer doações, mas não se promove autonomia individual para estabelecer normas de uso coletivo do ambiente. Nem co-responsabilidades ou controle social são provocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, seria oportunismo ambientalista apenas ameaçar a recorrência do problema, nem cabe pautar miraculosas obras de engenharia para conter enchentes, como provou New Orleans (EUA). Pois o cuidado de todo o ambiente, muito mais que matas ciliares, promoverá segurança à população, produção de água e alimentos de qualidade ou conservação da biodiversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da questão multifacetada e metatecnológica, surge uma ética que renova o ambientalismo? Há alguns dias, o diálogo caminhava para flexibilizar a legislação, e o Ministério Público firmou vultoso Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o "setor florestal". Para aqueles que perderam tudo, suas casas e parentes, o consenso agora deve ser outro. Talvez a tragédia não seja suficiente para mudar a sociologia provada perversa, mas pode provocar um renovado movimento social de diálogo com a natureza em Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme Floriani reside em Lages (SC) e é Engenheiro Florestal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: www.cartamaior.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-537413222993535517?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/537413222993535517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/537413222993535517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2008/12/enchentes-renovaram-o-ambientalismo.html' title='Enchentes renovaram o ambientalismo catarinense?'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-1808511188743452703</id><published>2008-12-03T20:35:00.001-02:00</published><updated>2008-12-03T20:38:26.840-02:00</updated><title type='text'>Perdidos no espaço</title><content type='html'>Por Fábio Adiron&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei pensando sobre o que é o espaço urbano. Primeiro fui ao dicionário e descobri que a principal definição de espaço é uma "extensão indefinida". Urbano se refere aquilo que é "da cidade ou próprio da cidade". Logo, espaço urbano é qualquer extensão indefinida dentro de uma cidade. Sendo qualquer lugar torna-se, ao mesmo tempo, todos os lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não quer dizer que todos os lugares da cidade podem ser freqüentados por todos. E nem estou pensando em questões de uso de locais privados, nem os espaços ditos públicos (que deveriam ser comuns a todos) realmente o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação é triste, mas é real: nem todos são considerados seres humanos do mesmo valor. Pobres e negros são acompanhados de perto por seguranças de shopping centers, tipos que usem roupas exóticas são olhados como sendo de outro planeta. Quando não são assassinados por aqueles que deveriam lhes garantir a segurança, como ocorreu recentemente em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as pessoas com deficiência...ah as pessoas com deficiência, são uns coitadinhos que deveriam ficar guardados dentro de casa ou de alguma instituição que cuidasse dos mesmos, que diabos esses caras inventam de circular nas ruas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de não serem considerados cidadãos de primeira classe, também acredita-se que se são "deficientes", eles é que precisam dar conta das suas limitações, que precisam superar suas dificuldades - o problema é deles, não de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cadeirante não consegue atravessar um quarteirão inteiro, afinal cada dono de casa ou prédio é responsável por sua calçada e essas não tem padronização nenhuma, mudam de nivel a cada dez metros, formam degraus. Muitas não tem manutenção nenhuma. Se, por um milagre conseguem chegar onde queriam, não podem entrar pois os arquitetos fizeram escadarias monumentais ou instalaram elevadores cujas portas não tem largura suficiente para uma cadeira de rodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas cegas também sofrem as agruras da falta de acessibilidade. Alguns elevadores tem o teclado em braille. Mas nem todo cego lê braille, pior, os que sabem braille conseguem apertar o botão do andar para onde querem ir, mas como descobrem que o elevador chegou no pavimento desejado? Pare para pensar um pouco : como é que um cego consegue atravessar sozinho uma rua? Também são pessoas que querem viver com autonomia e não ter de depender dos outros para se movimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas surdas podem não ter restrições de mobilidade ou de visão. O que não significa que o espaço de todos lhes seja seguro. Mais de uma vez, em notícias recentes, pessoas surdas foram presas porque se "recusavam" a responder questionamento de policiais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a deficiência é intelectual a hostilidade já começa no olhar. Se não é hostilidade é compaixão assistencialista : "aquele moço com Síndrome de Down andando sozinho na rua deve estar perdido...será que a família não cuida dele?" As pessoas fazem todas as suposições, exceto é de que essas pessoas tem capacidade para viver e se locomover como qualquer outro. Afinal, ele não é um ser tão humano como nós, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não são só os cadeirantes, cegos, surdos ou pessoas com deficiência intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia vi uma mãe empurrando o carrinho de bebê pelo meio da rua, correndo o risco de ser atropelada, pois a calçada era inviável. Uma pessoa obesa não entra em muitos elevadores e banheiros que já vi por aí. Ops! Então essa tal de acessibilidade não é só para pessoas com deficiência? Pessoas idosas poderiam ser beneficiadas? Mulheres grávidas ? Até os meninos que empurram os carrinhos de entrega de supermercado? Semáforos sonoros seriam mais seguros para todos? Respeito é bom para todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derrubar barreiras físicas, de comunicação e de atitude pode beneficiar todo mundo. Não é um privilégio concedido às pessoas com deficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso só vai acontecer quando a diversidade for considerada como valor. Esta incompreensão da cultura da diversidade implica em que a sociedade pense que a inclusão seja destinada a melhorar a a vida das pessoas com deficiência e não a vida da população em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura da diversidade vai nos permitir construir uma cidade de qualidade, espaços de de qualidade e cidadãos de qualidade. A cultura da diversidade é um processo de aprendizagem permanente, onde TODOS devemos aprender a compartilhar novos significados e novos comportamentos de relações entre as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o bem e para o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://xiitadainclusao.blogspot.com/2008_11_01_archive.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/384460104986832057-1808511188743452703?l=ajd-sc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1808511188743452703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/384460104986832057/posts/default/1808511188743452703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ajd-sc.blogspot.com/2008/12/perdidos-no-espao.html' title='Perdidos no espaço'/><author><name>AJD-SC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18248964639110442069</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-384460104986832057.post-6614652360653284797</id><published>2008-11-26T09:50:00.004-02:00</published><updated>2008-11-26T09:57:29.294-02:00</updated><title type='text'>Enfim, a crise... Enfim, a razão?</title><content type='html'>Jorge Luiz Souto Maior(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos fala-se, no Brasil, de uma “crise econômica” como forma de justificar uma reiterada reivindicação de redução das garantias jurídicas de natureza social (direitos trabalhistas e previdenciários). &lt;br /&gt;Eis que de repente vivenciamos, enfim, uma real, concreta e insofismável crise econômica de âmbito mundial. Seus efeitos, entretanto, surpreendem.&lt;br /&gt;O primeiro efeito, talvez o mais relevante, é o de que a humanidade, pressionada pela necessidade de tentar solucionar uma grave crise passa a pensar seriamente. Ou seja, após longos anos de hegemonia ideológica, recobrou-se a razão e conforme preconiza a Declaração Universal dos Direitos do Homem, as pessoas devem utilizar sua razão para agir em relação aos outros com espírito de fraternidade (1).&lt;br /&gt;Como agora a crise não é apenas uma retórica, faz-se necessária a apresentação de argumentos sérios para tentar enfrentá-la. E, concretamente, ninguém está brincando com a crise. As opiniões, ainda que divergentes, se apresentam de forma responsável. “Todos contra a crise”, anuncia o G7.&lt;br /&gt;No que tange aos meios para sair da crise, seriamente encarados, destaca-se o de que o Estado não pode restar alheio à crise do mercado financeiro. A participação ativa do Estado, regulando o modelo, apresenta-se fundamental para evitar o colapso. A mera somatória de interesses individuais não é capaz de desenvolver políticas públicas sociais, mesmo que as empresas anunciem possuir “responsabilidade social”. A desregulação plena do mercado incentiva uma lógica de concorrência autodestrutiva (2).&lt;br /&gt;É bem verdade que não há uma coincidência de idéias quanto à pertinência de “injeção” de dinheiro público para salvar empresas do mercado financeiro. A “ajuda” ao mercado financeiro, dada pelo Estado, com o dinheiro público, se, por um lado, procura evitar a quebra em cascata, por outro, representa incentivar o desenvolvimento de um capitalismo sem risco, mantendo a idéia de que o lucro pertence à iniciativa privada e o prejuízo deve ser suportado pelo Estado. Nestes termos o manifesto publicado por mais de 200 economistas americanos, de diversas universidades, expondo, publicamente, sua preocupação com a destinação de verbas públicas a instituições financeiras que durante muitos anos obtiveram grandes lucros com suas operações de alto risco.&lt;br /&gt;Esse dinheiro, reclamam os líderes de ações humanitárias, nunca lhes pode ser destinado...&lt;br /&gt;De todo modo, resta definitivamente abalada a idéia de que os mercados se auto-regulam e que são capazes, por si sós, de produzir justiça social. Essa certeza, aliás, já existia desde o final da Primeira Guerra Mundial, com reafirmação após a Segunda Grande Guerra, tendo sido expressada em inúmeras Declarações Internacionais.&lt;br /&gt;O segundo efeito importante, em termos de respostas sérias a uma verdadeira crise, é o de que em nenhum momento se tem falado, como antes era costume, em diminuição de garantias sociais. Aliás, muito pelo contrário. Na Espanha, por exemplo, que foi o país europeu em que mais se evidenciou a política de precarização das relações de trabalho e onde se experimentam, agora, as graves conseqüências do maior número de desempregados dos últimos 10 (dez) anos, anuncia-se um plano para conferir maior proteção social aos trabalhadores abrangidos pela flexibilizadora “Lei do Trabalhador Autônomo”, que atualmente atinge três milhões de espanhóis. &lt;br /&gt;Em termos de relações de trabalho, até bem pouco tempo atrás, sem muito apego às conseqüências, dizia-se, no Brasil, em bom português, que “se deve manter o poder das empresas de se livrarem de seus empregados quando bem entenderem”, mas, agora, diante da autêntica crise econômica, a prioridade, reconhece-se, é a preservação dos empregos, tida como política econômica fundamental em âmbito local e mundial. “Diante da crise, prioridade é emprego e crédito”, diz, no Brasil, a Ministra Dilma Roussef (3). Já os líderes europeus anunciam que vão adotar medidas para proteger empregos e crescimento (4).&lt;br /&gt;Sabe-se bem que um desemprego em massa, norteado pelos interesses particulares de cada empresa, conduz ao colapso do modelo. Não é possível sair da crise, deixando que as empresas, por interesses próprios, conduzam, sem qualquer freio, milhares, milhões de pessoas, ao desemprego. Uma atitude generalizada neste sentido só tende a agravar a situação atual e a levar ao desajuste pleno do sistema econômico em escala mundial.&lt;br /&gt;Diante da anterior “crise”, de cunho retórico, tentava-se fazer acreditar que salvar empresas em dificuldade econômica, conduzindo pessoas ao desemprego, era a única fórmula válida de construção social. Mas, a imposição de sacrifícios apenas aos trabalhadores, para salvar empresas que ao longo de anos deixaram de cumprir obrigações tributárias e sociais, nunca foi e nunca será uma política econômica responsável e isto, no enfrentamento da atual verdadeira crise, que chamou todos à razão, é, agora, reconhecido sem qualquer resistência.&lt;br /&gt;Oportuna, por isso mesmo, a advertência feita pela Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho, em nota oficial, no sentido de que o maior perigo da crise é o do abandono do sistema jurídico de natureza social, cabendo aos juízes assumirem o compromisso de transmitir para a sociedade a certeza da preservação da eficácia desses direitos.&lt;br /&gt;É relevante verificar que os dados da atual crise talvez sejam mais  alarmantes que os do “crash” de 29, mas só não se chegou, ainda, ao mesmo efeito trágico, por conta, exatamente, dos freios impostos pelas políticas públicas, que, funcionando, interligam, por ação do Estado, interesses econômicos e garantias sociais, conferindo uma espécie de “sentido moral à economia” (5).&lt;br /&gt;É por isso que o discurso, em torno do custo do trabalho, em época de verdadeira crise, mudou necessariamente. É possível constatar que nenhum economista, de qualquer linha ideológica que seja, trata, presentemente, da questão da crise econômica por essa via oblíqua. Nenhuma solução apresentada para a crise parte do pressuposto da necessidade de se reduzirem garantias sociais. A própria questão da “informalidade”, quase sempre apresentada, no Brasil, como causa do custo do trabalho, finalmente é tratada pelos aspectos restritos da questão tributária e da necessária política de apoio ao micro-empresário, como, aliás, deve mesmo ser (6).&lt;br /&gt;Não foi por coincidência que o prêmio Nobel de Economia, em meio a presente crise, foi conferido a Paul Krugman, que se notabilizou nos últimos anos pela crítica à política “neoliberal” do governo Bush.&lt;br /&gt;Mas, não é só. Outra grande perplexidade gerada pelos primeiros efeitos da crise é a de que, embora o Brasil já comece a sentir os sintomas da crise, segundo acaba de anunciar o IBGE, o número de pessoas ocupadas nas seis principais regiões metropolitanas do País somou 21,98 milhões em setembro, com alta de 0,7% com relação a agosto, e de 3,4%, diante de setembro do ano passado e o contingente de empregados com carteira assinada (emprego formal) prosseguiu na trajetória de alta em setembro, com acréscimo de 1,1% com relação a agosto, e aumento de 6%, no confronto com setembro do ano passado.&lt;br /&gt;Seria equivocado dizer que os dados em questão demonstram que a crise econômica não abalou e não abalará os empregos, até porque os seus efeitos talvez ainda não tenham sido complemente sentidos. Por outro lado, não deixa de ser uma razoável demonstração de que a economia tem razões que a própria economia desconhece e que é mesmo, no mínimo, uma irresponsabilidade considerar que se possa desenvolvê-la a partir do mero pressuposto da retração das garantias sociais.&lt;br /&gt;São muitas, por óbvio, as variantes e é extremante difícil apontar causas e fixar prognósticos. Por que chegamos a esse momento? Até onde vai a crise? São respostas que devemos procurar, para, emergencialmente, impedir que a situação fique sem controle e, em um segundo momento, para evitar que torne a ocorrer. &lt;br /&gt;O mais importante, no entanto, é não ficar tentando apontar vencidos e vencedores, como se debate social fosse um jogo para satisfação pessoal. No cômputo geral, o que se percebe é que a razão, respondendo aos chamados das Declarações Internacionais firmados ao longo de décadas após duas guerras mundiais, tende a prevalecer. Não se pode desprezar a perspectiva da justiça social, pois nenhum sucesso econômico advirá baseado na miséria econômica e cultural alheia. Uma sociedade sólida, e que vale a pena defender, é aquela que fornece a todos condições dignas de sobrevivência e de desenvolvimento pessoal.&lt;br /&gt;Neste contexto, está, necessariamente, afastada a idéia de que a profusão econômica possa ser pensada ao custo das garantias trabalhistas, pois que incentiva a concorrência na lógica do “dumping” social. A última coisa que se pode pensar agora é no aprofundamento dos problemas sociais, que, certamente, advêm do aumento do desemprego e da diminuição generalizada, sem qualquer limite, do ganho da classe trabalhadora. Uma classe social sozinha não pode suportar os efeitos dos desajustes econômicos e ser chamada para se sacrificar por um modelo que, co
